O Estado guarda. Quem guarda o Estado?


entroncamento

Infelizmente dá-se o caso de certos papéis, vitais para a compreensão de fenómenos sociológicos de grande interesse para a comunidade, mesmo para a que não vive no Entroncamento, estarem expostos aos azares do quotidiano, aos pequenos incidentes fortuitos, absolutamente imprevistos, da exclusiva responsabilidade do destino ou do azar. Foi azar, disse Tibi.

Se não são documentos relativos a Offshores que desaparecem sem deixar rasto, são outros, simples provas documentais do mais importante processo judicial envolvendo uma das maiores autarquias do país, que se afogam em água cuja temperatura, medida com zelo proporcionalmente inverso ao aparentemente usado para os conservar, precisamente 80 graus, garante a sua total e irreversível destruição (ver imagem exemplificativa do que faz a água quente ao papel). Neste caso, felizmente, tudo foi previamente digitalizado pelos actuais responsáveis autárquicos, não se prevendo, obviamente, que, na hora certa, um funcionário a recibos verdes menos motivado se tenha esquecido, afinal, de digitalizar os mais importantes, dois ou três, meia dúzia, aqueles que realmente contam. Isso, certamente, não acontecerá, até porque o escritor nega ter matado o Pai Natal.
Nestas histórias, contará como detalhe o facto singelo de esta documentação estar à guarda do Estado.
Sim. Mas quem guarda o Estado?

Agora as fake news:
Donald Trump…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Os políticos no geral, os governantes em particular, não estão preparados para viver numa sociedade cada vez mais escrutinada, cada vez mais voyeurista, onde as redes sociais disseminam á “velocidade da luz” menssagens verdeiras e falsas, baralhando tudo e todos.
    Por sua vez o paradigma da informação mudou por completo, com o poder económico a tomar as rédeas da comunicação de massas, deixando os jornalistas de ser o filtro e o veiculo da informação ou da notícia, para se tronarem em meros capatazes, quando não mesmo ” jornaleiros”.
    Por lá um robot bem programado faria quase o mesmo trabalho.
    Por sua vez o cidadão recusa-se a abdicar da clubite politico partidária, por “deformação genética” (somos latinos, sangue quente, coração ao pé da boca), alguma falta de cultura, mas também e muito, por desconfiança nos média que lhe vão vendendo discursos sérios e moralistas, cuja bota não bate com a perdigota.
    Prefere viver no seu reduto às cores, com as suas verdades alternativas, e uma fé imensa de que esse é o caminho certo.

Trackbacks

  1. […] dos tempos em que Paulo Portas tirava fotocópias no Ministério da Defesa… A sério? Inundações, dizem-lhe alguma coisa? Nada? Então, por obséquio, tenha a gentileza de seguir as […]

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