Parlamento aprovou votos de condenação contra Dijsselbloem


Hoje, o plenário do Parlamento português aprovou votos de condenação, apresentados por todas as bancadas, às declarações racistas de Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo. Nenhum desses votos, tanto quanto se saiba, faz referência a um dos mais marcantes legados cívicos e humanos dos Bóeres, compatriotas do senhor Dijsselbloem: o Apartheid.

Ainda bem. Queremos uma Europa unida, a viver em paz, harmonia e austeridade.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Apesar do Sr. Dijsselbloem ser Holandês, como a maioria de nós sabe, a vizinha Bélgica, é um país que tem basicamente três comunidades. Os flamengos, na Flandres, de ascendência Holandesa, mas católicos, a Valónia, com os valões, de ascendência francófona, e católicos, e uma pequenina comunidade germânica, mais no interior.
    Em Bruxelas e arredores, a única zona marcadamente multicultural, até pela imigração, as ruas são habitadas por ambas comunidades. Em zonas residenciais, na mesma rua, de um lado estão os condomínios privados dos flamengos, cujos complexos têm nomes como Rembrandt, Van Gogh, Bosch, etc.
    Do outro lado da rua, estão os valões, com nomes francófonos.
    Em Bruges, ou em Gent, só tens uma hipótese, que é falar em inglês, não falando a língua local, o flamengo. Se falas francês, eles nem te respondem. “Cá para mim, manda-te à merda em flamengo”. Tu não percebes, e fazes um sorriso de idiota!
    Estive já por diversas vezes de férias na Madeira e nos hotéis onde tenho ficado, por coincidência, tenho apanhado turistas belgas, até com alguma frequência, e de ambas as comunidades. Os gajos estão no estrangeiro e não se falam entre si. Aqui o Tuga, com o seu inglês de Praia, fala com ambos, e aqueles trutas não falam entre si, sendo do mesmo país, porque uns são “holandeses e os outros franceses”.
    Bom, isto não é só nacionalismo, xenofobia ou racismo. Isto já me parece mais paranóia.
    Se esta é a maneira mais sensata de eles, Belgas, se relacionarem entre si, pessoas do mesmo país, da mesma religião, então, desculpem-me lá, mas prefiro os “copos e as mulheres”.
    Pelo menos não morro estúpido!

  2. Reduzir o povo Boér ao apartheid é, para além de desconhecimento da sua história tão mal contada na wikipedia, absolutamente indigente. Atribuir o apartheid a um legado bóer, esquecendo as ideias segregacionistas que imperaram na Europa do fim do século XIX e o segregacionismo da livre América, é branquear à custa de uma ovelha negra. Até o homem grande que aparece na foto deste post, entendeu (porque estudou) quer as misérias quer as grandezas dos Boérs. A mim parece-me que as novas gerações de Boérs estão de alma e coração com o seu país e o seu governo, para além da cor da pele e de questões tribais. Esse é o legado Boér. O problema de alguns europeus não é muito diferente do problema de muitos africanos: excesso de tribalismo. É o caso do holandês que não me apetece nomear porque tenho medo de tropeçar.

    • Bruno Santos says:

      Caro senhor “xico”,
      escrevi o que está escrito, não o que o senhor “xico” quis ler para melhor sustentar o que afirma neste comentário.
      Devolvo-lhe os cumprimentos, de indigência e branqueamento, e não ouso acusar os “africanos” de “excesso de tribalismo”, expressão que não só não entendo, como não gosto.
      Finalmente, uma vez que perece versado no tema – o Apartheid – agradeço todo o contributo que para o seu entendimento queira fazer o favor de dar.
      Cumprimentos,
      Bruno Santos

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