Contra a cobardia do assédio moral


Chegam notícias preocupantes, embora não surpreendentes, de um conjunto significativo de processos disciplinares instaurados a alguns dos seus trabalhadores por uma grande autarquia socialista. Estes processos são, segundo essas notícias, acompanhados por outras acções persecutórias, como a mudança compulsiva de local de trabalho, o esvaziamento de funções, a vigilância permanente da actividade nas redes sociais e diversos tipos de instrumentos punitivos e pidescos, característicos de outros tempos, de outras culturas e de outros regimes políticos, ofensivos da dignidade humana.

Sendo o processo disciplinar um mecanismo previsto na lei e que, como tal, está por ela formalmente legitimado, a perseguição laboral fundada em razões políticas, delito de opinião ou motivos que se prendam com a irascibilidade incontrolada de tiranos disfarçados de homens de bons costumes, não é aceitável numa Democracia. Constitui, aliás, a sua negação e é totalmente contrária à matriz doutrinária, cívica e humanista do Partido Socialista ou de qualquer organização que se funde no primado da dignidade humana. Acresce que estes factos não podem deixar de ser do conhecimento das forças políticas que compõem a oposição ao executivo autárquico em causa, tornando, evidentemente, essas forças políticas cúmplices de uma actuação totalmente inaceitável, ilegal e anti-democrática.

Mais preocupantes ainda são estas notícias se nos lembrarmos que o próprio PS esteve recentemente empenhado, através, nomeadamente, da deputada Isabel Moreira, no fortalecimento da legislação que protege os trabalhadores vítimas de assédio laboral.

Aos que são perseguidos pessoal e profissionalmente por razões políticas, de convicção, delito de opinião ou por qualquer outro motivo, seja qual for a sua orientação política, aqui fica a expressão da minha solidariedade, enquanto militante de base do Partido Socialista, juntamente com o alerta aos que têm o dever de agir no sentido da reposição da decência democrática e da integridade cívica e ética que deve orientar a conduta política do PS ou de qualquer outro partido nas mãos do qual seja depositada a responsabilidade de governar a coisa pública.

Comments

  1. Ricardo Ferreira Pinto says:

    Não me digas que os funcionários da Câmara de Gaia andam a ser assediados pelo democrata Eduardo Vítor Rodrigues!

    • Bruno Santos says:

      Isso terá que ser perguntado aos funcionários da Câmara de Gaia.

    • martinhopm says:

      Veja como fala! O respeitinho é muito bonito. Excelentíssimo senhor professor doutor Eduardo Vítor Rodrigues. E não esqueça: quem se mete com o PS leva! E então aquela medalha de mérito municipal, grau ouro, atribuída pelo dito cujo ao benemérito Marco António Costa, vulgo Big Mac! Cada vez estou mais rendido a este tipo de autarcas.

  2. JOAO-MARIA says:

    Mas que camara é esta.
    Qual é o problema de dizer de quem se trata?

  3. Atento/sempre says:

    Eu não vou comentar, porque posso ser multado ou preso, como foi o caso da investigadora e bolsista, Maria de Lurdes Rodrigues, que se encontra presa em tires/cascais, por ter ditos em tribunal umas tantas verdades sobre a “justiça” que se faz em Portugal, e denunciar gente de um ministério da educação.. Levou três anos de prisão…

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