O PSD e a destruição criativa


A estratégia da próxima liderança nacional do PSD passa por uma derrota clamorosa nas autárquicas.

Comments

  1. O PSD está doente e não é de hoje.
    Esteve em risco, está em risco. As crises do passado ajudaram à construção da união, as crises do presente estão a destruí-la. Não existe no PSD a união necessária e suficientemente galvanizadora para que leve os seus militantes e simpatizantes a voltar a acreditar no projecto autárquico. Temos tempo, sabemos esperar, dizem. Mas esperar e tempo para quê? Perguntam os seus militantes e simpatizantes. A começar pela falta de empenho das estruturas nacionais, distritais, concelhios e mesmo de freguesias, paralisados pelo risco de derrota em próximas eleições”. Esta simples constatação permite-nos imaginar que nada de substancial irá ocorrer até ao próximo ano, isto é, até às eleições autárquicas em 2017. Daí que numa corrida atrás do prejuízo, o dado mais relevante são a expressão da actual discórdia e desunião na concelhia gaiense do PSD e da sua incapacidade em definir aquele rumo galvanizador. Mas perder a Autarquia Gaiense ao fim de 16 anos, e o governo do País, passando para o lado da oposição, deixou sequelas gravíssimas e criou a tempestade social e política onde hoje se encontram. Porque se perderam valores essenciais pelo caminho, a começar pelos valores humanistas que estiveram na base do projecto do PSD. Valores como a liberdade e a solidariedade. E nada nos tempos mais próximos permite pensar no seu regresso. Porque o Partido social-democrata deixou-se prender numa armadilha de onde dificilmente conseguirá sair. Crêem que é ser-se sério, credível, quando se valoriza todos aqueles que dizem, que a politica são as opções que fazemos, quando essas opções são a maledicência? Não, Não! Ser-se sério, credível é ter as soluções como opções políticas. Uma marca, e o PSD é uma marca, na política portuguesa, nunca terá tudo a ganhar, mas terá sempre tudo a perder. Caminhando assim! Por ser essa dificuldade a conferir-lhe beleza, por ser essa beleza que tanto apego nos dá a ela… por ser tão difícil que todos se desapeguem dela tão rápido e plenamente como é preciso para lhe reconquistar o gosto e a capacidade de a reconquistar. As Estações mudam, o Mundo muda. Se a Concelhia de Gaia permanecer sempre no mesmo dilema autocrático, sentir-se-á estagnada. Perdida que está no amiguismo imbecil e bajulador. Enquanto não aprender a gostar do trabalho árduo que está a acontecer um pouco por alguns núcleos, de modo a atingir maturidade política. A lembrar que tal predicado o é precisamente por ser tão efémero quão difícil é de repetir. Nunca terá tudo a ganhar porque a hegemonia é a mais apetecida das quimeras, porque a supremacia é a maior conquistadora de adversários, porque a História está cheia de imperadores caídos e ditadores dos quais nem as estátuas sobraram. Há pois que arrepiar caminho, enquanto há tempo.
    Vitor Manuel Marques / Vila Nova de Gaia

  2. Rui Naldinho says:

    É lógico que passa “por uma derrota clamorosa nas autárquicas”!
    Mas depois, restará o quê? A saber, o que ficará a seguir? Escombros? Fogem todos, e emigram para a Holanda a pedir ajuda ao Sr. Mark Rutte ou ao “social democrata”, Dijsselbloem?
    Bruno, este PSD é um partido de incompetentes. Lá fora ninguém lhes dará emprego, a não ser a uma meia dúzia, no máximo.
    Ou há uma hecatombe, ou mesmo com uma derrota clamorosa, fico com dúvidas!?

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