Uma besta é uma besta


O Partido Popular Europeu pediu hoje a demissão do presidente do Eurogrupo, na sequência das declarações racistas que proferiu recentemente.

É pena que tenha sido o PPE a fazê-lo e que o Partido Socialista Europeu, família à qual pertence o político holandês, se tenha limitado a declarações de escândalo e demarcação, sem exigir a sua saída. Não é assim que se faz. O espírito de seita não pode sobrepor-se aos mínimos da decência e uma besta é uma besta, mesmo que seja nosso primo.

Comments

  1. ou irmão, ou filho, o problema é que expressou (por ser pau mandado) a opinião dos seus pares….

    • Bruno Santos says:

      Quanto a isso não há muito a fazer, infelizmente.

      • José Peralta says:

        Bruno Santos

        paulo rangel em declarações como vice-presidente do PPE, justificando o pedido de demissão do “coiso”, não escondeu o seu cinismo, não deixando de referir que “o coiso era socialista”…

        Donde se infere que o que a besta holandesa regurgitou, “não é importante” ! Porque para o hipócrita rangel ( e, por extensão, para o PPE) “o importante” é “o coiso” ser “socialista” e, por isso…ter que ser sancionado !

        O insulto ? Para essa “gajada” não tem importância nenhuma !

        E por cá, a cristas e outra gentinha, também não se esquecem de referir a origem “socialista” do aborto !

        “Espírito de seita” ? Que venha o diabo e escolha…

        • joão lopes says:

          os politicos parecem as claques do porto e benfica,no jogo de portugal…logo,ar puro,só quando o porto e benfica forem para o tarrafal como castigo ah,ah,ah,ah

        • Bruno Santos says:

          Caro José Peralta,
          tem toda a razão. Mas Rangel só teve oportunidade para fazer este número farisaico porque o PSE não cumpriu o seu dever. E o seu dever, quanto a mim, não era emitir uma declaração onde se distancia das declarações do indivíduo, dizendo que elas “não representam o PES” (era o que mais faltava!), mas exigindo de imediato a sua demissão. Repare que nem lhe retirou a “confiança política”, conforme o deputado Tiago Barbosa Ribeiro hoje escreve no jornal Sol. O que Rangel fez foi ocupar o espaço que não deveria estar livre. É que penso.

  2. Rui Naldinho says:

    Ó Bruno. O espírito corporativista sempre existiu, e em todas as formações políticas. O PSE não é diferente dos outros. No fundo mostra a sua falsa moral!
    Mas eu não confundo oportunismo político, com ética, seriedade e responsabilidade.
    Já agora, porque não o PPE ter vergonha na cara, e pedir também a substituição do Presidente da Comissão Europeia. Entre um e o outro, venha o Diabo e escolha qual deles o pior.

    • Rui Naldinho says:

      Sempre desconfiei daqueles gajos que depois do almoço, normalmente bem regado, dizem aquelas banalidades simpáticas:
      ” Mon ami António Costa, m’a demandé de remplacement Monsieur le Président de l’Eurogupe aprés leurs declarations…”
      Este parece que também bebe, e bem !

      • P... e vinho verde! says:

        Se as garrafas (poucas) que bebo fossem pagas pelos contribuintes, garanto-lhe que beberia muito mais…

  3. Bruno Santos says:

    Tem razão. Mas do PPE não se espera outra coisa. Esperava-se do PSE. Ou então não. Não sei se me faço entender.

    • Rui Naldinho says:

      Sim, eu compreendo-o . O que eu não compreendo é o PPE. Foi só isso que eu quis salvaguardar. Aliás, essa será a melhor forma do PPE ficar a rir-se do PSE, justificando os Junckes que por ali proliferam.

      • Bruno Santos says:

        Ouvi um dia um discurso do presidente do PSE. Quase chorei. Parece ser uma riqueza de pessoa.

  4. Paulo Só says:

    Eu, o que lamento é que a imprensa portuguesa não tenha convidado um verdadeiro holandês, daqueles a cheirar a socos, vacas e túlipas a tecer algum comentário sobre a figura do Jeroen Dijsselbloem. Porque seria necessário sublinhar e apregoar junto aos nossos amigos do Norte que não se trata de orgulho greco-latino deslocado, mas apenas de nos salvaguardar do lamaçal, do atentado à inteligência e à elegância, que mesmo o Schäuble preserva da sua cadeira de rodas. No caso do Dijsselbloem é obviamente o cérebro que anda de cadeira de rodas o que, mesmo num país rasteiro como a Holanda, está longe de ser corriqueiro. Ao ver um dia uma fotografia do dito apontando um dedo acusador, não pude deixar de pensar que ao contrário da história chinesa que diz que o sábio vê a lua a e o néscio o dedo, ou vice verso, no caso do Dijsselbloem é óbvio que ele o vai enfiar no nariz.

  5. Ausente52 says:

    O Dij esqueceu-se que em Portugal
    Não se gasta só em vinho e mulheres
    Ele esquece-se do futebol!

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