Pandemias


Wolfgang Wodarg é um médico alemão, membro do SPD, e foi Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. Em Janeiro de 2010 fez declarações polémicas, afirmando que “a Gripe A (H1N1) foi uma falsa pandemia e um dos maiores escândalos médicos do século”.

Por essa altura, a comunicação social dava nota de que o fabrico das vacinas contra a Gripe A tinha proporcionado à indústria farmacêutica ganhos na ordem dos 5 mil milhões de euros. Portugal previu, na altura, a ocorrência de 75 mil mortes, entre 2 a 3 milhões de infectados, em consequência da pandemia, tendo gasto, segundo a comunicação social, cerca de 45 milhões de euros só em vacinas. Faleceram 122 pessoas.

Nem a OMS, nem a DGS, explicaram satisfatoriamente este assunto. Nem nenhum outro. Nomeadamente o motivo pelo qual a prevalência de Autismo nos EUA passou de 1/10.000 nos anos 80, para 1/68 na actualidade.

Comments

  1. Konigvs says:

    Curioso. Ainda ontem, ali no tópico-das-vacinas mencionei esse caso, e o facto de na altura mais de 50% dos médicos e enfermeiros portugueses (grupo de risco) se terem recusado a tomar as vacinas que prescrevem aos outros. E é mesmo irónico que não se fale em também obrigar os profissionais de saúde a tomá-las, quando até se sabe que o maior problema dos hospitais são as transmissões de doenças. Nada mais lógico então, que todos os médicos, para prescreverem receitas, tenham de ter também as vacinas em dia, incluindo a vacina da gripe. Mas eles tomam-nas? Não.

    O problema é que logo a seguir a Fátima vem o dogma dos sôtôtores, que tudo que prescrevem está certo, mesmo que estejam a enganar doentes com cancro, como ainda aconteceu na semana passada aqui ao lado em Espanha.

  2. Rui Naldinho says:

    Faleceram 122 pessoas em Portugal, a maioria das quais já debilitadas por um conjunto de factores clínicos, que tinham a ver com a idade avançada, doenças respiratórias antecedentes, enfim, um cem número de razões nas quais a gripe A (H1N1) vem no último lugar.
    O meu pai tem 88 anos de idade. Sofre de um estado avançado de Alzheimer. Não fala, não anda, e brevemente será alimentado por uma sonda. Irá morrer de qualquer coisa, que não do Alzheimer propriamente dito. Talvez uma falha cardíaca, uma infecção, uma pneumonia, apesar de estar vacinado. Mas inevitavelmente não andará muito longe disto. Repliquem agora por todos os Portugueses que com esta idade ou mais tenham problemas similares, e haverá alguns que poderão morrer de gripe, seja ela qual for.
    Sou a favor da vacinação de todos, em especial as crianças, naquelas doenças que comprovadamente foram causadores de morte, como o Tétano, Varíola, etc…
    Agora, não tenho dúvidas que a histeria coletiva à volta destas maleitas, alimentadas por uma comunicação social irracional, pronta a chafurdar em qualquer assunto que traga audiências, cujo único objetivo aumentar a publicidade no horário nobre ou na primeira página de quem jornal, só me merece repúdio.
    A indústria farmacêutica devia ser toda controlada por legislação Europeia, de modo a que estas manigâncias fossem todas memorizadas.

  3. Rui Mateus says:

    Uma coisa são os lucros das empresas farmacêuticas…o capitalismo em pleno…outra coiss é a necessidade de vacinação sobre doenças que já quase tinham sido erradicadas em muitos países.

  4. miguel couteiro says:

    “Nomeadamente o motivo pelo qual a prevalência de Autismo nos EUA passou de 1/10.000 nos anos 80, para 1/68 na actualidade.” pode colocar os links para que se possa ler e formar uma opinião mais informada ? obrigado

  5. Paulo Marques says:

    75 mil ou não, ciclicamente há gripes que dizimam a população mundial. Não foi esta, podia ter sido.

  6. Pandemias…
    Felicito o autor do texto por trazer estes temas à discussão.
    A minha opinião é que deve ser discutido com bom senso-prudência.
    1.º Não ignoramos que o objectivo da indústria farmacêutica é ganhar dinheiro. Alguns dos mecanismos do negócio parecem resvalar para a “sacanagem”. A título de exemplo lembro o caso da empresa farmacêutica dona da patente do medicamento para a hepatite C. O preço do medicamento é tão elevado que leva os Estados a um rombo nos cofres.
    2.º É sabido que a investigação consome recursos que têm de ser amortizados. Sentimos que a indústria farmacêutica é monopolista e quer ganhar tudo e depressa.
    3.º A posição da industria de equipamentos para a saúde tem a mesma matriz de lucro a todo o vapor.
    4-º É divulgado que alguns médicos e outros profissionais fazem o jogo da indústria.
    5.º É divulgado que algumas associações de doentes são “patrocinadas” pela indústria.
    6.º É perceptível a manipulação pública da indústria através da comunicação social com promessas de curas e benefícios de tratamentos alegadamente inovadores.
    7.º Como já escrevi noutro comentário, não adoecemos por qualquer fator de sorte ou azar-aleatoriamente.
    8.º Mais importante do que as tecnologias e tratamentos inovadores, é o acesso a água potável, saneamento básico, boas habitações, opções sobre alimentação, comportamentos.
    9. A maior de todas as pandemias é a da pobreza (condimentada com as desigualdades sociais e a literacia). A título de exemplo (bom exemplo) veja-se o caso da sociedade japonesa: Relação entre desigualdades sociais e saúde.
    10.º O facto de termos tido um plano de contingência para a gripe A foi positivo. Mais vale prevenir do que remediar. Sei que foi noticiado negociatas com as vacinas… Parece ser um dos nossos “fados” há sempre uma negociata ao virar da esquina.

  7. David says:

    Foi bom ter colocado o link para a sua fonte. Assim poupa-me o trabalho de lhe explicar que os critérios de diagnóstico do autismo foram sucessiva e profundamente revistos nas últimas décadas, integrando num único conceito (perturbação do espectro do autismo) um conjunto de perturbações conexas. Como diz a sua fonte, as estatísticas de há 30 anos não são comparáveis com as atuais.

    • Bruno Santos says:

      Obrigado.
      Não me pouparei eu ao trabalho de lhe explicar que esse princípio – o da sucessiva revisão de critérios para a elaboração de estatísticas – se aplica a praticamente todas as áreas da Ciência. Isto sucede por vários motivos, entre os quais se encontra a natureza dinâmica do próprio Conhecimento. Mas há outras razões. Se se der ao trabalho de ler o DSM – coisa que que presumo já ter feito -, verificará que um dos critérios para o diagnóstico do TDAH nas crianças, por exemplo, é a “atitude respondona” do petiz, ou a bizarria de não gostar de estar sentado. Isto alarga, evidentemente, o espectro do Diagnóstico. Mas faz outra coisa. Alarga o espectro da Terapêutica. Não sei se me faço entender.

      • teste says:

        faz, mas pelos piores motivos. o ponto que introduziu foi o do aumento do numero de diagnósticos e portanto, estar agora a trazer a questão do aumento da terapeutica sem reconhecer a contradição no seu discurso fica-lhe francamente mal.

        • Bruno Santos says:

          A contradição é sua. Havendo contínua revisão de critérios, nenhuma estatística seria comparável. Os números apresentados estão correctos e correspondem à avaliação feita em cada momento, com os critérios respectivos. O seu argumento é que a sua 4ª Classe, concluída nos anos 60, vale menos do que a minha, feita no reinado do Dr. Crato. Ora, isso é falso. No mínimo, vale o mesmo. Há até que ache que vale mais.

          • Filipe says:

            Lógica segundo Bruno Santos:

            1. O aumento da vacinação (devido ao lobby das demoníacas farmacêuticas) leva ao aumento do número de diagnósticos de autismo.
            2. O aumento do número de diagnósticos de autismo deve-se à revisão dos critérios de diagnóstico (devido ao lobby das demoníacas farmacêuticas, que assim alargam o espectro da terapêutica)

            Conclusão: Desde que as farmacêuticas tenham culpa, qualquer argumento serve, mesmo que as premissas se contradigam.

      • Nascimento says:

        Francamente mal não é esconder-se com o nome de “teste”? Gente “douta ” e que ganha bem com a batinha branca e ar “sério “…

        • teste says:

          já cá faltava o argumeto ignorante por excelência

          • Nascimento says:

            o ARGUMETO é mesmo ignorante… mas cobarde é que não é. Isso é de certeza. Percebes? Adiantado mental de merda.É que eu não ” argumeto” nada inté que não percebo DESTA poda. Mas, ao contrário de ti meu asno, não me escondo!Embrulha.

  8. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Engraçado que ainda há dias foi notícia as contra-indicações de um medicamento que vinha sendo usado (e a busado) no combate a (muitas vezes pretensas) diversas alterações cokportamentais das crianças – a Ritalina.
    No que toca à vacinação, parece-me que anda por aí muita mistificação. Relativamente à vacina da gripe, sou, e sempre fui, muito céptico, e nunca tomei a vacina 8e nem por isso tenho sido atacado). E sei de casos de pessoas que foram vacinadas e contraíram gripes à séria na mesma.
    Mas vacinas contra o sarampo, a varíola, tétano, etc. são coisas coisas completamente diferentes. Existem há muito mais tempo (há mais de cinquenta anos), estão muito mais comprovadas, e as respectivas doenças são muito mais sérias e com consequências bem mais graves que as de uma gripe. Misturar tudo é grave, e as consequências são as que estão à vista com este surto de sarampo.
    Relativamente à “pandemia” da gripe das aves, logo na altura disse que aquilo em que se baseavam para as previsões catastrofistas era ridículo, e não tomei qualquer vacina, nem embarquei na paranóia dos desinfectantes, etc.
    Mo meu local de trabalho ainda hoje por lá andam umas embalagens de desinfectante, cujas exalações eram por tal forma agressivas que me atacavam seriamente (sou asmático).

  9. Bruno Santos says:

    Talvez seja útil ouvir o que diz sobre o assunto o Prémio Nobel da Medicina, Luc Montagnier, responsável pela descoberta do HIV:

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