A ciência e as opiniões


Vinte casos de Sarampo levaram o Ministro da Saúde ao prime time televisivo para afirmar que “a Ciência está a perder a batalha contra a opinião”. Aproveitou também para introduzir a discussão sobre a obrigatoriedade da vacinação, o que de imediato suscitou o aparecimento de opinadores a defender que, mais do que obrigatórias, as vacinas devem ser compulsivas, ou seja, o Estado deve vacinar os cidadãos, mesmo contra a sua vontade. É um assunto a estudar, mas é pena que esta polícia administrativa, tão característica de um Estado Novo, não seja colocada nos hospitais do SNS, onde todos os dias morrem, em média, doze pessoas, vítimas de infecções que não tinham antes de lá entrar. Não deixa, aliás, de ser curioso que vinte casos de Sarampo estejam a ser tratados como uma epidemia, enquanto as infecções contraídas em meio hospitalar, que vitimam em Portugal mais de quatro mil pessoas por ano, permaneçam inscritas no âmbito dos danos colaterais do Ajustamento. Aceitáveis, portanto. Outro facto curioso merece adequada atenção. Desde que a Dra. Margaret Chan assumiu a direcção da OMS, todos os anos há uma tremenda epidemia nos jornais e nas televisões. Se não é nos porcos, é nas galinhas. Se não é gripe, é sarampo. Indague-se.

Comments

  1. Filipe says:

    Compare-se o que é comparável. Querer que o sarampo, que estava erradicado e de que ninguém já morria há mais de 20 anos, seja tratado da mesma forma que as bactérias e infecções hospitalares, é ridículo para não dizer desonesto. A maior parte do esforço da medicina está, e bem, na prevenção. A vacinação é uma parte significativa desse esforço, e por isso tantos investigadores dedicam os seus estudos a procurar vacinas para doenças que hoje são comuns e letais, como o cancro, ou para outras doenças crónicas como o VIH. E diga-se que é muito mais lucrativo para uma farmacêutica uma doença crónica, do que um plano de vacinação.

  2. Luís says:

    Depois das invenções das epidemias para escoar vacinas, proporcionando negócios gigantescos, com a colaboração das autoridades, estranha-se agora que as pessoas desconfiem dessas mesmas autoridades sanitárias e não vacinem os filhos.

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