Vacinas e Autismo


Uma sociedade que aspire a ser livre, não pode permitir-se ser tratada com condescendência pelas instituições que representam o poder, antes deve pugnar pelo melhor esclarecimento disponível sobre os assuntos que lhe dizem respeito.

Não é aceitável que os instrumentos de comunicação seja utilizados com o propósito de afirmar um pensamento único e impedir que visões diversas sobre o mundo e os problemas que o afectam sejam partilhadas, discutidas com liberdade e responsabilidade, por todos aqueles a quem esses problemas afectam ou que se dispõem a sobre eles pensar. Sempre com o propósito de afastar, tanto quanto seja possível, o erro, o preconceito e a ignorância.

Com base numa notícia que dá conta da identificação de vinte casos de Sarampo em Portugal, uma intensa, unívoca e dogmática campanha foi posta em marcha por praticamente todos os meios de comunicação. Essa campanha teve três propósitos: estigmatizar os cidadãos que têm legítimas dúvidas sobre o uso das vacinas e recusam dá-las aos seus filhos, instigar o medo entre os que não têm dúvidas e os vacinam e, finalmente, introduzir na discussão pública o tema da obrigatoriedade da vacinação, chegando a haver quem considere que ela deve ser compulsiva. Um quarto propósito manteve-se razoavelmente discreto: atacar as chamadas “medicinas complementares”. Informação sobre o tema, não houve praticamente nenhuma. O que houve foi manipulação de factos, mentiras e ocultação.

Uma das mentiras que foi posta a circular diz que “está provado” que não existe qualquer relação entre algumas vacinas e o crescimento exponencial do Autismo que, nos EUA, passou de uma prevalência, nos anos 80, de 1:10.000, para 1:68 na actualidade. Há previsões, credíveis, que apontam para uma prevalência de 1:2, dentro de alguns anos, ou seja, metade das crianças. Há quem negue este crescimento e o atribua a questões de critério estatístico e outras preciosidades administrativas. A verdade, porém, é que esse crescimento se tem verificado de forma brutal e, segundo Luc Montagnier, Prémio Nobel da Medicina de 2008, “existe uma correlação temporal entre certas vacinas e o autismo, e outras doenças graves. Essa correlação temporal não significa, forçosamente, causa, pois penso que não é a vacinação que causa o autismo, mas pode favorecer o seu crescimento, a sua manifestação, e isso tem que ser levado em conta.”

O vídeo que se segue é uma entrevista ao médico francês.

Comments

  1. Konigvs says:

    O texto reflete precisamente o que eu penso. Está a haver um claro alarme social, sem qualquer fundamento, com esta grave pandemia de 20 pessoas que estão com sarampo. Mas certamente que há um interesse escondido. Sobre o autismo e as vacinas já há muito que li sobre o assunto e cada um que acredite no que quiser.
    Eu já referi o caso das milhares de crianças que ficaram surdas neste país por tomarem uma vacina, supostamente segura. Isto é um facto, não é, como me responderam, cenas “infundadas”, é um facto porque infelizmente sei do que estou a falar.
    Até posso dizer que sou doente de risco, pois há 7 anos que faço imunossupressores (alguém que vive sempre com as defesas em baixo) e sempre me recusei a tomar a vacina da gripe, que sempre me foi receitada. Durante este 7 anos nunca tive uma gripe. Tenho uma colega de trabalho, mais nova, na mesma situação (ainda que com doença diferente, em fase de confirmação de diagnóstico) mas também nada propensa a ter gripes e pela primeira vez, visto também estar a fazer imunossupressores o médico passou-lhe a vacina.
    Avisei-a: não tomes, vais ficar doente. E ficou. Não uma, mas duas vezes, com uma gripe que parecia nunca querer ir embora. Coincidência? Mas então onde é que está a eficácia da vacina? Mas cada um que acredite no santo que quiser.

    • teste says:

      “Eu já referi o caso das milhares de crianças que ficaram surdas neste país por tomarem uma vacina,”

      link ou não aconteceu

      • Porque é que você toma imuno-supressores? Os imuno-supressores são medicamentos estúpidos por definição. Porque são imuno-supressores. E porque entre os seus efeitos secundários encontra-se a morte. Eu sei que se tomam para tratamento de doenças auto-imunes porque tenho uma. Pelo menos para o tratamento destas há alternativas. Mais eficazes, com menos efeitos secundários e mais baratas.

    • O médico referido tem 85 anos. Teve (há 20 anos) estudos importantes sobre o HIV, actualmente publica arigos de apoio à homeopatia.
      Não há alternativas à vacina, exceptuando por em risco as crianças não vacinadas e a Saúde Pública.
      Depois das Fake News temos a Fake Science… e viva a ignorância.

  2. Konigvs says:

    Factos alternativos ou como é fodido quando a merda nos cai em em cima:

  3. Eles andam aí !!!!!! says:

    ” … cidadãos que têm legítimas dúvidas sobre o uso das vacinas … ”
    Hahahahahaha, granda cromo.

    ” … medicinas complementares … ”
    Hahahahaha, granda taralhoco.

    ” … autismos … prevalência … 1:68 na actualidade … previsões, credíveis, que apontam para uma prevalência de 1:2, dentro de alguns anos … ”
    Hahahahaha, granda zombie.

    ELES ANDAM AÍ !!!!

  4. Filipe says:

    Os médicos e a ciência só são credíveis quando vêem dizer o que nos convém, não é verdade?

    Não estou contra uma campanha de informação, de um debate sério e sereno, sobre o tema da vacinação. Mas gostava que os cépticos da vacinação (ou serão os dogmáticos da anti-vacinação?) não se escondessem por detrás de teorias conspirativas, e com a mera descredibilização de estudos científicos, lançando para o ar suspeitas e inverdades, só porque não nos agradam.

    • É verdade que na industria farmacêuticas, como em todas as industrias, existem interesses que sobrelevam os interesses do utilizador. A medicine tem a característica de lidar com aquilo que é mais profundo no homem, a vida e morte. É também um facto que a morte continua a estar presente mesmo quando sendo “natural” que aconteça e sem que a medicina consiga resolver a questão. A luta contra a morte desencadeia processos de auto procura de soluções fora do quadro da medicina e, quando nenhuma solução aparece, as teorias da conspiração surgem.
      Eu tenho para mim que a única e verdadeira teoria da conspiração são de facto os grandes lucros feitos pelas farmacêuticas e não uma conspiração de estúpidos pas matar o doente.

  5. Paulo Marques says:

    Pois, e o aquecimento global também é uma conspiração. O facto de reaparecerem novas estirpes de doenças quase extintas é apenas um desejo de deus.

  6. A pagina inglesa da wikipédia sobre o Dr. Luc Montagnier é muito clara sobre o seu rigor científico (ou a falta dele) nos últimos anos.

  7. Nuno Fragoso Gomes says:

    Este blog enlouqueceu e está a fazer o mesmo caminho do Montagnier a rumo do ridículo??? Exige-se um pouco de cultura científica antes que se metam a publicar patranhas destas por favor, ou arriscam-se a tornar-se tão relevantes como a diluição que o senhor começou a defender na última década. Se o autor deste post acha que da homeopatia virá uma solução, só lhe peço que aplique a mesma filosofia a si próprio. Esta ideia da conspiração a atacar as pobres das “medicinas complementares” é muito reveladora da predisposição original do autor Bruno Santos e da sua falta de cultura científica.

  8. César Carpinteiro says:

    O consenso no meio científico é absoluto sobre a não causalidade entre a vacinação e o aumento do autismo.
    Tem aqui um exemplo de um artigo _científico_ que detalhe as vários estudos com relevância estatística feitos nos últimos anos e nenhuma correlação foi observada.

    https://academic.oup.com/cid/article/48/4/456/284219/Vaccines-and-Autism-A-Tale-of-Shifting-Hypotheses

    Se não acredita na ciência o problema é seu. Mas tente enganar as pessoas com as suas opiniões sem qualquer fundamento factual.

    P.S. Por favor diga-me qual é a sua fonte para a estatística de 1:68 de prevalência do autismo. Estou muito interessado no artigo científico onde retirou tal informação.

  9. Dr. Fonseca Galhão says:

    Chiça, Bruno, correlação não é causalidade. O facto de se registar um aumento do número de casos terá a ver, não só com diagnóstico cada vez mais atento, mas também com uma definição cada vez mais abrangente das doenças do espectro do autismo. O que o Bruno – e essa gente – está a fazer é desonesto: não há NADA que comprove uma relação de causalidade entre vacinação e autismo.

    Se passámos de 1 em cada 150 (2000), para 1 em 68 (2012), porque não atribuir o mesmo nexo de causalidade entre coisas que apareceram no inicio do séc. até hoje? Telemóveis por exemplo? E Padarias Portuguesas? Campeonatos Europeus? Notas de Euro? Havia poucas em 2000, há muitas hoje em dia.

    Melhor… vendas de Alimentos Orgânicos? Há claramente uma correlação.

    https://www.geneticliteracyproject.org/2016/09/22/autism-increase-mystery-solved-no-its-not-vaccines-gmos-glyphosate-or-organic-foods/

  10. joão lopes says:

    tanto autismo e egocentrismo nesta gente anti vacinas…

    • Na vossa (gente) nem sei o que há.

      • joão lopes says:

        há pensamento,espirito critico e auto critico…já dos neohippies não se pode dizer nada,porque são tão intolerantes como os envangelicos,deve ser por isso que precisam de 24 sobre 24 horas seguidas de yoga.

  11. concordo que não se façam caças às bruxas. mas a larga maioria dos argumentos anti-vacinas são de um nível ridículo. ridículo.

  12. Um comentário aos comentários e aos comentadores. Vocês querem o diálogo porra nenhuma. Vocês não querem ouvir. Vocês querem é mandar. O que é que vocês escreveram aí que se possa aproveitar para encetar uma conversa? Nada! Cambada de cretinos! Vocês merecem a polícia de choque! Que “alimento” vos deram os últimos acontecimentos aqui em Portugal? Nenhum! Hoje pela primeira vez leio que entre os contagiados com sarampo há 2 não vacinados (por negligência ou escolha). É assim mesmo. Os não vacinados (como os vacinados) podem contrair o sarampo. Não vacinar não é não fazer nada. E sendo feito o que deve ser feito (na vez da vacina) quando o sarampo vem, vem atenuado (e não mata). Como acontece com os vacinados que também contraem sarampo. Uma vez contraída a doença, curada esta, os não vacinados ficam imunizados e também contribuem para a imunidade de grupo. São mais propensos a contagiar terceiros dos que os vacinados? Os vacinados também contagiam terceiros. No início vocês agarraram-se ao caso da adolescente de 17 anos e ao da criança de 13 meses. Acusar os pais desta de negligência (ou de não sei quê) foi uma doidice que passou pela cabeça de vocês. E não só pela cabeça. Ela não estava vacinada porque estava na altura de ser vacinada e ainda não tinha sido. Quanto à adolescente, já sabem porque é que ela não estava vacinada? Não foi por negligência nem por opção. Não morreu com sarampo! Morreu com uma pneumonia e sarampo! Por esta ordem! Entrou no hospital com pneumonia e contraiu o sarampo já dentro dele. Quanto aos antecedentes da pneumonia ainda não são certos. Ou tinha cancro e tratava-se com um quimioterápico ou tinha uma doença auto-imune e tratava-se com um imuno-supressor. O cancro mata, os quimioterápicos matam, as doenças auto-imunes não matam, mas os imuno-supressores matam e as pneumonias matam. Um vacinado nas mesmas circunstâncias que ela podia morrer também. Ah! E as pobres inocentes crianças que ainda não estão vacinadas porque ainda não atingiram a idade de o ser ou as pessoas como a adolescente que faleceu que não podem ser vacinadas tudo de acordo com as vossas regras? Como disse tanto podem ser contagiadas por uns como por outros. Têm que se proteger ou serem protegidas da mesma forma como os não vacinados se protegem. Ide-vos foder agora.

    • joão lopes says:

      as vacinas têm ganhos em saude,sim ou não? …os acidentes matam e é obrigatorio usar cinto,mas se não quiser não use,é consigo,ou seja as vacinas não são obrigatorias(tirando o tetano,e mesmo esse será desobrigado)…p.s-você é que não gosta de conversar/argumentar,basta ler a ultima frase.

    • Ernesto says:

      Luís, eu quero diálogo!
      Estando esclarecido o ponto prévio, e estando informado sobre o tema, há uma questão que lhe gostaria de fazer, e que é crucial para o entender. Obviamente que responde se quiser, só peço é que não me ofenda, como fez a mta gente nos comentários anteriores. Lembre-se que nunca o insultei, e que, previamente, lhe disse que estou totalmente aberto ao diálogo!

      Eis a questão:

      O que é que acha que aconteceria a nível de saúde pública se o número de não vacinados numa sociedade fosse de 90%?

      Cumprimentos

  13. Bruno Santos says:

    Luís Neves, peço-lhe que apresente os seus argumentos, mas não utilize linguagem ofensiva. Obrigado.

  14. Segundo a TVI a jovem que faleceu tinha psoríase e tomava um imuno-supressor. É preciso explicar o que é um imuno-supressor? O nome é bastante sugestivo. Temos então isto assim. Os títulos dos jornais dizem que ela morreu de sarampo. Lemos as notícias e vemos que morreu de pneumonia e sarampo. Por esta ordem. A pneumonia costuma ser uma consequência do sarampo, mas neste caso não foi. Antecedeu o sarampo. Entrou no hospital com uma pneumonia e contraiu lá o sarampo. Mas já se falava em qualquer coisa mais para trás. Um cancro e um tratamento com quimioterápico. A TVI diz que era psoríase e um imuno-supressor. Morreu do imuno-supressor. A verdade é esta. Morreu do imuno-supressor. Os imuno-supressores matam. Está lá na literatura. Morreu do tratamento. morreu por causa de um medicamento que lhe foi receitado por um médico. Dizem que ela ia muito ao hospital. Se não todos pelo menos alguns imuno-supressores são administrados nos hospitais. Os imuno-supressores são correntemente usados nos hospitais – no SNS – para tratamento de doenças auto-imunes. Há protocolos da DGS para o efeito. Não se tratou de um acto isolado de um médico. A psoríase não mata, as doenças auto-imunes não matam, mas os tratamentos matam. Lastimo que esta jovem tenha tido uma mãe só anti-vacinas – não era – e não toda alternativas. Tinha-lhe salvo a vida. É que as alternativas lidam muito bem com as doenças auto-imunes (como a psoríase). E não matam. Mas também há algumas coisas muito boas na medicina baseada na ciência (moderna) que resultam muito bem com as auto-imunes e também não matam. Falo de coisas com fundamento científico. Mas no SNS continuam a usar os imuno-supressores que matam justificando-se com a ausência de alternativas. Mentem. Elas existem. Também com fundamento científico. Continuo amanhã (ou assim).

  15. O que eu acho mesmo giro é quando heterónimos entram em diálogos entre si mesmos.

  16. Esta ligação leva-vos para o documentário que no verão passado foi censurado no festival de cinema de Nova Iorque do qual o Robert de Niro é director.

    Centra-se na ligação entre a vacina tripla (triplice?) e o autismo (e no encobrimento desta ligação). Lá, nos EUA, falou-se muito neste caso de censura (por parte de um dos financiadores do festival). Os nossos media aqui não deram conta do sucedido. Como me parece que ainda não noticiaram que o novo presidente americano nomeou uma comissão para investigar a verdade sobre as vacinas. (Não me esqueci do que prometi.)

  17. Vai ser preciso esperar até que os pais da jovem que faleceu decidam falar e contar o que ela tinha mesmo e com que se tratava. Há versões diferentes e receio que já alguma contra-informação. Mas parece-me que esta versão da TVI é mais coerente. Se não for verdadeira logo se verá. Se for temos então um fármaco a matar. Não a negligência ou uma escolha que alguns consideram errada de uns pais, mas um fármaco receitado por um médico num hospital seguindo protocolos superiormente aprovados que ele está obrigado a cumprir.

  18. Confirma-se que tinha Psoríase. Aguardo confirmação de que se tratava com um imuno-supressor. A mãe não era “anti-vacinas”! (E estava aí um pulha a insistir que era.) Entrou no hospital com mononucleose, a doença do beijo. Uma doença de treta. A pneumonia seguiu-se ao sarampo contraído no hospital. Está aqui a notícia do CM:

    http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/familia-culpa-medica-por-morte-de-menor-com-sarampo?ref=HP_Grupo1

    E porque começou hoje uma nova campanha soprada do mesmo lado, esta contra a vitamina D – dizem que se anda a prescrever vitamina D a mais quando a verdade é que existe uma pandemia mundial de deficiência de vitamina D – acrescento que esta jovem tinha deficiência da dita – todos os auto-imunes a têm – e que se tomasse vitamina D em doses fisiologicamente realistas, se se tratasse com altas doses de vitamina D em vez de se tratar com imuno-supressor não só teria a Psoríase quase curada pelo menos, mas não tinha morrido desta sucessão de doenças: mononucleose, sarampo, pneumonia.

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