A verdade científica


A questão da “Verdade Científica” é, desde sempre, um problema controverso. Houve gente que ardeu na fogueira por contestar essa “verdade”. Nos tempos que correm, por exemplo, temos várias e prestigiadas instituições científicas internacionais, ligadas à ciência da Economia, entre as quais algumas Universidades, que defendem que “não há alternativa” às políticas de Austeridade. Essa foi uma “verdade científica” que Portugal experimentou durante mais de quatro anos, e, em certa medida, ainda experimenta.
Há quem não esteja de acordo com esse dogma e ouse contestá-lo, pondo em prática princípios divergentes da ciência económica e testando outras hipóteses. Entre essas hipóteses está uma que se chama Geringonça. Por acaso, a Geringonça resulta da queda de um outro dogma, de uma outra “verdade científica”, esta da Ciência Política, segundo a qual havia um “arco da governação”, fora do qual não era possível o exercício democrático do poder.


Na Ciência, por enquanto, não há “verdades”. Há hipóteses.

Comments

  1. Atento/sempre says:

    Fiquei um pouco confuso, mas não estava a falar, no ex-governo de traição-nacional do PSD/CDS do Coelho/Portas, com o total apoio do neoliberal Cavaco e seus correligionários!?

  2. Bruno Santos says:

    Também, mas não só.

  3. jorge araujo says:

    o escritor está enganado, sempre foi possivel haver governação á esquerda, o problema eram os pequenos-amoços pouco saudáveis. Hoje, devido á austeridade poucos se dão ao luxo de os degustar pelo que podem governar á vontade. Quando o desafogo voltar e o país recuperar a sua refeição matinal concerteza os eleitores saberão escolher a “verdade”, cientifica e histórica.

  4. teste says:

    o escriba que me desculpe alguém que afirma que se morreu na fogueira pela “verdade científica” não percebe absolutamente nada do que está a falar….

  5. Aquilo que afirma no início : “Houve gente que ardeu na fogueira por contestar essa “verdade””, é um erro de interpretação histórica. É precisamente o contrário, houve gente que morreu na fogueira por DEFENDER essa verdade científica. De resto, tudo bem e concordo consigo quando afirma que “na Ciência, por enquanto, não há “verdades”. Há hipóteses.”

    • Bruno Santos says:
      • Exatamente! Giordano Bruno defendeu a Verdade Científica e foi condenado à fogueira. Ora você diz precisamente o contrário.

        • Bruno Santos says:

          O seu argumento é interessante. Só precisamos, agora, de saber o que é a “verdade científica” para lhe poder dar razão e pedir desculpa pelo meu texto.

          • A verdade científica não é a “verdade” ou descrição da realidade em si (tal como ela é). A verdade científica é uma construção racional rigorosa com base em métodos e instrumentos; é uma interpretação da realidade condicionada pela racionalidade humana, instrumentos e técnicas existentes num dado momento.

            Uma das exigências dessa construção/conhecimento científico é a objectividade. A objectividade do conhecimento significa, à partida, a descrição da realidade independentemente das características do investigador. É claro, no entanto, que essa construção está sempre dependente dos instrumentos (criados pelo homem e que condicionam a captação da realidade) e da influência do investigador, por mais que se queira afastar.

            A objectividade é inerente à verdade científica. Isto significa que num dado momento uma interpretação da realidade tem o consenso da comunidade dos cientistas (intersubjectividade) pelo facto de ser reconhecido o rigor metodológico que permite que qualquer investigador, repetindo as operações lógico-matemáticas experimentais, obtenha sempre os mesmos resultados.
            Por outro lado, “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (João 8:32). Ou seja, sem a Verdade da Revelação de Deus, estaremos sempre prisioneiros do nosso saber (Ignorância) e o nosso objetivo na vida é procurar a Verdade para podermos evoluir para além do Reino Humano.

          • Bruno Santos says:

            🙂

          • teste says:

            o bruno não sabe mesmo o que significa ciência haha

          • Nascimento says:

            O ” bruno” pode não saber o que significa “ciência”, mas eu sei uma coisa: de certeza que que um NOME se escreve com letra maiúscula. É básico. Desconfio que alguêm tão ” sabichão” ou “sabichona” ( o ” teste” dá para os dois lados não é??) ,pertence à famosa geração “mais bem preparada” que este país alguma vez viu. UI…

          • teste says:

            oh nascimento, ciência escreve co maiúscula? põe aí o link sff ou cala-te pra sempre… é com cada burro

          • Nascimento says:

            Olha lá meu adiantado mental se aprendes te a escrever assim demonstras que o ensino de Português foi muito bom. És tão estupido que nem sabes interpretar nadinha .Eu explico-te meu asno: O nome de uma pessoa escreve-se com letra grande : Bruno e não bruno…percebes-te meu adiantado? É básico.

  6. Paulo Marques says:

    É, verdade que só há uma hipótese, mas o neo-liberalismo nem no Excel bate certo.

  7. Solaris says:

    Quem escreve isto, peço desculpa, mas não sabe o que é ciência e o que é o método científico.
    E chamar ciência à economia é um bocado exagerado…

    • A economia ou Ciência Económica é uma ciência que consiste na análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. É também a ciência social que estuda a atividade económica, através da aplicação da teoria económica, tendo, na gestão, a sua aplicabilidade prática.
      A ciência econômica como disciplina acadêmica frequentemente usa métodos geométricos, além de métodos literários. Outros métodos quantitativos e matemáticos também são frequentemente usados para análises rigorosas da economia ou de áreas dentro da economia. Tais métodos incluem os seguintes: Economia matemática; Teoria dos jogos; Econometria.

  8. Filipe says:

    Isto é o que se chama fuga em frente. Ou como, de forma dissimulada, se tenta uma vez mais descredibilizar a ciência para apoiar ideias como as da anti-vacinação.

    É verdade que a ciência se faz de hipóteses e de aproximação à verdade, e que portanto está sempre sujeita à revisão. É por isso que na ciência não há dogmas. Os exemplos históricos que refere são vítimas de homens de fé, não de homens de ciência. E a fé sim, é dogmática. Mas ainda que o conhecimento científico seja uma hipótese, não deixa de ser a nossa melhor hipótese, sobretudo pelos métodos de verificabilidade, falsificabilidade e previsibilidade, e também o único capaz de gerar consensos essenciais à vida em comunidade.

    Já considerar a Economia e a Política como Ciências é que já é controverso, para não dizer errado. Há quem queira que assim seja, mas não é uma ideia consensualizada. Tudo o que dependa da acção humana, das suas circunstâncias históricas e culturais, tem um grau de imprevisibilidade que torna muito difícil construir teorias que acertem nos resultados. Há quem diga, por isso, que a Economia é uma ciência não exacta. Eu prefiro continuar a chamar Humanidades.

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