O Método Científico


Nos últimos oito dias, o Instituto Doutor Ricardo Jorge registou apenas um caso [de Sarampo] confirmado novo. O que significa que a mensagem que nós procurámos passar aos portugueses e às famílias de que vale a pena confiar no Sistema de Saúde, vale a pena confiar nas autoridades de Saúde, nos médicos, nos enfermeiros e também nas famílias, está a dar resultado.

Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde do Governo de Portugal

 

Análise circunstanciada do Método Científico aplicado pelo Senhor Ministro:

1/Observação
Há uma “epidemia” de Sarampo em Portugal, país onde se registaram, nos últimos meses, 20 casos confirmados da doença. Nos últimos 5 dias, depois de uma intensa campanha na comunicação social em favor da “Verdade Científica”, houve apenas 1 caso novo de Sarampo.

2/Formulação da Hipótese
A “mensagem passada aos portugueses” sobre a “Verdade Científica” estancou a “epidemia” de 20 casos de Sarampo em apenas 5 dias.

3/Experimentação
Ir à televisão dizer isto com um ar solene.

4/Conclusão
Pela análise dos dados verifica-se que a “mensagem passada aos portugueses” sobre a “Verdade Científica”, estancou uma perigosa “epidemia” de Sarampo com 20 casos confirmados.

Agora um pouco de Pensamento Mágico a sério:

Comments

  1. Ze de Fare says:

    sendo o sarampo a doença mais contagiosa que se conhece a par da gripe… quaisquer 20 casos são preocupantes porque eles podem originar muitos outros casos. É preciso identificar e isolar os doentes.

    Apenas 1 novo caso em 5 dias é uma evolução excelente. Parou o contágio.

  2. Deus perdoa, eu nao! says:

    a verdade científica é que as vacinas são eficazes por exemplo contra uma doença quase desconhecida e que é horrível: a tosse convulsa.

  3. Deus perdoa, eu nao! says:

    um país neste estado é vergonhoso… tudo graças aos ignorantes das vacinas.

    https://ionline.sapo.pt/525546

  4. Uma epidemia que com apenas vinte casos provoca uma morte parece-me um caso deveras perigoso de saúde pública.
    Já a sua demagogia nestes posts é apenas ridícula.

    • Bruno Santos says:

      Foi o “Mike” que disse que o Dr. Luc Montagnier, Prémio Nobel da Medicina e cientista que identificou o HIV, era um tipo “pouco rigoroso”?

    • Nuno Mateus says:

      Estimado Mike, já chamar epidemia a um surto de sarampo, e associar a isso (explorando-a ) a lamentável morte duma jovem que foi contaminada pelo sarampo num estado de grande debilidade porque estava internada com uma pneumonia dupla, não é nada demagógico, nem ridículo …

  5. João de Braga Filho says:

    Mete dó a argumentação do senhor Bruno Santos. Só lhe falta invocar a liberdade individual para circular pela esquerda. Só lhe falta dizer que as mortes e encefalites por sarampo evitadas nos últimos anos se não devem à vacina (assim como no caso de outras doenças: poliomielite, garrotilho, etc.). Ignora que é graças a uma larga base de vacinados que os 20 casos não se expandem e goza ao dizer que 20 casos não são uma epidemia, embora admita que são um surto. Jogo de palavras para esconder uma atitude estúpida.

    • Bruno Santos says:

      Por outro lado, o senhor João de Braga Filho não é nada estúpido, ao preferir comentar o que não foi dito, em vez de reflectir com serenidade e equidistância sobre o que foi. Serão pessoas como o senhor João de Braga Filho que não só tornarão compulsivos certos actos, médicos e outros, mesmo que sobre eles subsistam dúvidas legítimas, como tornarão crime a tentativa de as esclarecer. Este é o seu tempo, senhor João de Braga Filho.

      • teste says:

        desculpe lá bruno mas não em dou ao trabalho de traduzir.

        Slippery slope (thin edge of the wedge, camel’s nose) – asserting that a relatively small first step inevitably leads to a chain of related events culminating in some significant impact/event that should not happen, thus the first step should not happen. It is, in its essence, an appeal to probability fallacy. (e.g. if person x does y then z would [probably] occur, leading to q, leading to w, leading to e.)[97] This is also related to the reductio ad absurdum.

        https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_fallacies

        • Nascimento says:

          Irra que o asno ainda não aprendeu a escrever. O asno rabisca “inglixe” mas esquece que um nome se escreve com letra maiúscula …Bruno e não bruno…deve de ser ” modernaço”.

      • João de Braga Filho says:

        Está, mais uma vez, enganado. Primeiro, reflito com serenidade e equidistância. Segundo, não defendo atos médicos compulsivos. Terceiro, não pretendo criminalizar a estupidez. Quarto, não aceito que as suas dúvidas sejam legítimas pois são, cientificamente, ilegítimas. Quinto, defendo que quem anda em contramão deve pagar multas e quem contribui para disseminar doenças deve pagar, por exemplo, mais impostos. Viva a liberdade!

        • Bruno Santos says:

          O senhor João de Braga Filho não só não é estúpido, como, pelo contrário, demonstra destreza no raciocínio. Isto, apesar de não ter produzido uma única reflexão sobre o que foi escrito, tendo preferido recorrer ao Código da Estrada e a uma analogia que demonstra, para lá de qualquer dúvida razoável, que de facto, entre o senhor e a estupidez, não existe qualquer relação. Comete, perdoe-me apontá-lo, três pequenos lapsos: as dúvidas legítimas não são minhas, mas de milhares de pessoas, entre as quais se encontram profissionais de saúde, cientistas e médicos, designadamente um Prémio Nobel da Medicina, ao qual se deve a descoberta do HIV. O outro lapso que comete é achar que tem autoridade para legitimar ou não essas dúvidas, pois, apesar de ter a felicidade de não estar tolhido pela estupidez, compreenderá que ninguém coloque nas suas mãos uma responsabilidade dessa envergadura. Finalmente, ter-se-á esquecido, uma vez que não é estúpido, que a Lei já prevê o internamento compulsivo – não o aumento de impostos (que ideia inteligente! Parabéns!) – de quem anda a “disseminar doenças”, como diz. É uma lei de 1949. Talvez um tempo de que tenha saudades. Tenha um bom feriado.

          • João de Braga Filho says:

            Repare-se que o argumento da autoridade (magister dixit) só é válido para o senhor Bruno Santos que me acha sem autoridade para invocar factos. Mas o mais curioso (e mesmo estranho) é invocar a a lei do internamento compulsivo! A lei em vigor é a da saúde mental onde se prevê que um magistrado, ouvindo peritos médicos, aprove que uma pessoa doente mental seja internada se estiver em perigo a sua saúde ou a de terceiros. Confunde-a com uma lei do regime anterior que, raras vezes, é usada para internar pessoas com doenças contagiosas que agem danosamente, propagando a sua doença. Nada disto tem a ver com a prevenção. Quem iríamos internar compulsivamente? O que está na ordem do dia é uma questão de responsabilidade social e moral de pais que acreditam em mitos urbanos propagados por cassandras acientíficas. Viva a ciência!

  6. Além da criança de 13 meses, já foram identificados outros não vacinados como autores de contágio por sarampo? Dizem que ela só contagiou 4 pessoas.
    Os vacinados também contagiam.
    Hoje fiquei a saber que há vacinas más (que são de graça) e vacinas boas (que são caras e não são de graça). A diferença está nos efeitos secundários. Os pobres que se fodam. Fossem ricos.

  7. Então é possível que as restantes pessoas que contraíram sarampo tenham sido contagiadas por vacinados. Também podem ter contraído a doença logo após a vacina. Mas sobre isto nunca se falará. Não interessa. Não serve à campanha.
    O vosso problema é que vocês não querem falar nos efeitos secundários das vacinas.

  8. O médico que disse na televisão que, por precaução, tinha deixado de vacinar o filho depois de ele ter ficado autista após uma vacina e que afirmou que não há prova que a vacina cause o autismo, mas também não há prova que não cause, tem um processo levantado pela OM.

  9. O médico anterior estudou o assunto. Perguntei ao David Marçal (que não é médico) se negava que fosse verdade o que é denunciado no filme Vexxed e ele respondeu-me: “Nego!”

  10. O Tysabri/Natalizumab é um imuno-supressor usado em Esclerose Múltipla. Outra doença auto-imune como a Psoríase. Foi aprovado pelo FDA em 2004. Sabem quantos mortos já fez? Centenas!

  11. Em 2012 (ou 13) foi notícia um caso de morte com outro imuno-supressor. O Gilenya/Fingolimod. Uma associação de doentes mostrou-se preocupada por o caso ter sido noticiado. Imagine-se! E eu consegui saber que não era o primeiro caso ocorrido cá. Os primeiros tinham sido abafados. Mesmo este, seria pelo menos o terceiro, acabou por ser abafado. Pela mesma altura em todo o mundo tinham sido só comunicados 12 ou 15 casos ao FDA. Dá para imaginar os que em todo o mundo foram abafados. E o FDA acabou por concluir não ser inequívoca a relação de causa e efeito entre o medicamento e as mortes ocorridas. O caso noticiado cá em Portugal. O medicamento é administrado no hospital. O homem nem chegou a sair de lá.

  12. Não há alternativas? Há! Não são é negócio!

  13. Imuno-moduladores que previnem 30% dos surtos. Imuno-supressores que previnem entre 50 e 60% dos surtos. Os primeiros não atrasam a progressão da deficiência. Há 5 anos nada disto ficava por menos do que 1.000 euros/mês. O primeiro foi lançado em 1988. Em 1986 foi publicado um estudo segundo o qual 125 mcg/dia de vitamina D3 preveniam mais de 50% dos surtos. Sem efeitos secundários. Todo o negócio de imuno-moduladores e imuno-supressores tem sido feito ignorando isto. O Protocolo Coimbra (com altas doses de vitamina D3) previne 100% dos surtos em mais de 90% dos doentes auto-imunes.

  14. Luís Neves says:

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