5 milhões de doses de Ritalina


O Bloco de Esquerda apresentou hoje um Projecto de Resolução no sentido de tentar combater o consumo excessivo de Ritalina (Metilfenidato) pelas crianças e jovens portugueses.

Segundo as estatísticas oficiais, o consumo desta substância situa-se nas 5 milhões de doses por ano, um número assustador, tendo em conta a idade das crianças e os efeitos adversos do Metilfenidato, um químico extremamente potente com acção sobre o sistema nervoso central.

O TDAH (Transtorno do Défice de Atenção e Hiperactividade) vem descrito no DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), a “bíblia” do diagnóstico em Psiquiatria, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e seguido por psiquiatras de todo o mundo, incluindo Portugal. Este “transtorno” é descrito imediatamente a seguir ao TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), com o qual comunga muitos sintomas, assim como a própria terapêutica farmacológica.

Um aspecto extremamente preocupante da actual abordagem clínica à TDAH (Hiperactividade), é a crescente tendência para a sua captura farmacológica, havendo já múltiplos casos em que, a somar ao potente Metilfenidato, se estão a administrar a crianças Anti-Psicóticos de segunda geração, como a Risperidona, usada normalmente no tratamento da esquizofrenia. Este assunto afigura-se da mais alta gravidade e urgência, uma vez que não só está em causa a saúde de milhares de crianças como, por essa via, o futuro do próprio país. Uma palavra de apreço para o Bloco de Esquerda, que soube identificar a premência do problema e está a agir em conformidade.

Comments

  1. Konigvs says:

    Quem são essas comunistazecas que ousam questionar o santo nome da Ciência? Quem são esses pais que não dão Ritalin aos filhos? Por culpa desses pais, estão a pôr em perigo o ensino de todas as outras crianças nas salas de aulas deste país. Obrigatória a prescrição do Ritalin para todas as crianças que queiram frequentar a escola JÁ!!!

  2. Luís Neves says:

    O Dr. Peter Gotzsche aqui aborda sobretudo os fármacos usados em psiquiatria. https://www.youtube.com/watch?v=klcrbIBOVAk
    Uma chamada de atenção para esta campanha: http://www.alltrials.net/
    Nem os médicos sabem o que andam a receitar.
    E outra chamada de atenção para este blog: http://retractionwatch.com/
    Parece haver mesmo um problema com as publicações científicas na área médica.
    O Dr. Ben Goldacre fala de muitas outras coisas que se passam nesta área.

  3. teste says:

    um bocadinho de pudor e menos auto congratulação, pois comportam-se como se tivessem sido os primeiros no país a descobrir este assunto, reconhecido e debatido como problema há anos.
    já agora quantos posts até começarem a falar da opioid epidemic na vossa quimera ignorante contra a ciência?

  4. Luís Neves says:

    Agora sobre o BE. A DGS lançou a recente campanha pela vacinação (senão obrigatória pelo menos) compulsiva e o BE foi atrás. Pessoas que já estiveram no BE (ou perto) vieram a público manifestar-se a favor da vacinação obrigatória e em termos muito violentos. Joana Amaral Dias, Daniel Oliveira, Tui Tavares… O Francisco George merecia ser demitido, mas eles passaram por cima disso. Fiquei mais sossegado quando o João Semedo se manifesta contra a vacinação obrigatória. Mas não acho suficiente. Há mesmo problemas com as vacinas, os “anti-vacinas” têm montes de razões. Outros problemas foram manifestos. Os contágios nos hospitais. Os imuno-supressores no tratamento das auto-imunes, etc. Tudo isto foi desvalorizado. E a inqualificável aparição do DGS no Prós e Contras. Agora isto. Mais uma vez secundando uma iniciativa da DGS. O Moisés Ferreira tem sido o porta-voz do BE para os assuntos de saúde. Comecei a acompanhá-lo quando ele apareceu no Facebook e anunciou que ia interpelar o governo a propósito do pacote legislativo relativo às alternativas e complementares. Percebi pelos comentários que ele tinha à sua volta o campo minado mesmo dentro do BE. Não sei se chegou a interpelar o governo porque não se fez publicidade ao resultado dessa interpelação. Está tudo abafado e bem abafado. Eu continuo à espera de poder ir a um homeopata e poder mandar a conta para a ADSE. Entretanto há uma parelha de lorpas que vai para o jardim do Príncipe Real enfrascar-se de homeopáticos e depois fica a rir-se da façanha. Eu continuo a aguardar que a ADSE comparticipe homeopáticos. E o DGS é grosseiro no Prós e Contras com um médico (alopata e) homeopata e toda uma plateia de (outros) lorpas ri-se. O Francisco George ao pé do Daniel Matos é um menino. Qualquer um dos senhores que ele levou para o palco – deixo o jurista de fora – ao pé do Daniel Matos é um menino. Nenhum deles ao lado do pai ao lado do Daniel Matos é alguém. São necessários outros modos, um outro debate, e não me parece que o BE esteja a contribuir para ele. O que me parece é que neste momento o BE já está a receber das farmacêuticas.

  5. Luís Neves says:

    Ainda a propósito da Ritalina. Este artigo diz que é melhor não vacinar: http://info.cmsri.org/the-driven-researcher-blog/vaccinated-vs.-unvaccinated-guess-who-is-sicker
    Mas o BE acompanhou a histeria anti-“anti-vacinas” da DGS. Muitas dessas coisas resolvem-se com altas doses de vitamina D3, mas o Infarmed diz que andam a prescrever vitamina D3 a mais (quando o que se passa é exactamente o contrário).

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