Vale tudo


Uma reportagem da RTP deu conta de que o Convento de Cristo em Tomar foi parcialmente destruído durante a gravação de um filme. Houve fachadas danificadas, telhas partidas, árvores cortadas no Claustro. Levaram para o interior do monumento dezenas de botijas de gás para fazer uma fogueira com mais de vinte metros de altura.

O Convento de Cristo é património protegido. É uma parte muito importante da História de Portugal e da nossa identidade. Mas também é verdade que hoje se pode perguntar: qual História? Qual identidade? O que é que isso interessa? Vale tudo.

Comments

  1. Konigvs says:

    Estive lá no Outono de 2013. Fui só para visitar a Mata dos Sete Montes que era o que e interessava mas como no domingo de manhã tinha entrada gratuita aproveitei para visitar o Convento.
    Reparei que estava em obras de restauro e tinha lá afixado uma placa que aquilo era dinheiro de uns mecenas quaisquer. A minha pergunta é: o dinheiro que terão recebido do aluguer – suponho que tenham recebido bom dinheiro – será que vai dar para pagar os prejuízos e novos restauros?
    E aquilo não é só património português, é património da humanidade. Mas de facto, infelizmente, hoje vale tudo.

  2. Miséria moral…

  3. JoãoBarroca says:

    Igual ao respeito que têm pela língua.
    Não vejo grande diferença. Quando se fala de património edificado, alguns abespinham-se mais.
    É certo que ninguém se alimenta de património, mas…

  4. Eu mesma says:

    Era bom a RTP ou outra estação de televisão chamar, ainda mais, a atenção a este problema. O facto da estação pública já ter falado deste autêntico atentado ao nosso património é alguma coisa mas muito temo que seja pouco. Dou apenas dois exemplos: a aberração arquitectónica em que se transformou o Convento dos Inglesinhos, em Lisboa, e no concelho de Oeiras, um palacete do tempo do Marquês de Pombal, considerado património municipal, que foi demolido para dar lugar a um “mamarracho” de um condomínio privado que só é habitado por poucas pessoas…

  5. Fernando Manuel Rodrigues says:

    E sito foi para um filme realizado por um “humorista”. Pergunto se ele tivesse tentado obter a mesma autorização para realizar um filme na Torre de Londers se lha teriam concedido, e caso tivessem, se ele se teria “atrevido” a fazer o que fez.
    Concordo quando se diz que os responsáveis têm de responder por isto. O património histórico do nosso país não pode “estar a saque”.

  6. Um país que não respeita e não faz respeitar o seu património colectivo é um país sem futuro.

  7. A destruição do nosso património merece certamente o meu maior repúdio.
    No entanto parece-me que também é muito importante que se investigue o que é denunciado no final da entrevista, ou seja, que alguns dos funcionários do convento têm vindo a roubar o Estado e os turistas…

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