O bando

Nesta fotografia vê-se uma estrutura que servirá de suporte a propaganda partidária para as próximas eleições autárquicas. Passados uns dias depois do mamarracho ter sido edificado, ainda nada mais nele foi pendurado. Deverá ser um caso de marcação de território, faltando saber se envolveu micção.

Assaltam o espaço público, a coberto  do chapéu da lei, essa que os próprios fizeram, onde cravam o seu abundante lixo partidário, numa selvajaria que bem demonstra o valor que dão às cidades que gerem. Meros instrumentos para atingir o objectivo. 

O regresso do motivo que determinou tal fato

Rich. Downe, downe I come, like glist’ring Phaeton,
Wanting the manage of vnruly Iades.
In the base Court? base Court, where Kings grow base,
To come at Traytors Calls, and doe them Grace.
In the base Court come down: down Court, down King,
For night-Owls shrike, where moũting Larks should sing.

— Shakespeare, “Richard II” (Folio 1, 1623)

Will you chew until it bleeds?

Trent Reznor

Rich. Now is the Winter of our Discontent,
Made glorious Summer by this Son of Yorke:
And all the clouds that lowr’d vpon our house
In the deepe bosome of the Ocean buried.

— Shakespeare, “Richard III”  (Folio 1, 1623)

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Eis, de novo, o motivo que determinou tal fato.

Efectivamente.

De facto, já dizia o velho Spooner,

there are some people who appear to be strong, whose idea of what strength consists of is persuasive, but who inhabit the idea and not the fact. What they possess is not strength but expertise. They have nurtured and maintained what is in fact a calculated posture. Half the time it works. It takes a man of intelligence and perception to stick a needle through that posture and discern the essential of flabbiness of stance.

Exactamente.

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O Gerês de tractor

geres_tractor

Desde a Alemanha.
© Rui Barbosa

Lisboa very typical

lisboa_turismo_typical[Pedro Guimarães]

Em cima, o very typical subsídio de inserção social no limiar da pobreza. Em baixo, a malta dos pequenos-almoços de 15 euros (tosta de abacate e Cappuccino) sempre com o seu inseparável macbook onde fazem “cenas” enquanto mastigam a olhar para o display Retina. Se alguém tivesse iniciativas que juntassem o andar de cima com o andar de baixo, isso sim, seria de valor. A iniciativa privada tem medo dessas coisas porque é, em larga medida, ignorante e não sabe como fazer. Até lá, vai ser sempre hipsters vs pobres – ou, posto de outra forma, intolerantes ao glúten e à lactose vs gente que come o que houver. (disclaimer: nada contra ninguém, só acho que conseguimos melhor do que isto).

Um “ensino orientado para a vida”

É assim há muitos anos: entre alternâncias aparentes e reais continuidades, o Ministério da Educação é uma mina de veios já demasiado explorados. Ao longo dos anos, esquerda e direita (também sempre mais aparentes do que reais) limitam-se a povoar a Educação com os respectivos tiques, dificultando, de modo contumaz, a vida das escolas. Na realidade, o que lhes interessa é diminuir a massa salarial, desiderato alcançado por Sócrates e Passos Coelho, graças a alterações de carreira, modificações nos horários e congelamentos.

João Costa, secretário de Estado da Educação, debita, numa entrevista recente, lugares-comuns, disfarçando mal o complexo de superioridade de quem julga ter descoberto o fogo ou inventado a pólvora.

É evidente que não é possível nem desejável rebater a maior parte das afirmações de João Costa, exactamente por serem lugares-comuns. A maioria dos professores, por incrível que pareça aos iluminados de gabinete, já descobriu a importância das pedagogias alternativas, das novas tecnologias ou da realização de projectos (essa mesma maioria de professores tem-se confrontado, também, com crescentes bloqueios no que se refere a condições de trabalho). [Read more…]

A maçonaria está a perder poder, coitada!

O Expresso traz hoje uma notícia alarmante: a maçonaria, coitada, está a perder poder. O nível de negociata continua em forte alta, é certo, mas, aparentemente, o número de figuras políticas de relevo estará a diminuir substancialmente nas fileiras do avental. Segundo o semanário, estamos mesmo a viver um momento único na história da nossa democracia, em que nem o presidente da Assembleia da República, nem o líder parlamentar do PS são maçons, quebrando assim “uma certa tradição maçónica“. Felizmente, a tradição já não é o que era.  [Read more…]

Como destruir a narrativa do lobby do ensino privado

Cartoon via Escola Portuguesa

No momento em que o poderoso lobby dos colégios privados volta à carga, apoiado, como é habitual, pelo previsível enviesamento no tratamento jornalístico de uma imprensa que não consegue disfarçar o facto de ter tomado as dores de uma das partes, importa recordar a forma categórica como o professor Santana Castilho literalmente destruiu a propaganda vigente. Santana Castilho, que está longe de ser um yes man da actual solução governativa, coloca os pontos nos i’s, esmaga a narrativa do lobby do ensino privado e ainda tem tempo de envergonhar a falecida ETV. A luta neoliberal pelo financiamento público do sector privado da Educação segue dentro de momentos.

via Uma Página Numa Rede Social

O homem que dizem ter matado o Convento de Cristo

[Tiago Cardoso Pinto]

Em relação à polémica sobre o Convento de Cristo, convém que se apurem verdades, não alegações baseadas em denúncias sem rosto, quando algumas das pessoas entrevistadas nem sequer lá trabalham e não podiam, portanto, ter presenciado as filmagens de O Homem Que Matou Dom Quixote, do realizador Terry Gilliam.

A reportagem da jornalista Soraia Ramos, da RTP, peca em vários aspectos.

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