O fim da Caves de Vinho do Porto

O jornal PÚBLICO noticia que arrancou hoje um projecto imobiliário e turístico no coração do Centro Histórico de Vila Nova de Gaia, implicando a destruição de centenários Armazéns de Vinho do Porto e uma intervenção que afectará uma área superior a 30 mil metros quadrados numa das mais belas e exclusivas paisagens urbanas do mundo.

De facto, esta zona da cidade de Gaia é conhecida mundialmente pela beleza da sua textura arquitectónica única, dominada pelos telhados dos seus Armazéns, as famosas Caves, que estabelecem com o Rio e o núcleo urbano da Ribeira do Porto um cenário cuja beleza não se repete em lugar nenhum do mundo.

O que se iniciou hoje foi o fim desse património intemporal, que se constitui como pilar da identidade não só desta região, mas do próprio país, e que agora se prepara para uma total descaracterização, vendo-se transformado num centro comercial a céu aberto, com o pomposo nome de World of Wine.

Segundo a notícia, o projecto previsto para o local, contíguo ao Hotel Yeatman e que implicará a demolição e total descaracterização dos antigos Armazéns, é uma espécie de Disneylândia do vinho, um corpo estranho ao perfil histórico, sociológico, estético e arquitectónico do local, onde abundará o cimento e o vidro, dedicado aos turistas e prevendo uma “Praça”, museus “interactivos”, 12 restaurantes e, como não poderia deixar de ser, um parque automóvel com capacidade para 150 viaturas. Tudo isto no coração do Centro Histórico de Gaia e com os portugueses a servir à mesa, como bons criados.

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»Es war spätabends, als K. ankam«

Back to the 1890s, there was a very famous campaign manager, Mark Hanna, who was a star of campaign management. He was asked once: “what does it take to win an election?”. And he said: “it takes two things, the first one is money… and I’ve forgotten what the second one is”.

— Noam Chomsky

O que eu pergunto são coisas verdadeiras, correctas e reais.

— Rodolfo Reis, 3/6/2017

And it seems like twenty-five years of
Promises

Gary Marx & Andrew Eldritch

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Muitos fatos e muitos contatos.

Onde? No sítio do costume. Quando? Hoje.

Contatos

Fatos: [Read more…]

“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenámos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem»


Tradução do Google para corruptos totós: «Vamos ter os árbitros que nós próprios colocámos no lugar onde estão, nos nossos jogos, temos é de jogar bem».
E a Federação, não faz nada?

António Costa ou a cobardia na luta contra os poderosos

Não me custa admitir que António Costa nasceu para governar. Ali é que ele se sente bem. Todos nos lembramos quão desastrosa foi a sua prestação como líder da Oposição, ao ponto de conseguir perder as eleições para um Governo miserável que vinha de 4 anos de Troika.
A constatação deste facto não me leva a sentir maior simpatia por ele. Pelo contrário. Não gosto de António Costa e gosto ainda menos do PS, um Partido que desde o início traiu a sua matriz ideológica. O facto de estar neste momento aliado à Esquerda é puramente circunstancial. Era a única forma que o primeiro-ministro tinha de chegar ao poder e salvar a sua carreira política. Da próxima vez, se necessário for, aliar-se-á ao CDS com o mesmo à-vontade e com o mesmo sorriso cínico de sempre.
Apesar de tudo, ao votar no Bloco, contribuí para a actual solução governativa. Não me arrependo porque, no fim de contas, a alternativa passista seria bem pior. Mas não escondo que esperava muito mais de um Governo que se ancora nos Partidos de Esquerda e que precisa deles para desenvolver as suas políticas.
A política energética e as rendas excessivas da EDP são um bom exemplo. Como é que não se consegue cortar um cêntimo que seja nestas rendas escandalosas? Foi o PS que as criou, é o PS que tem rectificar o erro e acabar com elas. Ou a coragem de lutar contra os poderosos e os grandes grupos económicos esgotou-se toda com a questão dos colégios privados? [Read more…]

Portugal, um país onde desaparecem papéis importantes

Lembra-se daqueles papéis importantes da Tecnoforma, que desapareceram? Não? Então e aqueles outros, da casa do Sócrates? Também não? Oh Diabo! Não me diga que nem os dos submarinos, dos tempos em que Paulo Portas tirava fotocópias no Ministério da Defesa… A sério? Inundações, dizem-lhe alguma coisa? Nada? Então, por obséquio, tenha a gentileza de seguir as hiperligações para reavivar essa memória. Como bónus, ainda leva para casa mais um “desaparecimento” de papéis importantes. Não tem nada que agradecer! [Read more…]

Aquele estranho momento

em que Donald Trump decide brincar à diplomacia. O cofveve segue dentro de momentos.