100 Milhões para destruir as Caves de Vinho do Porto


Projecto da obra

Beira-Rio antes do abate das Árvores (todas as árvores que se vêem na imagem, junto ao rio, foram cortadas)

A Câmara Municipal de Gaia, liderada pelo “socialista” Eduardo Vítor Rodrigues, prepara-se para “licenciar em dois meses” a desfiguração do mais valioso património material e imaterial de Vila Nova de Gaia – o seu Centro Histórico, as Caves de Vinho do Porto e a própria Marca de vinho mundialmente conhecida, que não deixará de ser negativamente afectada no caso de esta obra avançar.

O projecto privado apoiado pela Câmara Municipal e que toma o nome pomposo de World of Wine, é uma intervenção imobiliária que ultrapassará inicialmente os 30 mil metros quadrados e que prevê a total descaracterização de uma das mais belas paisagens urbanas do mundo, enchendo-a de vidro e cimento, com um “investimento” previsto de 100 milhões de euros. Para justificar o elevado interesse turístico desta aberração urbanística, os promotores dão como exemplo a Cité du Vin, um equipamento cultural também dedicado ao Vinho, situado na cidade francesa de Bordéus. As diferenças, como se pode verificar pelas imagens que aqui se reproduzem, não podiam ser maiores. Até no preço. O orçamento inicial da Cité du Vin de Bordéus era de 60 milhões de euros, acabando a obra por ficar nos 81 milhões. Bastante menos do que o previsto para destruir a zona mais nobre de Vila Nova de Gaia. Cabe a cada um tirar as suas próprias conclusões sobre os motivos da diferença de custo entre a belíssima estrutura arquitectónica erguida na cidade francesa, perfeitamente enquadrada com o rio e a cidade, respeitando o seu património e a sua história, e a “praça” de cimento e vidro que a Câmara de Gaia quer deixar plantar sobre os escombros de Património cujo valor histórico não pode sequer calcular-se.


Acresce que a Cité du Vin – designação bem mais modesta do que o magalómano e provinciano Mundo do Vinho – é um Centro Cultural e turístico cuja construção se fez na zona do porto de Bordéus, afastado vários quilómetros do Centro Histórico da cidade, não interferindo minimamente com a integridade do património aí localizado, nem destruindo a Identidade ou a unidade arquitectónica do núcleo urbano antigo. Além disso, é um projecto maioritariamente financiado com dinheiros públicos (81%), estando ao serviço da população e do turismo, ao contrário do centro comercial com que se pretende eliminar toda a memória histórica de Vila Nova de Gaia e estender a esplanada do exclusivo Hotel Yeatman.

Aliás, não é a primeira vez que a Câmara de Gaia opta por colocar em causa o património da cidade, seja ele edificado ou natural, material ou imaterial, demonstrando uma total insensibilidade a questões tão importantes como o equilíbrio ecológico, arquitectónico e cultural que a todos cumpre defender. Já no ano passado, Gaia foi destacada na imprensa internacional a propósito da intenção de realizar um festival de música em cima da Reserva Ecológica do Estuário do Douro, facto que suscitou veementes protestos aos quais o jornal inglês The Guardian deu o eco internacional. Na altura, a Câmara Municipal foi obrigada a recuar. Espera-se que, desta vez,  as autoridades que têm por dever garantir a integridade do património nacional e a legalidade da actuação do poder local neste tipo de licenciamento, estejam atentas a todos os procedimentos e protejam o interesse das populações e do país, protegendo as Caves de Vinho do Porto.

 

Comments

  1. Pedro says:

    Como não conheço bem VN de Gaia, talvez eu percebesse melhor se fizessem uma sobreposição entre as duas imagens.
    Quem devia protestar era o Moreira, porque pelo menos metade dos turistas do Porto vão lá para ver a paisagem da twin city do outro lado do rio…

    • Ana Moreno says:

      Não há maneira de juntar protestos em volta disto, Bruno? sei lá, petição ou assim…as pessoas não reagem? não interessa? como é isso possível???

      • Pedro says:

        Até eu me juntaria ao protesto se percebesse isto, mas ainda não entendi. A Câmara diz que serão demolidos “dois pequenos armazéns” que nem sequer são caves.

      • César Silva says:

        O Forum Porto já teve reuniões com a Câmara de Gaia por causa da ” Disney” do vinho que os interesses privados querem fazer em Gaia

    • luis S - B Lopes says:

      As comiçôes devem ser apelativas….!!!t

  2. Bruno Santos says:

    Existem certamente instrumentos ao alcance dos cidadãos interessados em defender o Património que é de todos. Existem também instituições públicas, nacionais e não só, às quais cabe essa obrigação legal.
    Quanto às justificações da Câmara, trata-se exactamente disso, de justificações. Foi esta a Câmara que quis licenciar um Hotel em plena escarpa da Serra do Pilar – monumento protegido – obra que foi chumbada pela Direcção Regional de Cultura. Foi a mesma que quis fazer um festival de música, ao qual assistem mais de 75 mil pessoas*, em cima da Reserva Ecológica do Estuário do Douro, episódio ao qual sucedeu a exoneração do Director Municipal do Ambiente, fundador do Parque Biológico de Gaia, Nuno Gomes Oliveira, que tinha produzido um parecer – muito conservador – que chamava a atenção para diversos perigos ambientais do evento.
    Existe ainda uma dificuldade acrescida: não há oposição política em Vila Nova de Gaia, o que torna manifestamente difícil o exercício da Democracia.

    *editado a 17/07/07. Segundo a imprensa, o Festival recebeu na edição deste ano 75 mil pessoas e não 300 mil como havia escrito.

    • “Foi a mesma que quis fazer um festival de música, ao qual assistem mais de 300 mil pessoas, em cima da Reserva Ecológica do Estuário do Douro.”
      300 000 ? 100 000 por dia?
      Apenas por esta perola se ve a seriedade deste comentário.

    • Esta notícia não está correta…
      Para começar, o local proposto para a realização do festival Meo Marés Vivas 2016 era adjacente à Reserva Ecológica do Estuário do Douro e não em cima como indicam. No final das contas, não faria muita diferença de distância do local onde tem vindo a ser realizado desde 2008. Este festival não recebe 300 mil pessoas… em 2016 a organização do evento contava vender 90 mil bilhetes, uma diferença considerável (digo eu).
      Quanto ao World of Wine, penso que a notícia publicada pelo Jornal PÚBLICO está mais completa e mais percetível relativamente a todo o projeto, onde parte do investimento advém do Grupo Fladgate Partnership.
      https://www.publico.pt/2017/06/16/local/noticia/world-of-wine-a-vista-do-porto-para-gaia-com-mais-um-chiringuito-1775636

      • Bruno Santos says:

        A notícia está correcta. Se houver erro no número de pessoas que assiste ao festival Marés Vivas, tal não altera em nada o conteúdo da notícia. Agradeço, aliás, que indique link da informação que dá, para que possa corrigir em caso de falha.

        • JFonseca says:

          Meu caro, a noticia em nada está correcta e vou mais longe demonstra uma total ignorância matéria. Ou não conhece a realidade existente no local oua conhecer, para além da falsidade reflete uma completa ignorância.

  3. Mário Serelo says:

    Meu 1º comentário aqui, sou do Centro do País. Em algumas cidades renovaram áreas junto aos rios para depois as cheias incontroladas inundarem e causarem prejuízos. Em Gaia não sei como estudarão esse projeto. Mas, ao fim e ao cabo, não sendo esse o caso, há de facto um afastamento das pessoas dessas áreas ribeirinhas renovadas. Outrora tinha-se com os rios uma atitude igual à do Ganges ainda hoje, de aproximação, e o que resta disso na Ribeira do Porto serão aqueles mergulhos dos catraios. Obrigado.

    • Bruno Santos says:

      Compreendo-o perfeitamente.

    • Pedro says:

      Mário, por acaso, também sou de uma cidade do centro do país. Antes desta coisa das reabilitações e renovações, vivi a infância numa zona da cidade que era periodicamente inundada, tanto que todos os invernos andávamos por ali de barco. A culpa não foi das reabilitações, um conceito desconhecido na época. Se o rio se tivesse mantido livre como o ganges, sem obras de regularização, barragens a montante, etc, ainda hoje estávamos na mesma. De qualquer forma, como essa mesma área nunca sofreu alterações, com cheias ou sem elas, as pessoas afastaram-se na mesma, deixando lá uns velhotes e voltando nas noites do fim de semana para beber uns copos e mijar nas esquinas. A maior parte dqueles prédio estão calhados para alojar estudantes dos Erasmus. Eu, como sou um bocado terrorista, já tinha feito implodir metade pelo menos dos prédios dessa zona. Há projectos em curso, contestados por malta que, na maior parte, vive nas zonas mais altas e desafogadas. Adivinhe lá qual é a cidade.
      Eu acho que essa faceta Aniki Bóbó do Porto, dos mergulhos da canalha para o rio, vai-se manter. Pena que as mães deles já não andem descalças com canasta de peixe à cabeça, para compor a paisagem.

      • Mário Serelo says:

        Pedro, não sou contra as reabilitações. O problema são os planos serem mais modernistas e pouco práticos, esbanjadores e a montante com fatores que propiciam inundações. Para alguns agentes uma reabilitação ribeirinha é tão só criar um vulgar espaço verde urbano, igual a tantos outros, até do interior, incluindo a plantação de árvores raquíticas.
        O pé descalço deixou de existir e creio que os gaiatos ao mergulharem no Douro não é só para inglês ver… É um banho ali a pedir, um desafio, um hábito ancestral, etc.
        Na Região do Centro mais do que uma cidade esteve nessa situação: Coimbra, Águeda…

        • Pedro says:

          Mário, Águeda não sei. Em Coimbra, está a falar no Parque Verde junto ao rio? Se está numa zona baixa, enquanto não se fizer ao desassoreamento, vai continuar a inundar, é óbvio. É preciso mais intervenção na natureza, nas cidades, e não menos. Mas a experiência que lhe estava a contar, em Coimbra, precisamente, eram as belas das inundações anuais no inverno, na baixinha medieval, uma coisa natural, numa época em que não se sabia o que era isso das reabilitações. Também eram hábitos ancestrais. Assim como as mortes todos os anos nos campos do Mondego, antes de amestrarem o rio… Portanto, inundações a sério conheci eu, quando era miúdo.
          Sobre este projecto de Gaia, continuo sem saber exatamente o que é e quais os impactos. Ajudava uma sobreposição, com o antes e depois.

  4. Sérgio Morais says:

    Eu ia comentar mas depois vi: “Bruno Santos”.

    • Bruno Santos says:

      Sérgio Morais, não sei como responder-lhe. Apesar do seu comentário ter uma assinalável profundidade, não sei se o fez na qualidade de membro do Secretariado do PS Gaia, de membro da Comissão Política Concelhia do PS Gaia, de membro da Comissão Distrital da JS Porto, de membro do Conselho Municipal da Juventude de Gaia, ou noutra qualidade qualquer que eu, de momento, não posso nem quero identificar.
      De qualquer modo registo o seu contributo, que está à altura dos seus pergaminhos e múltiplas responsabilidades, assim como da elevação a que o PS Gaia nos vem habituando.
      Presumo, assim, que, tal como apoiou a entrega da Medalha de Mérito da Câmara de Gaia ao Dr. Marco António Costa, também apoie a destruição da Caves de Vinho do Porto. É coerente e bem ensinado. Antecipo-lhe uma longa e lucrativa carreira política.
      Compreenderá, contudo, que não perca tempo consigo pois, como sabe, tenho mais que fazer.

  5. Cunha Santos says:

    Este Bruno Santos não é aquele adjunto do presidente de Gaia despedido por indecente e má figura, agora a responder em tribunal pelas mentiras persecutórias que realiza?

  6. Ana Maria Santos says:

    Não conheço esta zona presencialmente no entanto pelo que acabei de ler os interessados em manter a zona do vinho do Porto (está operacional?!) com toda a sua qualidade devem nanifestar o seo descontentamento, fação um petição pública. Pensem bem nas próximas gerações! O vil metal é agora o motor de todos os caprichos!

  7. M Céus says:

    Será que is responsáveis pelo património não têm nada a dizer/ autorizar?
    Será que é só o poder do dinheiro a falar? Preservemos o património quer para nós quer para os vindouros. Que seja uma boa referência do passado e aporte para desenvolvimentos futuros. Há que evoluir e criar novos projectos mas devidamenre enquadrados, com respeito pelo património que é de Todos os portugueses e não, dos que provisoriamente, gerem as autarquias. Haja respeito, visão futurista mas responsável de todos os implicados e Não ao sabor de ” possíveis luvas” ou ” compadrios” . Basta !

  8. Manuel dos Santos says:

    Política de fora.
    Os empreendedores de tal ideia visam maximizar o lucro, rentabilizar o património imobiliário (algum ao abandono) que têm espalhado naquele local e sinceramente não me parecem muito interessados garantir a preservação do quer que seja que seja seu. Não irei na crítica fácil á CMG. Porque não se sabe exatamente as razões da inflexão da política de preservação para uma alteração radical do território. Sei apenas isto os empreendedores apesar de estarem há três séculos por ali, de sentimentalismo e de portuguesismo nada têm. O Yeatman,fruto de excelência, e da rentabilização de património que custou 45 milhões ao município pela expropriação ilegal à CIMPOR provada tribunal nada tem a haver com o que acontece naquelas caves que deslizam até ao Douro. É um complemento para bolsas fartas. O que se pretende agora a coberto da preservação do património cultural é algo …. muito diferente.
    Veremos nos próximos capítulos ainda mais coisas interessantes, talvez mais um hotel num quarteirão junto ao cais de Gaia em projeto de um arquiteto de sobrenome muito curioso. E talvez só talvez a entrega de um ou outro bem publico para gestão privada ao abrigo de legislação que ainda está por vir…

    • Bruno Santos says:

      Na reunião privada em que este projecto foi apresentado ao Município, na esplanada do hotel Yeatman, estavam presentes dois elementos da Câmara Municipal de Gaia: o presidente e eu próprio. Saí dessa reunião, que eu jamais teria aceitado fazer naquele local, convencido de que o projecto iria ser licenciado e implementado. E fico-me por aqui.

  9. Figueiredo says:

    A acontecer…Demissão do presidente da Câmara …JÁ

  10. António Rebelo says:

    As Caves de Vinho do Porto existem na margem de Vila Nova de Gaia há mais de 3 séculos. Após dias de viagem Douro abaixo até ao cais de Gaia as pipas com o precioso néctar eram armazenadas em grandes armazéns para envelhecimento e posterior embarque para exportação. No século passado (sec. 20) várias foram as empresas que optaram por passar este armazenamento do Douro Litoral (Gaia) para as suas instalações no Douro Interior, com custos bastante menores quer de armazenamento (envelhecimento) quer de transporte. Assim vários armazéns têm vindo a ser operacionalmente abandonados. Outros por incêndio tiveram o mesmo destino o abandono. Ora aqui chegados foquemo-nos nos armazéns em causa, antigas instalações da Real Companhia Velha, e abandonados à mais de 15 anos, já foram quase tudo desde parque de estacionamento a feira de alfarrabista etc… etc… etc… Ora acontece que por volta de 2004/3 (acho) todo este espaço foi concessionado a uma empresa que entretanto faliu, com o objectivo de ali ser implementado um centro de congressos, um hotel, e um mega parque de estacionamento. Efectivamente a obra até arrancou, mas depois de uns largos milhões gastos acontece a insolvência. Sem documentação para garantir, acho não errar se disser que à mais de 10 anos temos um ou melhor vários esqueletos de betão a ofuscar a tão apreciada paisagem de telhados das que foram outrora as camas do Vinho do Porto. Acho na minha modesta opinião que urge dar uma solução a tanto betão armado que está a substituir não armazéns de Vinho do Porto mas sim baldios que para tudo serviam. Sou um amante do Porto e do Vinho do Porto eu e a minha mulher Margarida abrimos por conta própria 5 centros de visita em 24 anos, a saber; Quinta do Noval, Osborne Portugal, Barros e Almeida Sa e Wiese & Krohn, a Margarida nunca deixou sequer tirar as teias de aranha das paredes e milhões de turistas que recebemos ficavam deslumbrados pela genuinidade. Se manter os armazéns tem esta finalidade muito bem se é para estarem ao abandono (como é o caso) é bem melhor criar equipamentos de serviços e infraestruturas esteticamente enquadradas, para apoiarem os milhões que queremos receber. Ainda bem que há privados a querer investir e que obviamente têm de ter o seu retorno. deixo esta imagem do Google para verem do que falamos.
    Foto de António Rebelo. ( Não reproduzida ) convém ir ver e até recuar no tempo…

    • Bruno Santos says:

      Caro senhor, isto não tem nada que ver com as antigas instalações da Real Companhia Velha. Isso é outro assunto.

      • António Rebelo says:

        Tem toda a razão, isto é mesmo outro assunto, as minhas mais humildes desculpas. Mas parece-me ser um caso muito idêntico de armazéns abandonados ou também estarei enganado?

  11. Fafaria says:

    Mais um palácio de cristal ? Renovar para pior muito pior ????

  12. José Pires Baptista says:

    Estamos entregues à bicharada….que se vende por titã e meia…
    Temos de para com esta Fantochada, não votar neste Parvalhão…!!!!!

  13. A destruição já começou há muitos anos quando retiraram a “alma” às caves.
    As linhas de engarrafamento.

    Agora as caves são um monte de edifícios em degradação e apenas museus onde se fazem provas e a venda de garrafas para turistas.

    Não faz sentido chamar caves a armazéns quase vazios com meia dúzia de pipas, pois o vinho vai para outros sítios onde forram criadas as linhas de engarrafamento.

    A zona das caves é um “negócio da china” onde quase se vende gato por lebre.

  14. Narciso Pires de Lima says:

    Nem pensar. Sou socialista mas em 1° lugar sou Portugues e não aceito tal iniciativa.
    Caso esse projeto vá em frente. Vão “tirar a beleza das nossas “beiras” Ribeirinhas.
    Se querem construir Hotéis que o façam noutro lado. Os turistas só vão ali dormir e enquanto dormem não vém nada.

  15. Cristina Fernandes says:

    Já não chega o péssimo exemplo do hotel Yeatman!!! Ainda não chega? É preciso destruir a identidade dos lugares para dar lugar aos aos interesses de alguns?

  16. Maria Fernanda Costa says:

    È por isso que eu não defendo a regionalização, nem a cedência de competências do poder central às autarquias !
    Estou cansada de pimbalhada e de chicos- espertos !!!

  17. Luisa Almeida says:

    Como boa portuguesa e tripeira que sou, só tenho a dizer o seguinte:
    ” Os portugueses, quando lhes cheira, ou têm dinheiro na mão, SÓ FAZEM MERDA…!!!
    Restaurar a parte antiga …ainda se admite. Agora ….acabar com a zona histórica, com um lugar imensamente procurado pelo turismo, precisamente por sua arquitetura antiga, é de dar arrepios… tamanha tacanhez.
    Além disso, percebe-se perfeitamente, que os interesses, são pura e unicamente financeiros…”uma grande oportunidade de surrupiar e meter mais dinheiro ao bolso” com a desculpa das obras de…de quê? Venha venha mais dinheirinho para os bolsos dos autarcas, eleitos pelo zé povinho, que parece que gosta de continuar a ser governado por gente soberba, gananciosa, hipócrita, sem escrúpulos e aproveitadora de oportunidades para enriquecer às custas de seus belos empregos ( tachos ), fornecidos pelo próprio povo. Cada povo tem o que escolheu. Portugal vive basicamente do turismo. Os turistas vêm visitar para ver zonas históricas. História de Portugal acabada por estes magnatas que só fazem merda com o dinheiro, ganho de forma facil, pois estão-se a marimbar para o povo, para a história, para o país, o que interessa é aproveitar a oportunidade desses anos de (tacho) e cuidar das vidinhas enquanto têm oportunidade dada pela lotaria desses anos em que estão no governo. Povo de merda que continua a dormir…

  18. Miguelam says:

    Vamos começar a falar de coisas sérias verdadeiras. O The Yeatman foi construído nos terrenos pertencentes ao grupo The Fladgate Partnership, não houve nenhuma apropriação ilegal de terrenos, como aqui já referiram. Em relação ao World of Wine, esses mesmos armazéns, e não caves, estão abandonadas e algumas em risco de ruir. Este tema aqui lançado mais parece uma batalha política do que propriamente uma batalha pela manutenção dos armazéns abandonados. Aliás, nenhuma cave de vinho do Porto vai deixar de existir, muito pelo contrário, caves como a Taylor’s, Croft, Fonseca e Wiese&Krohn (pertencentes aos grupo TFP) vão fazer parte do World of Wine e não desaparecer como alguns iluminados querem fazer parecer. Relativamente a cheias, se um dia o nível das águas chegarem à zona onde este projecto vai ser implementado, muitas das caves e restaurantes existentes na zona ribeirinha irão desaparecer, porque a distância entre o rio e a zona em questão é grande e a subir. Antes de fazerem críticas, tentem conhecer um pouco mais a realidade e talvez irem ao local ver exactamente como é neste momento e como vai ser.

  19. Francisco Oliveira says:

    Não acredito que o Presidente Eduardo Vitor Rodrigues autorize uma aberração desse calibre. Se existem pessoas preocupadas com o nosso património histórico, Eduardo Vitor Rodrigues está no topo da tabela. Não será mais uma dessas mentiras, a juntar a muitas outras?

    • Bruno Santos says:

      Presumo que se trate do Sr. Francisco Oliveira, presidente da Associação Comercial e Industrial de VN de Gaia. Se há mentira, aponte-a. Aproveite para esclarecer se a sua associação tem interesse directo ou indirecto no projecto. Obrigado.

  20. Fernando Mota says:

    Pelo que acabo de ler, V. N. Gaia está a tentar circular na contra mão do que é razoável. Em vez de desenvolver um projecto que proteja esse maravilhoso Patrimonio Histórico Mundial, procurando que o mesmo seja como tal reconhecido pela UNESCO, ajudando o turismo a crescer, faz o contrário e pretende destruir o que de fabuloso existe. O futuro se encarregará de julgar este crime hediondo!

  21. Fernando Baptista says:

    Se eu mandasse, era assim: incentivava a participação cívica, a denúncia de atos corruptos, a defesa firme dos pontos de vista, etc. Mas cautela… quem fosse apanhado a mentir descaradamente, cortava-se-lhe a língua! Vá lá, se fosse mentira descarada na forma escrita, cortava-lhe a mão culpada.

  22. miquelina antunes says:

    POR FAVOR PRESIDENTE NÃO NOS DESILUDA, QUER MATAR A ALMA DO NORTE E MAIS PROPRIAMENTE DO PORTO? NÃO SE DEIXE VENDER PELO FUTURISMO ELE NEM SEMPRE CABE NO LUGAR DA TRADIÇÃO.

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