A Ordem dos Advogados deveria patrocinar gratuitamente as vítimas de Pedrógão Grande


 

© PAULO CUNHA / LUSA

Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, fez um apelo para que “não se alimentem querelas políticas em torno de pedidos de demissão ou do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP)”. Para o autarca, que parece ter a lição bem estudada, é necessário “restabelecer a paz e o sossego”. Tudo muito conveniente.

O que seria de esperar de Valdemar Alves, enquanto presidente de Câmara, é que estivesse já a dar apoio jurídico às vítimas desta catástrofe, para que elas pudessem, nas instâncias judiciais próprias, exigir a indemnização a que possam ter direito pelos danos causados em consequência do eventual comportamento negligente do Estado Português.

Não tomando a Câmara Municipal de Pedrógão Grande essa iniciativa, deveria a própria Ordem dos Advogados fazê-lo, nomeando desde já uma equipa escolhida entre os seus mais ilustres membros, para que, em regime pro bono, representassem em juízo as famílias atingidas, numa acção cível, ou mesmo crime, contra o Estado. É a isso que também se dá o nome de Estado de Direito Democrático.

Comments

  1. Konigvs says:

    Se toda a gente aponta a trovoada como fonte de ignição do incêndio que vitimou 64 pessoas, então, processe-se sim, mas desde logo Santa Bárbara, pois ela é a protetora das trovoadas. Seria da sua responsabilidade, desviar o raio para um sítio que não causasse danos. Responsável máximo também é o São Pedro, como responsável máximo pela meteorologia.
    Depois, leve-se também a tribunal a Nossa Senhora de Fátima que é da diocese de Leiria, distrito a que pertence Pedrógão Grande e que nada fez pela sua terra, apesar dos milhões de crentes que ainda lá estiveram o mês passado a rezar. E como tal, junte-se também ainda como responsáveis os pastorinhos de Fátima, um vez que já são santos, e na primeira oportunidade que tiveram não fizeram qualquer milagre para evitar a tragédia – e para que é que nós precisamos de santos se não é para fazer milagres? E se os santinhos falharam, leve-se também a tribunal o Santo Papa, pois foi ele que os ordenou santos, e que como se viu, não estavam ainda minimamente preparados para o alto cargo que a santidade lhes exige. E esses sim são os verdadeiros responsáveis máximos pela morte de 64 pessoas no incêndio de Pedrógão Grande.
    Tudo o resto são querelas partidárias.

  2. Atento/sempre says:

    Eu não vou, fazer qualquer, comentário sobre os presumíveis responsáveis dos incêndios, porque, neste momento, ninguém é responsável , nem se quer politico, e bom que se diga, que estão todos mais preocupados com as eleições autárquicas, do que as vitimas. E perder uma Câmara, era nunca mais convidar o Papa e ir a Fátima!
    Quanto aos advogados, é mais complicado, porque eles, passam a sua vida a ler decreto-lei nº, e chegam a um ponto, já ficam confusos!

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