Critérios e conveniências


Onde estariam os ministros da Administração Interna e da Defesa se lhes fosse aplicado o mesmo critério que levou à demissão de João Soares do cargo de ministro da Cultura?

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Onde estariam hoje os ministros que referiu, se se tivesse aplicado o mesmo critério que Paulo Portas aplicou a si mesmo, com a irrevogabilidade?
    No mesmo lugar, a tentarem justificar-se, e a comunicação social a desancar no governo.
    O que teria acontecido ao governo de Passos Coelho, se se tivesse aplicado à Ministra da Justiça, Paula T. da Cruz, ao Ministro da Educação, Nuno Crato, e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, o mesmo critério que foi aplicado a João Soares, Jorge Coelho, Manuel Pinho, Carlos Borrego, etc?
    Sempre foi claro, que Passos Coelho não tinha ninguém para os substituir. Foi essa a única razão para eles se manterem nos lugares. Naquela altura, toda a laranjada mais desalinhada com Passos, fugia dele a sete pés. Ele sabia disso. Não podia dar o flanco.
    A única diferença entre o outro governo e este, para os ministros não serem afastados dos cargos, têm a ver com a sobrevivência do governo de Passos. No caso de Costa é um pouco diferente, ainda que as motivações racionais sejam similares. Nesta fase Costa está em ascensão com os resultados económicos. Não pode dar o flanco, mostrando fraqueza. A remodelação, a acontecer ficará para o final do Verão, depois das Autárquicas. Se bem que a demissão da ministra da Administração Interna deva ser colocada no espaço público, como uma decisão pertinente. Para além do número de vítimas, houve descoordenação. Mesmo não tendo culpa formal, ela era a responsável pelos organismos que se mostraram impotentes para minorar os danos. Mas ao não fazê -lo agora, também é verdade que Costa levou o debate sobre Pedrogão Grande, e sobre os cortes nas funções de soberania do Estado, para todo o período que antecedeu este governo. Ou seja, queimou também Passos Coelho e Cristas. E isso so podia a acontecer nestas circunstâncias. Regurgitar o passado, seria de todo impossível com a demissão da Ministra.
    Com a demissão saciavam-se os ânimos, e o assunto morria ali.
    No caso de Tancos, o ministro so é responsável se protelou aquela obra, e não salvaguardou que no decorrer desse tempo havia uma solução de recurso. Se há órgão com autonomia de gestão administrativa e segurança são as Forças Armadas. Agora, sem dinheiro não há milagres. E não vale a pena virem com aquela conversa dos militares não fazerem nada, porque eu ainda não descobri quem os queira substituir, mantendo as mesmas regras disciplinares e sujeitando-se aos mesmos códigos de conduta profissional.

  2. Orlando Sousa says:

    Misturar os casos de J. Coelho, Manuel Pinho e João Soares no mesmo saco? Isso não é sério.

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