O Porto e a Agência Europeia do Medicamento


Se o Porto ficar com a sede da Agência Europeia do Medicamento, o Dr. Rui Moreira terá criado condições políticas para poder chegar a primeiro-ministro de Portugal.
Se o Porto perder, o Dr. Rui Moreira deveria demitir-se da função de presidente da Câmara da cidade.

Comments

  1. ganda nóia says:

    erm… mais tabaco nisso. escrevo isto bem disposto.

  2. Jose Oliveira says:

    Sejamos honestos e objectivos. A Agência do medicamento nada tem a ver com a eventual chegada de R.Moreira a PM (isto se a geringonça não se aguentar, o que é improvável), nem com a sua demissão, não menos improvável. Portanto, este tipo de conversas não passa de uma treta.

  3. Rui Naldinho says:

    Marcelo Rebelo de Sousa foi candidato a Primeiro Ministro e perdeu as eleições, para Guterres.
    Foi candidato à Camara Municipal de Lisboa. Numa das muitas operações de charme e propaganda, enfiou-se no Rio Tejo, com o dito mais que poluído, e acabou por contrair o vírus da hepatite. Ainda assim, com tanto mergulho, perdeu as eleições para Sampaio.
    Resolveu então fazer como os sábios, e abandonar a politica ativa, mas não o comentário político. Admito que nunca mais lhe passou pela cabeça entrar em eleições, depois de duas banhadas que levou. Até porque Guterres estava sempre no horizonte da memória. Eu sei que o tempo é mestre. Eu sei que o tempo acalma e por vezes até cura.
    Eis senão, quando depois de muito traulitar, palpitar, insinuar, conspirar, enaltecer, primeiro numa rádio de referência, e depois em duas estações de televisão, ele descobriu que o país estava tão deserto de gente com o mínimo de qualidade para o exercício da profissão de político sério, só Guterres poderia ombrear com ele, que se sentiu de novo atraído pelo velho vício, do apetite pelo Poder. Acho que Cavaco foi o seu melhor amigo, de tão pobre ter sido.
    Rui Moreira merece estar no lugar em que está, quanto mais não seja por ter sido uma pedrada no charco no oportunismo político de Luís Filipe Meneses, e dessa direita moralista que está sempre a encher a boca de falsas retóricas, a “Bem da Nação”. Não sei se Rui Moreira valerá muito mais, mas admito que até possa não ser tão mau como o pintam.
    Agora, chegar a Primeiro Ministro com Agência Portuguesa do Medicamento, no Porto, duvido, para não dizer que tenho a certeza de que isso não basta.
    Perder a CMPorto por esse motivo, demitindo-se depois de a ganhar de novo, também acho ridículo. Até porque, por essa ordem de ideias, então já o devia ter feito, neste mandato, por não ter conseguido inverter o desinvestimento da TAP nas rotas a partir do Porto para o resto da Europa e do Mundo.
    Mas “prontos”! Estamos em véspera de eleições, e o Bruno resolveu dar o seu contributo para que “silly season” não seja tão morna.

  4. :) :) :) says:

    Orgasmos, orgasmos, queremos orgasmos…
    Querem ver que as outras 18 cidades estão a dormir!

  5. Eu ainda não entendi por que não candidataram Vilar de Perdizes, que há anos tem um congresso sobre “medicina” e “terapêuticas”.

  6. Que parvoíce…

  7. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    O problema parece-me bem mais fundo.
    Há personalidades/entidades que não conseguiriam nunca alcandorar-se a lugares de destaque se não existisse uma boa “guerra bairrista” a animar a coisa. Uma espécie de cavalo de Tróia que muito interessa a quem não tem outra forma de se afirmar como gestor e um trampolim único para que ter a populaça a bater palmas e a mandar bocas.

    Pessoalmente, como português, pouco me importa que uma benesse europeia venha para o Porto ou para Lisboa, interessando-me muito mais que venha para Portugal.
    E quem se preocupa como centralismo parece-me, com toda a honestidade, que está mais preocupado com o “seu” próprio centralismo, uma espécie de “querer ser vizir no lugar do vizir” como escrevia Uderzo e Goscinny há uns bons vinte anos.

    Assim, gostaria de ver esses “descentralizadores” a pugnarem por se ver uma benesse instalar-se em Bragança, Guarda ou Beja, com todo o respeito que me merecem todas as cidades do interior.
    Estes bairrismos, exprimem-se exactamente da mesma forma que o futebol neste País onde há, só e apenas só, um clube do Porto e dois de Lisboa. O resto é paisagem.
    Como portuense genuíno, mas não cego, tenho claro que o bairrismo portuense é igual ao lisboeta, apresentando-se com roupa de outra cor. Exactamente igual às Equipas de futebol.

    Eu não preciso de “bairristas”. Preciso é de bons políticos, sobretudo honestos que olhem pelos interesses do meio que gerem, em vez de passar a vida a levantar poeira, para se tornarem “vizir no lugar do vizir”.
    Para quem é amante de “bairrismos” dentro de um País, aconselho uma visita à Bélgica para perceberem o que são povos de costas voltadas. E, se gostarem, não hesitem …

    • Bruno Santos says:

      De acordo.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Este comentário cheira-me a sulista, elitista e liberal (pudera). Só alguém comprometido com o centralismo lisboeta é que poderia achar que o bairrismo portuense é apenas centralismo de outra cor. Não é! Este é o tipo de discurso com que o centralismo lisboeta gosta de nos adormecer. Como diz um amigo meu: “Conversa para boi dormir”.

      Quanto aos clubes de futebol, anda um bocado distraído, quando se esquece de Braga e Guimarães, por exemplo. Mas é natural… estão longe de Lisboa, por isso são… paisagem.

      Relativamente à entrada inicial, abstenho-me de comentar, porque o texto é ridículo demais. O facto de ser o Porto a cidade candidata é apenas sinal da mais elementar justiça e bom senso.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Fale do que conhece e não mande palpites.
        Não sou sulista, nem elitista e muito menos liberal. Sou portuense, nascido, criado e habitante,mas antes de tudo, sou Português.
        Não me confunda porque não tenho a sua visão “canalizada”.
        Essa sua linguagem é bem conhecida de personagens que há bem poucos anos atrás, até chegaram a ameaçar colar-se à Galiza… Isso é que é conversa para boi dormir. Cumprimentos

        • Fernando Manuel Rodrigues says:

          Pois… infiltrados é que mais há. Essa converda do “Português” dá muito jeito à capital. Quando é para lá, é ser-se “Português”.

          Quando se defende a descentralização (e obviamente, a descentralização terá de começar por qualquer lado, e certamente não será por Vilar de Perdizes) já é ser-se bairrista, divisionista, ou qualquer outro “ista”.

          Lá fora, sou Português. Cá dentro, sou portuense e nortenho, em primeiro lugar.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            O seu comentário de “infiltrados” é simplesmente sujo.
            E por aqui me fico, pois não partilho nem a sua visão elitista e sectária, nem a adjectivação dirigida a quem não conhece.
            Seja aquilo que quiser, mas deixe os outros terem os seus direitos, nomeadamente os de expressão. E esse, tem sido o problema da sua “casta” que se julga acima de todos, a coberto de um pretenso “bairrismo” que já não engana ninguém.

          • Isaac Abraão says:

            Nando, vou atirar-lhe uma pérola: o Porto só foi “escolhido”, porque se sabe já muito bem que a EMA não vai para Portugal. Com papas e bolos…

    • Nefertiti says:

      Iznogoud não é de Uderzo. É de Tabary.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Tem toda a razão.
        As minhas desculpas a Uderzo e Tabary… A verdade é que Goscinny andou sempre de tal modo ligado a Uderzo que confundi.
        Obrigado.

        • Nefertiti says:

          Acho que não confundiu. Foi um erro por simpatia. Fala-se de Goscinny e Uderzo vem-nos logo à cabeça.

  8. :) :) :) says:

    Só uma pergunta:
    Acham que a tal Agência ou lá o que é, vai trocar Londres por Lisboa ou Porto?
    Não vão ao médico não!

  9. Vamos ser sinceros… Qualquer cidade nos arrabaldes de Lisboa, digo, Oeiras ou Cascais, tinha mais hipóteses de receber a tal Agência do que o Porto.

  10. Segundo informações de boa fonte, a Agência já tem sede. E só por isso Lisboa “abdicou” a favor do Porto.

  11. Paulo Só says:

    A menos que haja um medicamente para transformar um gajo em primeiro ministro.

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