Gaia: DGPC chumba hotel “veneziano” de 15 milhões na Serra do Pilar


Foto Estela Silva/lusa

 

O Centro Histórico de Gaia e as áreas adjacentes sob protecção, como é o caso da Serra do Pilar, inscrita na lista de Património Mundial da UNESCO, estão sob uma pressão tremenda por parte das políticas urbanísticas da Câmara de Gaia, cujos responsáveis parecem apostados em destruir uma das mais belas paisagens urbanas do mundo e um património que a todos pertence e cabe proteger.

Nesta ocasião foi a Direcção Geral do Património Cultural que, mais uma vez, impediu a construção de um “hotel de charme” e de um complexo residencial, ambos de volumetria gigantesca, junto ao Mosteiro da Serra do Pilar, decisão que levou o promotor privado a desistir, por agora, do empreendimento.

São já várias as intervenções urbanísticas em curso, ou previstas, para a margem esquerda do Douro, algumas delas em pleno Centro Histórico, como é o caso, já aqui abordado, da Disneylândia do Vinho, ou do “cash & carry” já em construção em plena Beira-Rio, ou do comboio de prédios que desalojou o Festival Marés Vivas, próximo da Reserva Natural do Estuário do Douro.

A não ser que haja uma acção enérgica e determinada por parte das autoridades às quais cabe a defesa do património nacional, parece ser inevitável a total desfiguração do Centro Histórico de Gaia e a perda irremediável de um valor identitário, histórico e social insubstituível.

Comments

  1. JgMenos says:

    A mama autárquica não conhece limites!

    • Rui Naldinho says:

      Ó Menos, por vezes consegues dizer umas meias verdades. Mas só te ficas pela metade, porque o teu complexo neo liberal, não te deixa ir mais longe.
      Então e o promotor imobiliário? Um privado claro. Um especulador provavelmente.
      Sabe que está numa zona histórica, protegida por um conjunto de circunstâncias urbanas, que limitam a volumetria, as acessibilidades, o saneamento; o Património Mundial é apenas um pormenor, e vai propor um mamarracho daqueles, embelezado por uma equipa de arquitectos dispostos a dar a volta às incongruências?
      Como sempre! O típico empresário do imobiliário. Pato Bravo.
      Ora, para ti a culpa é sempre do gajo que o deixa fazer, mas nunca do que quer ir contra a lei. Que vai contra o senso comum. Que vai contra o ambiente.
      Pela foto, percebe-se bem que o promotor não deixou nada ao acaso, incluindo um cais de embarque privado, provavelmente pago com dinheiros públicos, porque o rio e as suas margens não são privadas, nem nunca poderiam ser.
      Podemos sempre inferir que as receitas provenientes do negócio, davam para retirar daquela encosta um conjunto de clandestinos construídos no tempo do PREC, e realojá-los em local próximo, mas com as condições urbanísticas exigidas como mínimas. Essa é a parte em que eu estaria disposto a ceder, se fosse autarca, mas sempre dentro de um pressuposto. Não alterar Gaia como ela foi historicamente. Até para que um dia, por exemplo, um estrangeirado qualquer ligado à Comissão que atribui os Patrimónios Mundiais, não me chamasse “ignorante”.
      Mas essa é aquela parte que a tu não consegue vislumbrar.

  2. :) :) :) says:

    Este “projecto”, faz lembrar a compra dos terrenos de Oeiras pelo Duarte Lima do PSD por meia dúzia de patacos para depois o vender ao Estado por milhões para construção do IPO.
    Bem se lixou (ou bem o lixaram) porque comeu o isco e engoliu o anzol…resultado:
    O Sr. está falido mas deve andar apoiado pelos do costume e mais não digo.

    • Rui Naldinho says:

      Quem se lixou fomos nós. Ou pensa que essa ” ruina “, não faz parte das famosas contas do BPN?
      O problema agora, asneira feita, é ele andar a passear, gozando connosco.
      Pior ainda, é os amigos dele, agora dizerem que nunca o viram vestido de cor de laranja. E pior do que tudo, é vermos os amigos dele cheios de moral, a falar de ética republicana, seriedade, honestidade e coisas parecidas.

  3. :) :) :) says:

    Não deixa de ter razão no que diz mas só desejava referir que apesar do sr. andar por aí, não quer dizer que não esteja bem entalado como um tal Valentim que também anda no laranjal e no batatal.

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