O Major Valentim de Gaia


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Propaganda eleitoral paga (patrocinada) com “o dinheiro do povo”, expressão que o autarca em causa, Vítor Rodrigues, usa com demagogia despudorada.
A desfaçatez com que isto se faz, nas barbas dos cidadãos e com total desrespeito pelas regras básicas da decência democrática e da boa gestão da coisa pública, apenas confirma, a quem dúvidas ainda tivesse, que cresce em Gaia um movimento populista que irá fazer resvalar a cidade, cívica e politicamente, para um modelo sul-americano de exercício do poder.

À atenção do Tribunal de Contas, da Inspecção Geral das Finanças e da Comissão Nacional de Eleições.

Comments

  1. :) :) :) says:

    Mas quem é que preocupa com o Tribunal de Contas, a Inspecção Geral das Finanças e da Comissão Nacional de Eleições?
    Quantos presidentes de Câmara já foram para Custóias ou Caxias?
    Desde que tenham a capa do partido … que come algum… cala-te boca.

  2. …e já agora, á atenção do PARTIDO SOCIALISTA, que deve dar maior atenção a quem dá “cobertura”; aos ocupantes destes cargos, quando têm estas reiteradas práticas, mesmo depois de “condecorarem” com ouro, os que endividaram a Câmara. A atitude passiva instala a dúvida, que rapidamente se transforma em CERTEZA, de CONIVÊNCIA, bem pouco ou nada ABONATÓRIA para o PS.

  3. Rui Naldinho says:

    Nunca concordei muto com aquela ideia um pouco generalizada que se vende por aí, de que Valentim Loureiro ganhava as eleições em Gondomar porque dava uns quantos frigoríficos e micro-ondas. “Uma andorinha não faz a primavera”. Nem duas nem três. Por essa ordem de ideias, para conseguir atingir o resultado eleitoral que pretendia, a maioria absoluta, tinha de adquirir muito eletrodoméstico no mercado. Uma coisa é a atitude populista, bizarra e caciqueira de um político, condenável a todos os títulos, aliás, comum em várias autarquias deste país, sob diversas formas, não tão divulgadas pela imprensa e as redes sociais, outra coisa é ganhar-se umas eleições, apenas ou quase só, porque se compram votos. Não passo atestados de menoridade a nenhuma comunidade, por essa via. “Nem mesmo aos ciganos!” Admito muito mais esse cenário dentro das distritais dos partidos, do que no universo sociológico de uma urbe como Gondomar, Oeiras, Gaia ou Amadora.
    O que levou as pessoas a votarem nestes autarcas, e cito apenas os mais conhecidos, Narciso Miranda, Mesquita Machado, Luís Filipe Menezes, Isaltino Morais, Avelino Ferreira Torres, entre muitos outros, que de momento não me ocorrem, foi aquela velha máxima muito Tuga, do “rouba, mas faz obra!”
    Se analisarmos friamente este tipo de comportamento eleitoral e social por parte de uma comunidade, isto só é possível num Estado centralista, onde a “Lesboa” decide por todos e os outros vêm,… num país muito divido entre um interior despovoado e pobre, que desconfia do litoral sobrelotado e rico, com mutos dos seus filhos emigrados. Caso contrário, só alguém pouco esclarecido votaria num candidato autárquico populista, de duvidosa respeitabilidade, como Valentim Loureiro, ele já trazia consigo o anátema da sua vida militar, no ultramar, e como todos aqueles que acabei de citar, o foram. A maioria dos cidadãos quer os seus problemas resolvidos na hora, de preferência sem custos pessoais, pagos pelo erário público. Uma espécie de externalidade junto de si, mas paga por todos, mesmo que a dívida aumente. Foi assim em Gondomar, em Gaia, na Madeira e em Portugal. Uns mais do que outros. Mas cada um a tentar sacar o máximo em seu proveito.
    Esta filosofia de vida interpretada por personagens espertos, ambiciosos, e com poucos escrúpulos, como alguns dos nossos autarcas, protegidos por um sistema de justiça inócuo, que lhes garante toda a liberdade ação, sem os questionar da legalidade dos seus atos, soa a música celestial aos ouvidos dos munícipes e do eleitorado em geral, em período eleitoral. Como somos pouco crentes em “divindades clássicas”, mas acreditamos no paraíso aqui junto à nossa rua, nada como dar o nosso voto ao primeiro profeta, que com alguma convicção nos alimente a ideia de que já somos, ou viremos a ser melhor, que os Concelhos vizinhos. Custe o que custar!

    • Ana A. says:

      Subscrevo!
      E que dizer daquele “orgulho” parolo quando um dos filhos da nação é designado/eleito/escolhido para altos cargos políticos fora de portas!
      Sempre à espera que nos toque a nós algum favorecimento especial. Isto vindo do zé povinho até se admite, mas dos próprios políticos é mau demais!

  4. Orlando Sousa says:

    ” isto só é possível num Estado centralista, onde a “Lesboa” decide por todos e os outros vêm,… ”
    O comportamento eleitoral que elege caciques, esses que apontou no Norte, mas que há que acrescentar no sul os do PC, alguns com comportamentos dignos de fascistas, nada tem a ver com o centralismo. Há muitos factores a ter em conta. Lembro-me de estar no concelho de Oeiras e ao passar para o concelho de Lisboa a diferença de tratamento e limpeza do espaço público era abismal. E não sou nem de perto nem de longe adepto do Isaltino Morais, esse “ilustre” transmontano.

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