A Geringonça acabou


Entrevista de Mariana Mortágua ao DN:

(DN)Concorda com a recomendação da CIG para a retirada dos materiais, que a Porto Editora acatou?

  • Lá está: lamento que isto tenha de ser uma polémica. Se a CIG existe tem de ter um papel activo. E acho que cumpriu o seu papel: identificou material educativo com elementos sexistas e recomendou que fosse retirado. Para que crianças de quatro anos não fossem expostas a um material que achamos que não cumpre os critérios.

(DN)Bom, sexista pode-se ser.

  • Não vou prender ninguém por ser sexista, tem-se a liberdade de o ser. Mas há uma diferença entre a liberdade de ser e a de exercer.

Foi bom enquanto durou, mas a Geringonça acaba aqui. Na fronteira da Liberdade.

Comments

  1. ferpin says:

    Se percebi bem a opinião do autor (às vezes ainda dou o benefício da dúvida), só posso concluir que ela é ridícula.

    Este assunto é um fait-divers.

    O tal CIG cumpriu o seu papel. Basta uma publicação ter uma versão cor de rosa para meninas e azul para rapazes para estar a perpetuar a discriminação de género.

    Quem publicou aqueles dois labirintos e depois fez uma festa com aquilo, bem desmontada pelo RAP, foram os media.

    Se os media tivessem caído em cima do CIG em vez de em cima da Porto editora, a dita nunca retiraria os livros. Portanto a liberdade… (as suas palavras são tretas. Lembrou-me quando o cavaco não quis o saramago a representar portugal. Aí, não foi recomendação, foi decisão, mas a liberdade pelos vistos não esteve em causa. Ai as palas)

    Quem forçou a retirada dos livros foram os media não a CIG.

    E, pegar neste assunto de treta e dizer que a geringonça acabou… é o grau zero da inteligência.

    Alguns cronistas do aventar parecem apostados em retirar ao mesmo o estatuto de lufada de ar fresco que durante muito tempo teve.

    E devido a muita trampa que tenho lido por aqui em breve cortarei o aventar da minha lista de leituras. Gosto de ler pontos de vista da direita, até para os rebater, mas tem que ter um certo nível, senão nem apetece rebater, apenas insultar.

    Ser de direita (ou de esquerda) não obriga a ser assim. E, se são questões de eleições, tachos, mostrar serviço ao patrão, etc, tem que ser muito mais subtil.

    • ferpin says:

      E acrescento, vi o artigo no FB, mas comento aqui porque se comentar no FB os meus amigos ficam a saber que leio porcarias destas.
      Quando lia coisas giras no aventar partilhava aos amigos, quando lia coisas que discordava mas não eram um insulto à inteligência comentava no FB, assim os amigos liam o artigo e podiam concordar, rebater,etc.
      Quando leio indigências, nem pensar.
      E, reparo que nos últimos tempos quase só comento aqui.

      • Bruno Santos says:

        Caro leitor, se achar por bem, deixe de ler o que escrevo. Mas não perca os seus amigos. A Amizade é das coisas mais importantes que temos. Conserve-a bem.

        • ZE LOPES says:

          Lá vai mais um fadinho:

          Bruno, se achares por bem…
          Deixo de ler o que escreves,
          Porque sou um grande amigo,
          Do Abominável Homem das Neves!

          Plim, plim, plim, plim,ó Bruno faz sim, sim!

    • Nefertiti says:

      O que Araújo Pereira fez foi uma palhaçada destituída de rigor e com a falta de graça que se lhe tornou habitual. É irem ler o texto do Público que RAP comentou e ver se de facto bate com o que ele disse acerca do texto. Não bate em vários pontos. Cada vez pior.

  2. Rui Naldinho says:

    Bruno, Bruno….!
    Meu caro, a Silly season está no fim. Acorde!
    Hoje já é Setembro, Bruno!

  3. MJoão says:

    Há por estes lados uns ventos bafientos ou é de mim ? Já não bastavam todos os pasquins .

  4. Paulo Marques says:

    Ninguém se mete com o macho ibérico! É que o Bruno é muito macho e não deixa que duvidem.

  5. Luís Lavoura says:

    Tudo o que a Mariana disse está correto, exceto a última frase. É que a Porto Editora continua com toda a liberdade de editar os livros que quiser. Nada a força a obedecer às recomendações da CIG. A Porto Editora permanece com total liberdade de exercer o seu sexismo.

  6. joão lopes says:

    a mulher deu uma opinião…e nas redes sociais ,entre fascista e promessas de a pendurarem numa oliveira,há de tudo.optimo,porque as redes sociais são uma boa ideia,mas neste momento o melhor é ,por exemplo, os jornais fecharem as caixas de comentarios…porque assim,não há conversa possivel.e é triste….

    • Bruno Santos says:

      Esta está aberta.

      • joão lopes says:

        ainda bem.pergunto:será possivel as pessoas começarem a conversar umas com as outras? ou uma simples conversa,qualquer dia tambem já é uma utopia? com caraças,quando não havia internet as pessoas até ouviam…musica,imagine-se.agora,é uma autentica fogueira de vaidades bacocas.

    • ZE LOPES says:

      SE este comentário fosse redigido em Português era colossal!

  7. A.Silva says:

    Ahahahahahahah…, mas quem é o Bruno Santos para editar tais decretos??

    Ó homem e a liberdade? Então e os outros membros da “geringonça” não têm uma palavra a dizer?

    Ahahahahah!

  8. JgMenos says:

    Já a PIDE dizia: o pensamento é livre, exprimi-lo (exercê-lo) é que era proibido.

  9. ganda nóia says:

    continua a fossa do bruno e continuam as suas mentiras e ficções. o josé manuel fernandes não escreveria melhor.

  10. ganda nóia says:

    os pidescos a acusar de pidescos quem luta pela liberdade.

    • JgMenos says:

      O Bloco luta pela liberdade de oprimir os inimigos de classe.
      Diz que sendo eles opressores devem ser oprimidos.
      A seguir tratariam de oprimir os oprimidos de hoje por um qualquer bem maior, seguramente uma qualquer justa luta contra isto e aquilo.
      E de opressão em opressão chegariam rapidamente ao totalitarismo que é de norma na canalha comuna.

  11. Penso que isto pretendia ser um comentário épico e grandioso sobre a Liberdade… é um artigo pífio de um boletim de garotos pretensiosos … francamente, Bruno Santos, que raio de disparate é este ?
    Mesmo sob um ponto de vista formal e constitucional é indefensável, o Bloco nem faz parte do Governo….

  12. Venho, em nome da malta da Jota, convidá-lo para das uma aula na nossa Universidade de Verão sobre a LIBERDADE e o fim do governo de esquerda por causa desse escândalo dos labirintos cor-de-rosa.

  13. Paulo Marques says:

    O mais estúpido é que considera isto mais grave do que o plano do PS de privatizar a SS, ou de descer a TSU, ou de mais umas PPP…

  14. JgMenos says:

    O incómodo é geral!
    A indignação sincera!
    Acontece,
    a quem está habituado a que lhes tomem as palavras sem atentar no que significam.
    a quem está habituado a manipular as palavras de outros para que não os signifiquem.

  15. ZE LOPES says:

    “a quem está habituado a manipular as palavras de outros para que não os signifiquem”.

    Lindo, lindo, lindo, lindo, mjuito lindo, lindo, lindo muito, muito, lindo, e assim Menos…

    Ámen….

  16. Nefertiti says:
    • JgMenos says:

      Confere.
      Se é afascistado não fica longe de acomunado no que respeita a liberdades e a totalitarismos.

  17. Antonio Vaz says:

    “Foi bom enquanto durou, mas a Geringonça acaba aqui. Na fronteira da Liberdade.”
    Inicialmente até julguei que era apenas um mote-sugestão para o próximo “bestseller” do JRS, o “crânio” que após ter lido todas e, mais algumas biografias de Hitler, Mussolini, e seus pares ideologicamente afins, declaradamente ou não, fascistas, resolveu à la Dan Brown, o insondável mistério,que preocupava (incomodava?) todas as muitas actuais almas demo-liberais que não suportavam ver o (incontestável, históricamente falando) facto de o nazi-fascismo estar associado a um patrocionado anti-comunismo por parte deles: sim, “o fascismo tem mesmo origem no marxismo!”
    Mas a “coisa” torna-se mais complicada para o autor do comentário inicial que, evidentemente, não tem o “arcaboiço intelectual” do JRS no que toca a montar teorias de conspiração (não leve a mal o que escrevi… acredite que, da minha parte, até é um quase-elogio!) É que todo ele não tem qualquer base de sustentação, factual ou lógica; as afirmações da Mariana não são auto-explanatórias das conclusões a que V. chega e, não vi qualquer outro argumento, para além das dclarações dela, a sustentar as suas conclusões de que 1. “a Geringonça acaba aqui”…. e 2. a de que essa sua eloquente descoberta tenha como base uma suposta “Na fronteira da Liberdade” (em que o “l” inicial transmite uma simbologia nobre ao vocábulo que apenas encontra paralelo em dignidade no “g” de “Geringonça”!

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