A Ponte Luís I


 

A Ponte Luís I é um dos mais importantes monumentos partilhados pelas cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. Todos os dias é atravessada por milhares de pessoas. A sua história estará para sempre ligada a estas duas cidades e o seu contributo para o sucesso presente da economia do turismo parece ser inegável. E sendo esse sucesso tão grande, resultando dele tanto lucro para agentes privados, que exploram o que é de todos, e agentes públicos, aos quais cabe cobrar os respectivos impostos e preservar o que a todos pertence, não é fácil de compreender o estado de degradação a que chegou uma tão importante Obra de Arte.

É possível que o evidente desleixo expresso nas fotografias que ilustram este texto, e que retratam o seu estado actual, não signifique que a Ponte Luís I sofra de degradação estrutural em resultado do uso intenso que está a ter e da negligência a que parece estar a ser votada. Seria, todavia, imperdoável que discursos pungentes tivessem que vir a ser solenemente proferidos, assegurando que “foi feito tudo o que era possível fazer-se”, no intervalo de abraços televisionados, entre telefonemas para números de valor acrescentado e concertos para recolha de fundos destinados ao poço sem fundo da misericórdia.

Comments

  1. tekapa23 says:

    Não será ‘Ponte D. Luís I’ ?

  2. Se estamos a considerar o nome da ponte o que está à entrada, então é Luiz I. E, sem stress, a ponte não cai, e o “potencial” desleixo até dá um toque mais rústico. O problema é que nesta era da austeridade expansionista uma reparação e renovação de uma ponte deste tipo é cara. É metálica numa mundo onde reciclar metal dá muito dinheiro, e o tipo de construção metálica já não é comum, até a tinta de zincoé cara. Agora é tudo em cimento, considerado bonito e momumental como a ponte de Santa Clara em Coimbra, mas mais fácil de construir e reparar.

  3. e a D. Maria ? É pra ficar até que a corrosão a derrube ?

    • Sem stress, é por isso que tem aquela maravilhosa. Não deverá acontecer o que aconteceu ao convento de Santa Clar a Velha em Coimbra, as freiras foram enganadas, deram-lhes um terreno alagadiço e depois não quiseram saber.

  4. Com tanto gajo a polir esquinas, porque não dar trabalho a reparar as pontes.
    Agora os gajos dos contratos ficam nos escritórios com o colhõ** bem afagados e ninguém pinta e repara as pontes.
    Só há gajos da letra…

    • Reparar e manter estas pontes é para especialistas, não boys e girls com formação superior nas universidades de Verão. E como especialistas custam dinheiro, e gastar dinheiro é contra o mantra da austeridade expansionista de fazer mais com menos, ou seja, omeleets sem ovos, é complicado.

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