A Câmara de Gaia e a Maçonaria


Uma longa história que, certamente, valerá a pena revisitar um dia. Com calma.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    A globalização trouxe-nos coisas extraordinárias…
    Uma delas é a liberalização dos conceitos que, sinceramente me baralham.
    Estou presentemente na China e vou assistindo a um Congresso do PC Chinês que tem duas faces completamente contraditórias e que, confesso com toda a honestidade, não consigo entender.
    No Canal 1 – vamos chamar-lhe assim – podemos ver as salas onde o auto-proclamado Partido Comunista Chinês desenrola os seus trabalhos. E aqui notamos aquelas posturas hirtas e rostos fechados que nos trazem à memória coisas do passado.
    Se mudo de canal, dou de caras com uma China mergulhada numa guerra dos mercados e constato que a prática da sociedade chinesa em nada se distingue da americana – diria mesmo que na prática financeira, os chineses são mais americanos que os próprios americanos.
    Ao dia de hoje é evidente que a filosofia dita comunista pratica uma via capitalista, do mais liberal que se pode imaginar.
    Como há por aí os teóricos que passam a vida a referir que os extremos se tocam e provavelmente terão aqui um ponto interessante de análise.
    Mas que tem isto a ver com o tema que o caro Bruno Santos aqui coloca?
    Ora bem, eu diria que a maçonaria de hoje está um pouco como o PC Chinês ou seja, tem uma filosofia que a prática desvirtuou completamente, transformando uma casa que era digna de todo o respeito – a Maçonaria – num perfeito bordel onde os negócios, os compadrios e os “investimentos” a curto prazo, são a ordem do dia.
    E estou completamente de acordo com o articulista. A história que envolve a Maçonaria e os interesses instalados merece honras de “case study”, tal como o PC Chinês e a política financeira que pratica.
    A globalização tem, de facto, coisas extraordinárias.
    Pena é que, na maior parte das vezes, se copia muito rapidamente o facilitismo e os maus exemplos…
    Um coisa é clara: se os liberais convictos como Passos Coelho, Cavaco Silva e Maria Luís Albuquerque – só para citar alguns a que junto o Presidente da Câmara de Gaia, só para acompanhar o Bruno Santos – viessem para a China seguramente que se poderiam filiar no Partido Comunista Chinês, porque os seus conceitos financeiros, na prática, não andam muito longe e até lhes podiam dar umas dicas para avançarem mais depressa.
    E agora que o PSD se reclama de “esquerda”, isso seria a cereja no topo do bolo…

    • Bruno Santos says:

      Absolutamente. A questão relativa ao PC Chinês é muito interessante e talvez surpreendente para quem estiver menos atento a essa realidade.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Já agora, uma achega.
        Este Congresso Chinês tem um nome interessante “China Forward”. Exactamente assim, em inglês e tudo (curiosamente num País onde muito pouca gente fala inglês).
        Ora, quando me lembro do dístico da PàF, não posso deixar de esboçar um sorriso.
        Será que os nossos amigos chineses se inspiraram no novo Educador do Proletariado, Passos Coelho, para gerar uma palavra de ordem?
        Eles tão longe e simultaneamente tão perto …

        • Bruno Santos says:

          Não me parece 🙂
          A República Popular da China tem uma estratégia à escala global. Portugal foi, e penso que ainda é, um “parceiro estratégico” importante.

  2. Pois, a China é uma grande democracia…
    Dominar à escala global?! Sim muitas nações aspiram a isso.
    O poder é uma excitação…

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