Arte de Furtar


Ao fim de uma longa maratona-sprint de onze horas para presidente ver, o Conselho de Ministros do Governo de Portugal, SARL, subtraído já dos membros que, exaustos, tiveram que ser retirados pelos bombeiros, de helicóptero, para um SPA em Chamonix, decidiu que é preciso despejar quatrocentos milhões de euros nas zonas ardidas.

O PSD veio imediatamente prestar a sua solidariedade e concordância com tão generoso bodo.

O PCP pergunta de onde vem o dinheiro.

O português médio, com a quarta classe antiga, deve levar desde já as mãos à carteira e tentar descobrir se as notas já começaram a escorrer, identificando aqueles que afiam o dente e vertem baba.

Começou a gatunagem.

Comments

  1. JgMenos says:

    Desejaria que viesse do bodo anunciado dos privilegiados da função pública, mas suspeito que o geringonço-mor vai descobrir um qualquer outro meio de esfolar o pagode.

    • Rui Naldinho says:

      Se o pagode forem todos do teu clube, até eu alinho na esfoladela. Queres que comece por onde, ó Menos?
      Afinal, os maiores beneficiários dos incêndios são os teus amigos, os donos das celuloses.
      Como o meu negócio é vender lenha de carvalho ou azinho, e ninguém a quer queimada, não usufruo nada com os incêndios.

    • Paulo Marques says:

      O Menos prefere despedir o resto das pessoas que mantêm as coisas a funcionar (mal, porque não há gente nem dinheiro) e ter catástrofes também nas pontes, transportes e por aí, ou só fazer essas pessoas se vão embora? É que quem tem mais qualidade e podia já saiu da FP para fora do país nos últimos 10 anos, que não estava para ganhar uma miséria.

  2. O PSD veio solidarizar-se , claro quem não se solidariza com a desgraça ?
    O PCP vê mais uma oportunidade de aumentar a coersividade fiscal sobre a propriedade privada, que tanto luta por acabar.

    O BE vai propor horário de 50 horas para os privados revertendo essas horas de trabalho a favor das zonas afectadas.

    Rui Silva

  3. Sim, perante a sucessão de todos estes fenómenos políticos os 400 milhões já “arderam também de forma legal”.
    Não é atirar dinheiro para cima do problema que ele desaparece.
    Gostaria que alguém pensasse nos problemas que são factores desencadeadores de ignições florestais e na função das populações nas acções de promoção da floresta, prevenção e combate aos incêndios e lógico os apoios a estas acções que ainda não vi.
    “Dá-se dinheiro” a quêm?! Estranho!

    • joão lopes says:

      agora que descobriram o interior portugues,é aproveitar para descobrirem o interior do mar portugues ,e dizer:BYE BYE SARDINHAS(proximo escandalo,como se sabe)

  4. Algum já foi para os hospitais em Coimbra, como se fosse uma região injustiçada e martirizada pelos incêndios. Quem sempre mamou vai mamar, quem nunca mamou vai continuar desse modo. E a boyzada e cacicada começa a fazer contas do que vai ganhar…

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