Refeições Escolares


Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, esteve hoje numa escola de Vila Nova de Gaia, defendendo o regresso da cozinha escolar ao poder das cozinheiras e dos cozinheiros, afastando para tal as empresas que prestam esse (péssimo) serviço por valores absolutamente milionários.

Totalmente de acordo.
Mais. Investigue-se.

Comments

  1. ZE LOPES says:

    Ora, aqui está mais uma prova que a iniciativa privada e tal, gere muito melhor e tal que o Estado esquerdalho e esbanjador e tal, corrupto e tal, que não sabe gerir e tal e custa muito ao contribuinte e tal, e os funcionários públicos não trabalham e tal, porque aquilo não é deles e tal.

    Claro que já se sabe a resposta: se têm posto no Caderno de Encargos que as refeições eram para serem comidas…

    Agora mais a sério: conheço uma escola que quis abrir o 5º ano de escolaridade. Acorreram imediatamente duas dezenas de pais a inscrever os filhos porque, além do mais, a comida era feita lá e era de qualidade! (Como sabiam? Porque os miúdos, na sua maioria, já lá comiam, frequentavam uma primária próxima)…

  2. Totalmente de acordo. Mas mais, onde andam os elementos dos conselhos directivos escolares que deveriam fiscalizar todos os dias em que condições chegam as refeições ás suas escolas. Se não o fazem, são incompetentes, rua com eles!

  3. joão lopes says:

    por acaso,até os bombeiros dos grandes incendios,tiveram direito a essas “refeições”,nem sei como é que a direita extrema não se indignou com isso,mas como é “iniciativa privada” benzida pelo novo testamento…comam,comam filhos e vão ao dentista privado arranjar os dentes podres de tanto veneno alimentar(de preferencia com seguro incluido).

  4. Rui Naldinho says:

    O negócio do catering, não só as cantinas escolares, mas também os lares da terceira idade, ou até os hospitais, está a tornar-se num verdadeiro calvário para as nossas crianças e para os mais débeis e maduros, nesta vida que nos há-de levar a todos.
    Se doentes podem ser despachados dos hospitais logo que recomecem a mancar, ou quando a costura deixar de sangrar, os outros, crianças e os mais idosos, não podem esperar nada de bom, a não ser o martírio da cantina, ou na melhor das hipóteses, o purgatório da lancheira.
    Ou seja, os mais vulneráveis ficam à mercê destes negócios manhosos, sem qualquer qualidade, mas acima de tudo de fiscalização duvidosa.
    É óbvio que as instituições põe-se a jeito, pois colocam como preço base nos concursos, valores irrisórios, mais adequado ao fornecimento unitário de rações para animais. É vergonhoso olhar para um caderno de encargos, e ver muita parra e pouca uva. É só legislação para nunca ser cumprida.
    O Estado já foi gente séria. Mas à medida que os anos passam vai ficando pior que a trapaça.
    Qual a razão para não se colocar uma equipa de dietistas do Ministério da Saúde ou de uma Universidade, com o Ministério da Educação, por exemplo, estipulando um conjunto de dietas diárias, com um preço base obrigatório para cada uma delas, valor esse, abaixo do qual nenhum concorrente ou fornecedor pode vender, para não impingir “gato por lebre”?
    Esse valor será o de mercado, revisto de ano a ano, pelas entidades competentes.
    E qual a razão para os inquéritos e as queixas de alunos, professores e Associações de País, irem para o saco do lixo, sem que o ME tenha mínima noção da receptividade dessas ementas por parte dis alunos, as atuais, numa escola?
    Vivemos com a paranóia do deficit, percebe-se. Mas assim é difícil alguem ter uma “ração” melhor do que esta.

  5. Totalmente de acordo. Mas mais, onde andam os elementos dos conselhos directivos escolares que deveriam fiscalizar todos os dias em que condições chegam as refeições ás suas escolas. Se não o fazem, são incompetentes, rua com eles! E é claro que cancelaria o contrato com essa empresa de serviços alimentares.

    • joão lopes says:

      tudo mas tudo é outsourcing neste país,esse é o problema(alias,para o outsourcing correr bem,até convem que o estado tenha mesmo muita burocracia…e depois dá nisto)

      • ZE LOPES says:

        Muito bem, João (também!) LOPES! É preciso muita burocracia para fiscalizar o “out”, “outs” “outssor”…os PRIVADOS!

        Aliás, isso já foi muito referido a propósito das PPP na saúde:. no tempo do Sócrates (allô, allô! Não tenho nada a ver com tal personagem, inclusivamente em termos partidários, porque nunca tive neda a ver com o PS! – Desculpem mas, agora temos sempre que fazer isto!), alguns contratos foram ao ar porque o sistema de auditoria custaria mais que a “poupança” da PPP!

        A não ser que, coisa e tal, os privados sejam fiscalizados, coisa e tal, por privados, coisa e tal, depois de assinarem um compromisso, coisa e tal, e serem fiscalizados, coisa e tal, em auditorias rigorosas, coisa e tal conduzidas por empresas de auditoria, coisa e tal, independentes e assim, coisa e tal!

    • Bruno Santos says:

      Caro leitor,
      envio-lhe a ligação para o contrato de 12 milhões de euros – repito, 12 Milhões de Euros – firmado em 2015 entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia – cujo executivo o leitor conhece muito bem – e uma empresa prestadora desses serviços. Quem tem a obrigação de fiscalizar o cumprimento de um contrato tão faraónico não são os “conselhos directivos”, mas quem o assina e paga.
      A cidadania passa, em primeiro lugar, pela honestidade.

      Contrato:
      http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/131340

      • Rui Naldinho says:

        Caro Bruno.
        Ainda bem que V. Exa teve o bom senso de colocar esse contrato, em anexo, um dos muitos que eu proprio conheço, sejam com a Gertal, a Eurest, a Itaú ou outra empresa qualquer, do ramo.
        Não é a empresa que aqui está neste momento em causa. Ainda que possamos também ir por esse lado.
        Diz o contrato na terceira ou quarta página que será fornecida refeição por um preço de 1,82€ , acrescido do IVA, mas o imposto pouco interessa, que em abono da verdade vai para o Estado.
        Alguém acha possível dar de comer a uma criança, ou a um idoso, uma alimentação adequada, rica em proteínas, uns porque crescem, outros porque mingam, por um valor inferior a 2,0€?
        Sim podemos dizer que mais à frente, há uma parte fixa de custos com pessoal, variável em função do número de alunos.
        E daí?
        Ponham o cãozinho num canil privado, quando vão de férias no Verão, e logo veem quanto vis custa uma refeição para o cachorro.
        Não. Não nos façam de parvos.
        Somos gente humilde, mas não somos tolos!

  6. helena ramos says:

    os objetivos de uma empresa são sempre diferentes dos das escolas – uma cantina que alimenta os seus alunos pretende alimentá.los e proporcionar com qualidade, muitas vezes, a única refeição do dia. Não pretende luxo. Pretende provir a custo razoável, aquilo que os nossos impostos já pagam. As empresas que elaboram refeições almejam o lucro, e tanto se lhes faz como não se as refeições acabam no lixo por não se poderem comer… eu, professora, almocei em cantina / refeitório. E sendo de boa boca, fui comendo até que se tornou uma tortura levar à boca a água chilra a que chamavam sopa, a papa que era suposto ser puré, os filetes de espinhas, a carne que não havia e os ossos do frango!!!
    Por várias vezes alertamos os CD que se dirigiam ao refeitório e provavam o que para eles era preparado… enfim… desisti!!! levo a marmita de casa!

    • joão lopes says:

      existem responsabilidades perante uma sociedade,de qualquer empresa,mas se estas visam apenas e só o lucro,e nada mais,então estão a cavar a sua propria supultura(ver caso das extração mineira na Amazonia que teve impacto no mundo inteiro ,aquela zona está destruida por muitos anos)

  7. Ana A. says:

    Sem pretender menorizar o assunto em questão, pois acho-o da maior relevância e que deve ser tratado por todos os cidadãos e obrigar o governo a agir.
    Mas como dizia, gostava que estas contas, mais que justas, fossem também feitas para os salários mínimos e todas as pensões de reforma de valores vergonhosos, ou seja, como acham os responsáveis deste país que as famílias mais vulneráveis pagam: a renda, a alimentação, a electricidade/gás, o vestuário, os medicamentos…
    Bem, esqueci-me por momentos que sempre nos podemos pôr na fila para a sopa dos pobres, e em caso de desemprego de longa duração, talvez se consiga pernoitar nalgum Albergue!

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  1. […] junto-me ao Bruno e louvo Catarina […]

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