Presidente veta lei do financiamento dos partidos

O Presidente da República devolveu à Assembleia da República o Decreto 177/XIII, conhecido por Lei do financiamento dos partidos, “com base na ausência de fundamentação publicamente escrutinável”. Isto quer dizer que o processo legislativo que produziu este Decreto não foi, no entender do Presidente da República, transparente nem, por essa via, democrático.

O veto, e a respectiva fundamentação, do Presidente da República representam o sentimento de uma grande parte – para não dizer esmagadora maioria – da população portuguesa e é uma vergonha para os partidos envolvidos nesta tentativa de fraude legislativa .

 

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    De acordo, mas corrijo se me permite.
    O CDS é cúmplice no referido processo, já que participou em todas as reuniões e só no fim veio dar aquele ar de “virgem pura”, bem à sua maneira, mas que já não engana ninguém.
    Eu corrigiria pois para TODOS os partidos foram cúmplices nesta mascarada que, em boa hora o presidente vetou.
    Uma coisa é certa e desde já declaro a minha intenção de voto: nestes crápulas, seja qual for o partido, nunca mais votarei. Comparecerei como manda o meu dever cívico, mas terei todo o gosto de escrever no papel de voto o que penso dessa escumalha.

    • Bruno Santos says:

      É muito provável que tenha razão, até porque outra coisa não é de esperar do CDS. Infelizmente, uma vez que não há actas das reuniões, nem as propostas estão identificadas pelos respectivos proponentes, não podemos saber quem fez o quê. Apenas quem votou o quê.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Do que eu conheço, só ouvi o CDS depois e nunca antes ou durante. Não havendo actas das reuniões a verdade é que tudo isto levanta suspeitas para quem analisa os factos.
        Dois e dois, são quatro, embora para os políticos possa ser 22 e para Camilo quando se referia à gente do Porto (por outros motivos) fossem 5 🙂


  2. “O veto, e a respectiva fundamentação, do Presidente da República representam o sentimento de uma grande parte – para não dizer esmagadora maioria – da população portuguesa …”
    pois é, Presidente Marcelo, essas deveriam ter sido algumas das razões válidas e maiores para NÃO ter promulgado a votação do Ceta na AR !!
    só que nesse caso infelizmente e por sua culpa também, caro presidente,
    teríamos que corrigir a frase final para :
    o sentimento da esmagadora MINORIA da população portuguesa ! ( porque só mesmo uma minoria teve conhecimento e “sentimento” )

    Não esqueceremos nunca o seu alinhamento na altura, presidente Marcelo ! se calhar agora sem essa maldita hérnia ficou a raciocinar melhor ?? : )

    • Fernando Lacerda says:

      Isabela, tem razão. Acontece, que cada um entende a coisa a seu jeito.São muito transparentes, não acha? Duranre anos, nunca se preocuparam com a falta de transparência deste processo de discussão.Pura coincidência, não acha?


  3. Ainda bem, como já aqui se tinha referido, que o Presidente pôs termo a esta salganhada, ou salgalhada, como preferirem. Obviamente, porque todos queriam obter algo sem que o cidadão, tomado por burro, viesse a tomar conhecimento do assunto. Uns para saldarem as suas contas, mas escondendo que esse seria o motivo; outros, caso CDS, porque queriam tirar dividendos do procedimento adoptado; outros, ainda, PCP e BE, porque mais interessados em estarem ligados ao poder, tudo farão para preservar essa situação.

  4. ganda nóia says:

    não houve fraude. houve opacidade, o que é diferente.


  5. MARCELO HÁ MUITO SABIA QUE DECORRIAM ESTAS REUNIÕES,FORAM CERCA DE 9 MESES.Porque não atuou???Sobre manhosos estamos falados

  6. A.Silva says:

    Os fascistas acham que um projecto de lei que foi aprovado pela esmagadora maioria dos partidos e recusado pelo cds e pan, não foi transparente…


    • A. Silva, Faz saudade!
      Nos idos de 1975 do século passado – quando a coisa estava quente – os comunistas do PCP utilizavam essa linguagem – à qual se respondia mais ou menos assim: os sociais-fascistas do PCP participaram na feitura da coisa (da tramóia) e assinaram; quando descobertos, incomodados com este facto – terem sidos descobertos – mas não com o facto em si, vêm dizer que afinal, tendo participado e assinado, até não concordavam com a coisa e só o fizeram para preservar a paz entre o grupo dos que governam e apoiam.
      Normalmente, no final rematava-se assim: morte aos sociais-fascistas do PCP! Como disse, faz saudade, mais não seja pela idade, que então tínhamos.

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