12 comentários em ““Abusos e corrupção” dos programas de vistos Gold”

  1. Obviamente. Não interessa de onde vem, porque o interesse está no arrecadar e aproveitar – melhor será, se em proveito próprio.
    Que interessa ao Ali-Babá a proveniência das riquezas que se vão acumulando na sua caverna, graças ao trabalho e empenho de toda a quadrilha? Nada. O que interessa é que as mesmas se acumulem e, obviamente, que não sejam apanhados. Mas o Ali, como bom chefe, zela para que isso não aconteça e faz um recrutamento criterioso dos elementos do seu grupo – são 40, mas não são sempre os mesmos 40. Aliás, à imagem e semelhança do que agora faz o sistema financeiro.
    Mas, vamos ao que ao caso português diz respeito, também os vistos gold.
    Por exemplo:
    – O Espírito Santo – sim, esse do BES – já com a corda na garganta, faz um último e derradeiro aumento de capital social no BES. Vende as acções ao preço da uva mijona, para incentivar a procura e vende tudo.
    Pergunta-se: que interessa isso ao governador do banco de Portugal e aos governantes? Nada. Interessa é que o banqueiro faça esta operação para sacar mais dinheiro aos que desconhecem a verdadeira situação do banco e do grupo BES, entrando assim milhões nos seus bolsos.
    – Zeinal e Granadeiro – também com o anterior e mais uns outros, entre os quais governantes da altura – fazem negócios e negociatas servindo-se do grupo PT, como aquilo fosse uma sua quinta; várias negociatas e milhares de milhões depois, com a conivência dos governos, o grupo desaparece do universo onde então predominava, com evidente prejuízo do País e de todos nós.
    Pergunta-se: que interessa isso aos governantes e aos reguladores? Nada. Interessa aos outros operadores, ao BES e aos gestores que arrecadaram os milhões.
    – No caso dos Vistos Gold. Alguma sumidade – certamente, não com 95% de esforço e 5% de imaginação, mas antes com 5% de esforço e 95% de outras razões, mormente as grandes oportunidades de ganhos – congeminou a coisa e, dito e feito, vamos lá a isto.
    Pergunta-se: que interessa isto a todos nós, que já cá estamos e que cada vez somos menos? Nada. Interessa, sim, às imobiliárias, aos que estão metidos na negociata e fundamentalmente àqueles que desta forma – venha o dinheiro de onde vier – se deparam com um país que mediante pagamento, os aceita de pernas abertas – escancaradas, qual prostituta velha e cheia de reumático. Também, pelo interesse que a coisa desperta aos que – colocados em lugares certos – vêem ali oportunidades de negócio. Tal como se viu.

  2. Obrigada pela informação, Bento Caeiro. E os cidadãos, interessam-se? Parece-me que o tema não causa grande mossa… mas pode ser que não me aperceba.

  3. Eu diria que ainda vão havendo uns poucos de cidadãos que sentem comichões ou mesmo ataques de urticária pelo descaramento e pela impunidade com que estas e outras tropelias se fazem…

    Mas como se pode observar pelo número de comentários aos artigos mais recentes… Importante é discutir o Circo, pelo menos enquanto ainda forem havendo umas migalhinhas de Pão!

    Vistos quê? PT quem? E o escândalo dos vouchers!? ‘Bora lá que ainda há muita pedra para irmos mandando uns aos outros enquanto o Ali e “sus muchachos” se vão rindo nas nossas caras!

    1. Também diria isso. Parece que, por um monte de razões – entre as quais a falta de pachorra e de perspectiva de sucesso – é impossível articular protestos cívicos eficazes.
      Resta o voto de protesto? É por isso que os populistas de extrema-direita andam a ganhar votos em grande estilo pela Europa fora?

      1. E eu diria ainda mais, afastando-me do tópico original…

        Porque uma das minhas comichões crónicas, sustentada em vários acontecimentos mais ou menos recentes, é a constatação de que sempre que um protesto cívico ameaça ser eficaz (por outras palavras – começa a ganhar uma dimensão que chegue perto de atingir massa crítica), depressa o Sr. Ali trata de que o seu bando faça o protesto murchar…

        É que a malta do bando sabe matar pulgas das mais variadas formas. Juntando-se, estas, umas às outras, num instantinho se rotulam protestantes de vândalos ou de terroristas como se viu com o movimento Occupy, em Wall Street. Se o rótulo não colar, não precisam de mais cuspo – há sempre (e se faltar, “compra-se”) um grupelho pronto a minar a coisa por dentro com acções provocatórias e sobretudo fracturantes da unidade da causa e, se ainda não vai nem racha, está o pretexto montado para que se carregue na malta com brutidade até que desmobilizem…

        Outro bom exemplo, bem mais recente, o dos protestos à reunião anual do Sr. Ali com a sua trupe (Bilderberg), no ano passado…

        Resumindo, se os poucos que se desfoquem do Circo, por tal seja a urticária, se começam a organizar e “tal”, a receita para os cozinhar está mais que apurada e é daquelas que na revista aparecem como “fácil, económica, rápida”!…


        Bem, antes que a desproporção entre comentários a uns temas e outros façam soar as campaínhas no SIS, deixa-me lá mas é ir botar faladura em barda sobre a podridão que grassa no Circo, que isto dos V̶i̶s̶t̶o̶s̶ Vouchers é uma escandaleira!!!

      2. A principal razão pela qual não se interessam é terem assegurados os produtos pelos quais verdadeiramente se interessam – sendo o futebol o principal…

        1. Ui! Agora é que se levanta uma ventania danada!! Assim sopra-me para tão longe do tópico inicial, que já nem sei bem de onde vim!

          É que isso dos “verdadeiros interesses” já tem tempo que me traz a pensar nos bombardeamentos de propaganda (também política!) com que levamos sistemáticamente!… Consome isto! Desfruta aquilo! Vive aqueloutro! Baseia as tuas escolhas de consumo em emoções, que isto de usar a racionalidade crítica para decidir o que é mesmo importante para ti, é uma chatice para o Ali e para os seus!…

          Pois é! É que o Ali fez o trabalhinho de casa há já muito, e estudou bem estudadinhos os vários botões da psique humana e, vai daí, carrega neles como eu faço estas teclas escreverem o texto que eu quero!

          Perguntinha rectórica do dia: E tu, de que tribo és?…

          Obrigado pela polposa cereja, que assim se fazem as (boas) conversas!

    2. Não comento porque já comentei vezes que cheguem, e não me apetece repetir-me. Que existem para lavar dinheiro não devia surpreender ninguém.
      E a notícia nem sequer é nova, já tem meses.

      1. E, já agora, a questão do futebol tem pouco a ver com futebol… Ameaças à integridade física, tráfico de droga, agressões, suborno a vários orgãos do estado, apoio a homicídas, entidades de utilidade pública que não cumprem a utilidade pública, pagamentos a jornalistas e por aí adiante.

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