Aquela notícia bombástica e inesperada que marcou o congresso do CDS

Nuno Melo é o candidato às Europeias. Seo Dr. Jovem Conservador de Direita descobre, está o caldo entornado.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Para mim a leviandade maior deste partido de ressabiados – chamo-lhe leviandade para ser simpático – é o modo como se referem à esquerda “para lá do PS”, designando-a por esquerda radical, bem à moda dos tempos do pós-PREC.
    Em contraponto definem o seu próprio espaço político de várias formas, à escolha do freguês: são de direita para uns, centro para outros e claro, porque no meio está a virtude, de centro direita para outros.
    Radical é um termo que se não aplica à direita.
    Resta saber onde estão os apoiantes do Dr. Salazar e quejandos…
    Na minha óptica Nuno Melo é um verdadeiro radical de direita. Mas isto, na minha óptica, não tem mal nenhum.
    Eles é que têm vergonha… vamos lá perceber porquê.

    • Paulo Marques says:

      Os termos têm história por trás, e o CDS já deu mostras que preferia repeti-la a aprender com ela. A esquerda que é esquerda só pode ser radical, porque o poder nunca funcionou a favor das pessoas. A direita que é direita só pode ser reaccionária, pois o que faz é reagir de qualquer forma a qualquer tentativa de ter que partilhar os seus direitos e regalias.

    • ZE LOPES says:

      Aquela do “pacto com Belzebu”…Até o Belzebu é de esquerda! Deve ser consequência de algum ensinamento do tio cónego…Que, em matérias do Demo era, aliás, reputado especialista.

      O problema é que, quando se olha para a criatura…um gajo está a ouvi-lo a discursar e vê-se, no aspecto e no discurso, um puto de 13 anos da Juventude Centrista…

      Não sei com quem é, mas algum pacto deve haver…

  2. Ohnidlan Iur says:

    Para mim, a surpresa deste Congresso foi a forma como Nadia Piazza se deixou instrumentalizar pela direita, após o seu infortúnio. Aquando da célebre Ceia de Natal das vítimas de Pedrogão com o Presidente da República, fiquei logo a perceber que esta senhora, movida pela sua dor profunda, se estava a deixar instrumentalizar pelo ódio que a direita tem a quem não pensa como eles. Como se a desertificação do interior, a falta de meios, o mau ordenamento florestal, as fracas acessibilidades, fosse uma invenção da Geringonça e do PS em particular, e não um sucedâneo de asneiras com décadas de responsáveis diversos.
    Ela escolheu o caminho que quis, e tem toda a liberdade para o fazer. Ao governo compete responder aos problemas dos desafortunados, com eficácia, prontidão e rapidez, mas sem lhe dar qualquer hipótese de protagonismo. Essa é a melhor forma de tornar Nadia Piazza de novo, numa pessoa normal, sem que as sua dor e frustrações se tornem em armas de arremesso da direita.

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