Autarca de Gaia julgado por difamação

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e do Conselho Metropolitano do Porto, começou a ser julgado no Tribunal de Gaia, acusado pelo Ministério Público do crime de Difamação.

A notícia é da TVI.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Começo por dizer que não sou jurista.
    Mas li a publicação do autarca e não deixei de me incomodar com a linguagem pouco digna utilizada por um elemento da classe dirigente.
    Ser culto e educado, não é só ter graus académicos. É também ter valores onde entra aquela educação que só nos pode acompanhar se for alimentada desde o berço.
    Manifestamente, ainda que envolto em graus académicos cujo valor se não põe em causa, a linguagem utilizada só demonstra que há carências naquele dicionário.

    Não consigo separar quaisquer afirmações gravíssimas sobre pessoas, nomeadamente as que li e leio quase todos os dias, expressas nas redes sociais ou noutros locais,das citadas por um qualquer chefe de claque da bola, de megafone em punho dizendo todas as barbaridades possíveis e imaginárias, transformando aquilo que deveria ser um combate leal, num miserável combate verbal onde tudo é permitido.

    Nesta reportagem chocou-me ouvir duas coisas:
    1 – Alegar liberdade de expressão para escrever o que se escreveu, esquecendo que esta liberdade está intimamente ligada a uma responsabilidade que não vislumbro.
    2 – Mas a citação mais hipócrita é “…pelo respeito às pessoas, não as menciono”, que tem, pelo menos a vantagem de estar ligada à anterior no que à falta de responsabilidade respeita. Entendo que insultar sem mencionar ainda é pior e merece outro adjectivo.

    Este caso, tal como outros que aparecem discutidos nas redes sociais e na Imprensa, envolvendo a classe política, apenas demonstra ao comum cidadão que, há muitos anos, os elementos dessa mesma classe política se julgam acima de tudo e de todos e, muitas vezes, da própria lei, esquecendo-se que este amontoar de escândalos, apenas põe em causa a democracia, pela queda da primeira fundação que é a liderança.
    Parece claro que liderança, é algo que existe na classe política portuguesa, mas apenas como conceito. Prática, não a vejo e muito menos com exemplos destes.

    Penso ser chegada a altura da justiça exercer o seu poder de facto, defendendo um Estado de Direito e não uma anedótica quinta de Orwell onde há animais que se vêm mostrando mais iguais que outros.


  2. Sr. Bruno Santos,

    Queira aceitar a minha “comunhão” com o sentimento de injustiça e pela agressividade das palavras usadas pelo Presid. da C de Gaia.
    O facto de o levar à Justiça, merece a minha admiração como cidadão.
    Como escreveu o Sr. Ernesto Martins, no comentário anterior, possuir um grau académico deveria merecer maior responsabilidade numa comunidade, seja ela qual for.
    Sim a liberdade de expressão, não é libertinagem no uso da “expressão ao ponto no uso dessa liberdade rebaixar ou menosprezar um concidadão.
    Todavia, depois de ler este texto (ligação abaixo) sobre um evento na Madeira, penso que recente, fiquei intrigado.
    O direito de expressão permite dizer algo sobre as nossas mães do tipo “filho da puta”?
    Só o termo em si é chocante, porque traduz muito daquilo que é um valor estimável sobre a função das mulheres na sociedade.
    Queira aceitar o meu desejo de que o Sr Presid. seja condenado.
    http://portadaloja.blogspot.pt/

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