Centro Histórico de Gaia

Existirão Centros Históricos sem História?

Comments


  1. As histórias dos centros Históricos, contam-nos “sempre” as pequenas grandes histórias de quem por lá passou e “mandou”…Grandes ou pequenos Homens…

  2. Bento Caeiro says:

    Os ditos Centros são agora referidos Históricos porque, em tempos longínquos, constituíram o núcleo original e essencial da povoação. Certamente e como tal, carregados de história: por aquilo que são, mostram e pelo que representam. Muitos são conhecidos como a parte velha da aldeia, vila, cidade. Por uma questão de posicionamento, e muitos interesses – particulares e, mesmo, câmaras – é assim que a vêem e tomam. Privados, porque são zonas que passaram a ter interesse para novo tipo de construção e utilização; câmaras, porque aliadas àqueles interesses e também porque passarão a receber mais IMI. Até porque muita da degradação e estado de abandono a que chegaram os referidos centros deve-se à falta de interesse e da política levada a cabo pelas autarquias, que, de uma forma geral, promovem a nova construção nas periferias das povoações – tal como aconteceu em Lisboa e acontece, por esse país fora, na quase totalidade das povoações. Conheço dezenas de localidades que, tendo hoje menos de metade dos habitantes que tinham há quatro décadas, têm o dobro da área que tinham nessa altura, contudo as zonas antigas estão votadas ao abandono. Aliás, só assim conseguiram atingir aquela dimensão, mas somente em área.
    Por isso, obviamente, como não poderão existir Centros Históricos sem História e é preciso que sejam apenas e tão somente a “parte velha” têm de ser despojadas – pela degradação – da sua parte histórica. Passando desta forma e modo, pelo estado a que as deixaram chegar, a ser objecto de aniquilação total. Está encerrado o círculo: de zona original até final e novamente o recomeço; agora, porque já despojado de história, ávido de recomeço. Assim o exige o cidadão – revoltado pelos incómodos provocados pelo estado das habitações e outras construções – e certos e determinados interesses, com a boa vontade das autarquias, vão aproveitar.

  3. Luís Lavoura says:

    Por que é que o Bruno se interessa tanto com aqueles armazéns velhos? Para que raio hão de eles estar ali a atravancar o centro, onde a terra é tão cara?
    O que interessa em Gaia atualmente é a Ribeira, que está a abarrotar de turistas e tem das mais esplendorosas vistas do país. E os turistas gostariam de ter hotéis onde se alojar ali onde estão aqueles armazéns velhos. E gostariam de ter lojas bonitas, quiçá um casino, outras diversões; os armazéns velhos e meio podres não lhes servem para nada.

    • Bento Caeiro says:

      “Muitos são conhecidos como a parte velha da aldeia, vila, cidade. Por uma questão de posicionamento, e muitos interesses – particulares e, mesmo, câmaras – é assim que a vêem e tomam.”

      Com vês, Bruno, entre os quais está o Luís Lavoura. Para quem o ideal de desenvolvimento do País é transformá-lo numa estância de férias.

    • Paulo Marques says:

      E os estrangeiros vêm cá para ver os incêndios? É que o resto podem ir para outro lado qualquer.

      • Paulo Marques says:

        E ainda passam a ter acesso a transportes públicos e estradas que não estejam a abarrotar.


  4. Realmente agora que olho para aquilo… dá para entender que a única solução é deitar tudo abaixo, esperar que cresça uma Floresta… esperar que arda (porque derrubar árvores para construir não é sustentável… espera, isto aplica-se apenas aos países com esperanças de virem a ser “desenvolvidos”)… esperar que arda é opção! Se demorar muito então corta-se a Floresta e constrói-se de novo… deixa-se passar uns séculos… as construções tornam-se estória da carochinha… atraem uns milhares de animais boçais… VIVA O TURISMO… começam a destruir alguns edifícios “estóricos” para construir alojamento para boçal turista tirar 4D selfies… e deita-se tudo abaixo!

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