“Cenário de guerra” no hospital de Gaia

A 20 de Outubro de 2016, o Jornal de Notícias garantia que as obras do Hospital de Gaia iriam finalmente avançar. Na mesma notícia ficava a saber-se, pela voz do presidente da Câmara, que essas obras não apenas iriam avançar, como já estariam em curso “em meados do próximo ano”, ou seja, Junho do ano passado. Vítor Rodrigues garantia um co-financiamento municipal de 3 milhões de euros para uma obra que, três anos antes, tinha prometido, no seu programa eleitoral, como a reivindicação de “um novo Hospital público para Gaia”.

Não havendo um novo Hospital Público para o terceiro município do país, teria a população de contentar-se com remendos de 16 milhões de euros, que ficaram, então, mais que prometidos e protocolados para meados do ano passado.

Hoje, às portas de Abril de 2018, cerca de um ano e meio depois da notícia do JN – seria fake news? -a Ordem dos Médicos descreve, no mesmo jornal, o centro Hospitalar de Gaia como um “cenário de guerra” que “atravessa todos os pisos do Hospital”. Fala em “macas por todo o corredor”, diz que “quase não se podia circular” e que “isto atravessa todos os serviços do Hospital”. O autarca, por seu lado, lança, como grande especialista no assunto, o alarme público, afirmando que nem sangue suficiente o hospital tem, problema que de imediato atacou na comunicação social, “para dar o exemplo”, indo doar uma quantidade generosa do seu próprio sangue ao respectivo serviço hospitalar – espera-se, obviamente, que ninguém venha a necessitar dele.

Quem mente?

 

Comments

  1. antero seguro says:

    Gaia, um sitio perigoso para adoecer.

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