Com a Saúde das pessoas não se brinca nem se faz demagogia

Suscita necessária e compreensível preocupação o facto de, em menos de 24 horas, a informação veiculada sobre o problema do Sarampo ter oscilado entre posições totalmente antagónicas assumidas pela Direcção-Geral de Saúde.

Se existe assunto cujo tratamento informativo exige inatacável credibilidade, quer pelo grau de apreensão susceptível de causar entre a população, quer por tratar-se, sem necessidade de explicar porquê, de um patamar básico da relação de confiança que tem que existir entre o cidadão e as instituições do Estado, esse assunto é a Saúde.

Acontece, porém, que Graça Freitas, Directora-Geral da Saúde, adiantou aos deputados portugueses, em audição pública, pedida pelo PCP e o PS, que “ainda não está escrito em lado nenhum”, mas acredita “que vai acontecer, porque há muita gente a estudar a necessidade de uma terceira dose da vacina contra o sarampo; está tudo a mudar e tudo isto é novo”.

E o Diário de Notícias acrescenta:

Não há um único estudo científico ou recomendação internacional que aponte para a necessidade de uma terceira dose [da vacina do sarampo]. No futuro, depois de muitos estudos e muita investigação, pode vir a ser necessária, mas agora não é“, explicou ao DN Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, que ontem foi questionada sobre este tema na Comissão da Saúde.”

O Jornal de Notícias remata:

“A directora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas, afastou ontem a possibilidade de se introduzir uma terceira dose da vacina do sarampo no Programa Nacional de Vacinação, apesar de o surto em curso estar maioritariamente a atingir pessoas vacinadas.”

Não há essa possibilidade, porque não há conhecimento científico que a indicie neste momento.”  – disse Graça Freitas.

Da “crença” na necessidade de uma terceira dose da vacina do Sarampo, até à negação total e peremptória dessa necessidade, já houve um pouco de tudo. Os últimos números sobre o “surto” de Sarampo são os seguintes:

  • 97 “casos”
  • 81% são Profissionais de Saúde
  • 84% estavam vacinados
  • 76% estavam vacinados com duas doses
  • 214 “casos” Negativos (falso alarme)
  • 0 (zero) crianças infectadas

Entretanto, um grande e reconhecido especialista em Saúde Pública, Epidemiologia e tratamento caseiro das hemorróidas (entre outras “cenas”) – o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia – anda a distribuir gratuitamente vacinas que nem sequer fazem parte do Plano Nacional de Vacinação, aproveitando para fazer a demonstração do que nos espera se a tal municipalização da Saúde for concretizada.

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    (Já não é novo, mas aí vai, porque, mais ou menos, se aplica.)

    Nos tempos em que as coisas aconteciam e tudo ficava pelo local – não tenho idéia que algum dos colegas da minha turma, de 40 alunos, tenha escapado à infecção – uma coisa garanto, não havia alarmismos; tudo era encarado de modo natural – assim: já tiveste sarampo? Não? Eu já; na minha sala fui o último. Também posso dizer, que ninguém morreu.
    Que temos agora? Papagaios enunciando que está tudo controlado, contundo os casos não cessam de aparecer, mas os papagaios não desistem e continuam a repetir-se até, obviamente, o surto ter um fim. Já vimos o filme da legionella e agora é com o sarampo. Outros mais acabarão por vir – tenhamos a certeza.
    É caso para perguntar se o papagaio apenas serve para atormentar os passageiros do navio, também a sua tripulação, porque não o mandar pela borda fora e assim deixar a tripulação trabalhar para preparar o navio para a borrasca, acalmando e tratando os seus passageiros?

  2. César Sousa says:

    Sr. Bruno Santos.Ponha-se a pau,pois o Eduardo parece já ter
    disponivel uma vacina à base de novichok,disfarçada de sarampo para o vacinar.Sugiro que leia bem o rótulo do frasquinho para não lhe acontecer o mesmo que ao coitado do Skripal,que tambem não fazia mal a uma mosca e ainda assim os malvados bolcheviques tiraram-lhe o piu.Depois queixe-se das homorroidas !
    Os meus cumprimentos e bom fim de semana.

    • Bruno Santos says:

      Caro Sr. César Sousa, registei o seu comentário e já o encaminhei para o local adequado.

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