Gaianima: queixa fora de prazo determina absolvição

Segundo dá conta o Jornal de Notícias, na sua edição impressa de 26 de Maio de 2018, a absolvição dos arguidos do caso Gaianima (Vila Nova de Gaia) da acusação do crime de infidelidade, deveu-se ao facto de o actual presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, ter exercido o “direito de queixa” fora do prazo legal. É, realmente, muito azar.

JN_26 de Maio de 2018

Recorde-se, aliás, que este processo conheceu alguns percalços bizarros, outros azares, designadamente uma inundação com água quente (!) – que, segundo científica fonte municipal, se encontrava à exacta temperatura de 80 graus -, que destruiu “grande parte da documentação que faz parte do processo”.

Paciência. Pode ser que da próxima haja mais sorte.

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    Na verdade, no mundo a que a justiça – por natureza, cegueta e mouca – já nos habituou, quando há intenção de nada fazer, acontecem sempre inesperados, mormente quando os factos apontam para a condenação. Certamente, se tal não acontecesse, a questão do prazo não seria evocada.
    Pelo que, assim sendo – havendo condenação e sendo alegado o fora de prazo da queixa – perguntar-se-á: porque razão a queixa foi aceite e apreciada; também, por que razão só nesta fase foi tomada a decisão sobre a validade da queixa?
    Por haver, como tudo indica, condenação?

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