Câmara de Gaia com queda brutal no Índice de Transparência Municipal

Fonte: Transparência e Integridade

Um dos grandes destaques do Índice de Transparência Municipal de 2017 é a brutal queda do município de Vila Nova de Gaia, que desceu 132 lugares no ranking nacional, ocupando nesta altura uma das últimas posições, mais exactamente o 254º lugar, num total de 308 municípios analisados.
O Índice de Transparência Municipal foi desenvolvido pela Transparência e Integridade, Associação Cívica, e permite aos cidadãos, segundo indica a associação, avaliar e aferir o grau de transparência de cada um dos municípios portugueses, através da análise da informação por eles prestada nos websites institucionais das Câmaras Municipais.
Todos os anos é publicado um ranking de municípios, como forma de “pressão social e incentivos para as autoridades locais melhorarem as suas ferramentas de comunicação e interacção com os cidadãos, com vista a uma governação mais aberta, responsável e participativa”.
Esta queda brutal da Câmara de Gaia, uma das maiores do país, no Índice de Transparência Municipal, é um sinal muito preocupante, tendo em conta não apenas os inflamados e radicais discursos a favor da descentralização, mas também um conjunto de notícias que vai justificando séria preocupação sobre o modo com a autarquia vem sendo gerida.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Os discursos visando a descentralização são bem conhecidos e, independentemente da justiça do conceito, são agarrados de uma forma oportunista, pretendendo mais chegar à idolatria do “vice-rei” que propriamente ao facto objectivo de servir as populações.

    Sobre estes “rankings”, o que eu penso é que eles reflectem o estado da “democracia” do país, já que independentemente dos resultados, as consequências da sua análise, são NULAS.

    E isto é que reflecte o pensamento desta gente que quer só e apenas o “poleiro” e que seria bom que o eleitor se não esquecesse na hora de votar, embora se saiba que a grande maioria dos votantes nacionais primam sempre por dois princípios:
    1 – Mudar é chato e dá trabalho.
    2 – A constante aplicação da teoria do “mal menor”.

    E enquanto assim for, por exemplo, as personalidades messiânicas (que o sr. presidente da república tanto teme, mas de que ele é um representante notável) e esses inflamados discursos sobre a “descentralização (eles também na busca de promoção de personalidades messiânicas), estarão sempre presentes entre nós.

    E termino: os “rankings de qualquer coisa” sem consequências objectivas e com capa de abertura e democracia, conduzem às personalidades messiânicas via populismo que a verborreia dos políticos tanto apregoa.
    Eles sabem do que falam e o que fazem. Abramos os olhos.

  2. Como esperado numa câmara que vai construir uma ponte apenas para desenvolver do ponto de vista imobiliário mais uma zona do concelho que se queria até com pouca construção. Enfim, a especulação imobiliária é uma droga pesada

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