A privatização do Infarmed

O “grupo de trabalho” criado para avaliar o impacto da mudança do Infarmed de Lisboa para o Porto produziu um relatório onde afirma, entre outras coisas, que se deve “contemplar em legislação excepcional compensações aos funcionários em deslocação ou alterar a natureza jurídica do Infarmed, de instituto público para entidade reguladora independente”.

Ou seja, se o Infarmed não vai para o Porto a bem, vai a mal:

– Privatiza-se.

Não seria este, afinal, o principal objectivo desta polémica?

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    Uma entidade reguladora independente não é nada de privado. É uma entidade pública mas independente e que, como tal, se rege por normas do direito privado. Exemplos: o Banco de Portugal, a CMVM, a ERSE, a ANACOM, etc.

  2. Bruno Santos says:

    Todas as entidades que nomeou são pessoas colectivas de direito público e não privado. Se disser que, apesar disso, a sua função é proteger interesses privados, estamos de acordo.


  3. gostei da parte da notícia que o risco maior era o dos trabalhadores não quererem mudar mas com os incentivos certos… Depreende-se que é dinheiro, o que significa que os portugueses compram-se facilmente, embora neste país mafioso e do respeitinho podem significar outras coisas….

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