Ética monárquica

Um membro da família real espanhola está a cumprir pena de prisão, depois de ter sido julgado e condenado pelos tribunais. Parece que esgotou os instrumentos legais que tinha para usar em sua defesa, não lhe tendo sido dada razão, facto que resultou no trânsito em julgado da sentença condenatória e na obrigatoriedade do respectivo cumprimento. Chama-se Estado de Direito.

Ao contrário do que parece, ou do que pode parecer a alguns, esta condenação vem fortalecer a Monarquia espanhola e a Autoridade do seu Rei em particular, pois é a demonstração de que ela se coloca sob a alçada da Lei e do Estado de Direito e não procura subvertê-los em nome de putativos privilégios de casta.

Se o comportamento do membro da família real não honra, pelos motivos óbvios, a Monarquia, o facto de esta acatar, sem manobras dilatórias ou subversivas, uma decisão judicial que obriga esse membro ao cumprimento de pena de prisão, vem colocar o Regime (Regis=Rei) num patamar de Autoridade, ética e política, a que poucas Repúblicas acedem. Estamos perante um exemplo de “Ética Monárquica” que talvez não fique a dever muito à “Ética Republicana” dos códigos de conduta ad hoc.

Comments


  1. …Espanha é outro país, caramba !

  2. Rui Naldinho says:

    Se o digníssimo ex Duque de Palma de Mallorca ressarcir financeiramente o Estado Espanhol e as potenciais vitimas dos seus actos lesivos, eu diria que estamos perante uma pena adequada, ainda que possa parecer simbólica. O importante é corrigir, e nunca transformar alguém num proscrito.
    Mas, se nada disso se passar e ficarmos apenas com o bom comportamento de Inaki, na prisão, este não ficará mais de dois anos no local que escolheu como residência, parece-me mais filme de propaganda do Regime. Até porque Inaki não é um Boubon. É Basco.
    Desta forma, a Fazenda do Reino de Espanha vai-se entretendo a caçar uns cobres aos craques da bola, obrigando-os a devolver, e bem, o que devem por lei, ao fisco.
    É óbvio que tudo isto se torna um pouco caricato, porque ninguém acredita que a esposa de Inaki Urdagarin, a Infanta Cristina de Bourbon, desconhecesse as argoladas em que o marido estava metido.

  3. Consuelo says:

    tal qual o Lulinha que também está e bem a cumprir pena de prisão assim como alguns dos seus ajudantes.

    Consuelo

  4. Consuelo says:

    Talcomo o Lulinha que está e bem a cumprir pena assim como alguns dos seus ajudantes.
    Só é pena que não tenha que restituir o dinheiro que roubou ao povo brasileiro.

    Consuelo

    • Rui Naldinho says:

      Se todos os corruptos brasileiros pagassem como Lula, e não apenas ele, por ter origens humildes, na cadeia, vocês já tinham ultrapassado a Alemanha no mínimo, em termos de PIB per capita, salário médio, infraestruturas diversas…
      Assim, com esses pruridos todos contra o Lula, deixando a “caça grossa à solta”, e sendo o Brasil trinta vezes maior que a Alemanha, vão continuar como sempre estiveram, corruptíveis até perceberem que não há corruptos bons e corruptos maus.

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