Gaia é campeã nacional do desemprego

Vila Nova de Gaia continua a ser o município campeão nacional do desemprego, segundo dados do IEFP publicados recentemente. Os últimos números, que se referem ao mês de Junho de 2018, indicam que, no final do primeiro semestre, havia em Gaia 18.365 cidadãos registados à procura de emprego, número que é normalmente muito inferior ao número real de cidadãos de facto desempregados, uma vez que muitos destes já não estão inscritos e não fazem por isso parte da estatística.

O único município português onde existem mais cidadãos desempregados, em número absoluto, do que em Vila Nova de Gaia, é Lisboa, a maior cidade do país, onde 18.488 pessoas estão registadas nos Centros de Emprego. Mas, enquanto Lisboa tem, segundo o portal Pordata, 505.526 cidadãos residentes, Gaia tem apenas 299.911. A diferença relativa é muito considerável.

Esta é a triste mas verdadeira realidade de uma cidade cuja autarquia investe agressivamente na propaganda, sem cuidar que não é a propaganda que faz progredir a vida dos seus cidadãos, nem dinamizar a economia e a oferta de emprego. Mal se compreende que as finanças do Municipo de Gaia, tão beneficiadas nos últimos anos pelo incremento do fluxo turístico e a especulação imobiliária, com tudo o que isso significa ao nível da tributação, da dinâmica económica e das novas possibilidades que deveriam abrir-se no mercado de trabalho, apresente estes resultados medíocres, muito abaixo de cidades bem mais modestas e com condições muito mais difíceis de desenvolvimento. Todo o populismo tem o seu fim quando bate de frente com a realidade.

Comments

  1. César A.Paula e Sousa says:

    O índice de desemprego é avaliado na relação “Nº de desempregados / População activa” ou “Nº de desempregados / População residente ” ??
    Se for a 1ª ,então a taxa de desemprego será próxima dos 10% muito acima da média nacional que rondará nesta altura os 7,8 %.
    Tinha a ideia que Gaia estaria bastante abaixo da média nacional.

  2. Luís Lavoura says:

    O índice de desemprego de um concelho não interessa muito. Sobretudo de um concelho inserido numa área metropolitana. Depende das pessoas residentes nessa área que optam por morar nesse concelho (em detrimento de outros concelhos da mesma área metropolitana) e dos empregos gerados na totalidade da área metropolitana. Não depende especificamente do concelho em si.
    Mas, compreendo que para o Bruno Santos, desejoso de dizer mal dos seus antigos colegas dirigentes da Câmara de Gaia, todo e qualquer argumento sirva para esse efeito.

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