O vídeo de Centeno sobre a Grécia

A mensagem de Mário Centeno sobre o “fim” do resgate grego suscitou várias reacções, mesmo no interior do PS, sem qualquer substância ou interesse políticos. Umas previsíveis, outras encomendadas, nenhuma foi de encontro ao verdadeiro significado da intervenção do presidente do Eurogrupo e ministro das finanças português. Esse significado é o seguinte:

  1. Mário Centeno caucionou os 5 anos de governo Passos Coelho, Vítor Gaspar e Maria Albuquerque.

  2. Mário Centeno fez evaporar o que restava da credibilidade de António Costa, exibindo-o como uma fraude política, alguém que, de facto, enganou centenas de milhares de portugueses – muitos do PS – para chegar a primeiro-ministro.

  3. O que interessa de debate político na Europa trava-se entre Varioufakis e Bannon. O resto é mera sucata civilizacional.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Centeno falou à Vítor Constâncio demonstrando que o objectivo é “ir para a Europa”. Passou a ser mais um vendilhão português do tipo Vitor Constâncio e bem à maneira “xuxa” soarista.

    Não queria chamar traidor ao espécime, mas anda muito próximo desta classificação.
    Retive aquela frase que todos sabemos, conhecemos, repetimos e ouvimos, mas que nunca se explora: “A crise grega é o resultado de políticas erradas”.
    Uma vez mais, o crime compensa, tendo sido, para mim, a mensagem mais forte de mais um “Miguel de Vasconcelos” português…

    • Bruno Santos says:

      Culpar Centeno é demasiado fácil. Centeno cumpre ordens de António Costa. Hoje, foi António Costa que acabou politicamente.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Não é fácil nem difícil, Bruno Santos.
        Eu ouvi Centeno. Se António Costa depois do que ele disse se mantiver calado, dou-lhe toda a razão.
        Mas se assim for, Centeno é ainda pior que um qualquer Miguel de Vasconcelos. É, aquilo a que se chama, um miserável pau mandado.

        • Bruno Santos says:

          Um funcionário. Centeno é um funcionário.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Bruno Santos.
            Eu também sou, mas tenho coluna vertebral…

          • doorstep says:

            Centeno é acólito da grande seita de idiotas sectários, que para todas as problemáticas de distribuição de recursos só jura por mézinhas economicistas, simplórias, básicamente estruturadas à volta da ideia de que, “fazendo assim”, o resultado será “assado”. Exactamente como as testemunhas de jeová & companhia (ex. “quanto mais deres mais deus te dará”).

            Sucede que a adesão a essas seitas é o que sempre “deu”, e estará sempre “a dar”: os DDS – donos dessas seitas – optimizam a facturação e consolidam o poder através desses acólitos idiotas.

            O grande erro conceptual reside no facto de quase toda a gente considerar que certas afinidades partidárias inibem o sectarismo, exactamente como se as testemunhas de jeová tivessem todas que ser benfiquistas, os tolinhos da iurd sportinguistas, os “cientólogos” (!!!) portistas.

            Ora a distribuição dos economicistas sectários por partidos é em grande parte ditada por critérios de oportunidade/oportunismo, e muitas vezes até combinam de que forma se hão-de repartir (conheço 3 casos).

            Como em tudo… há excepções. Felicito o João Galamba por não se ter cortado, o que nos tempos que correm é proeza.

          • doorstep says:

            Exacto – centeno é funcionário na acepção negativa e injuriosa da palavra.

            centeno, constâncio, gaspar, milu, etc – todos funcionários, nenhum servidor da coisa pública, guiado pela prosecução do bem comum.

            E enquanto as nozes (lá me vão acender outra vez…) mantiverem acesa a chama do futebol… a coisa pública e o bem comum serão os que asseguram a perenidade da indecência putebolística (com p).

            E se um dia o putebulismo esmore – sic transit gloria mundi – a tempo inventarão o sucedâneo.

          • Paulo Marques says:

            O funcionário é o Costa, o chefe é o Centeno, mas só porque a Merkel gosta dele. Qual é a surpresa? Foi practicamente afirmado na altura, e reconfirmado com as eleições italianas.

        • Tás aqui tás says:

          Tás aqui tás a levar com outro Passos Coelho.

  2. manuel.m says:

    Outro Bruno em delírio : Bannon é um flop na Europa,não lidera nenhum debate senão talvez com os seus botões.

  3. João Mendes says:

    “O que interessa de debate político na Europa trava-se entre Varioufakis e Bannon”

    Ao contrário do que já aqui vi escrito, Bannon e a escumalha que o rodeia e financia têm excelentes relações com a tralha fascista europeia. Putin incluído. Bannon “não era ninguém”, e de um momento para o outro estava na Casa Branca.

    Já o Varoufakis, coitado, não tem metade da influência ou dos recursos da extrema-direita norte-americana.

  4. JgMenos says:

    A tralha esquerdalha, que anda toda impante com os milagres das reversões que só a austeridade proporcionou, é a mais idiota, reacionária, falsa, demagógica e pretensiosa cambada que imaginar se possa,

    Então a crise grega não é o resultado de um historial de vigarice e saque? Os gregos resolveram viver à custa dos credores e depois ‘tadinhos que lhes acabaram com a mama’?
    O mesmo se diga da terceira etapa da esquerdalhada portuga.
    E por este andar haverá uma próxima…

    • Paulo Marques says:

      Nisso tem razão, sem austeridade não havia reversões, o sentido mantinha-se sempre o mesmo.
      Mas a Grécia, que como todos os europeus teve que pagar o dízimo ao Deutsche, uma das primeiras medidas que cumpriu do acordo foi não perseguir os devedores ao fisco, gente séria que não vive às custas de ninguém.

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  1. […] Se dúvidas restassem, todas se dissiparam ontem. O Bruno resumiu bem a coisa: […]

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