Acaba o voo entre Lisboa e Pequim

Uma notícia do passado dia 22 de Agosto, que passou relativamente despercebida, deu conta da suspensão do voo directo entre a capital de Portugal e a capital da República Popular da China, voo esse inaugurado a 11 de Julho de 2017 (há cerca de um ano atrás), em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, e pelo Presidente do Parlamento da República Popular da China, Zhang Dejiang.

Os motivos adiantados pela companhia chinesa para a suspensão da ligação aérea, que tinha uma taxa de ocupação situada entre os 80% e 95%, foram adequadamente vagos, ao passo que da parte das autoridades portuguesas, que se saiba, não foram vagos nem precisos. Não foram nenhuns.

No momento da inauguração, António Costa referiu-se ao “enorme simbolismo” da rota Lisboa-Pequim, classificando-a como uma “nova rota da seda do século XXI”.

A supressão do voo toma necessariamente um idêntico significado simbólico, de sentido inverso, suscitando justas dúvidas sobre a condução das relações bilaterais entre Portugal e a República Popular da China que, sendo de elevadíssimo valor estratégico para ambos os países, encontram em Portugal inúmeros inimigos, estando alguns deles nos lugares mais improváveis.

Uma situação a acompanhar com atenção.

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