Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE III

Diz assim o jornal Público de hoje:

“Eduardo Vitor está a ser julgado pelo crime de difamação agravada,na sequência de um texto que publicou no Facebook em 2016, com insultos que, para Bruno Santos e o Ministério Público, visaram o ex-adjunto. A queixa é contra o cidadão Eduardo Vitor Rodrigues, e não contra o autarca. A Sociedade de Advogados Gil Moreira dos Santos, Caldeira, Cernadas & Associados é quem o está a defender. Desde que Eduardo Vitor Rodrigues tomou posse, o município celebrou vários contratos de serviços de consultadoria e assessoria jurídica com aquela sociedade de advogados no valor de cerca de meio milhão de euros.

Leia aqui a notícia completa.

Comments

  1. Mário Reis says:

    Já aqui o referi: uma seita que bem cedo chutei para canto, que lida mal com a critica e a opinião livre e não encarneirada. O que tem de ilícito entender que a medalha ao MAC não devia ter sido atribuída? Não é licito dar voz publica a esse facto lamentável?. Abençoado Bruno, não fosse a sua posição de então, e tal passaria despercebido a muita gente.
    Agora, é de ter receio desta gente que não aceita a critica, o combate politico e os argumentos utilizados nesse âmbito.

  2. doorstep says:

    Gil Moreira dos santos advogado do PS!!!

    https://gil_moreira_santos.blogs.sapo.pt/674.html

    • Carlos Almeida says:

      No link indicado que fui ler, aparece a frase curiosa, mas incompleta

      ex-bastonário Judice (editor quando jovem de traduções de textos de propaganda falangista espanhola)

      Para alem disso Miguel Júdice, foi grande admirador de Jose Antonio Primo de Rivera, fundador da Falange Espanhola. Miguel Judice foi membro do grupo de extrema direita, Movimento Jovem Portugal, na Universidade de Coimbra, juntamente com outros agora “democratas” que ainda por aí andam e outros entretanto falecidos como o Francisco Lucas Pires. O MJP, criticava o governo de Marcelo Caetano, sustentando posições de ultra direita em relação a esse Governo.

      • doorstep says:

        Tradutor e biógrafo:

        http://skocky-alccyone.blogspot.com/2011/01/jose-antonio-primo-de-rivera-por-jose.html

        Premiado pelo Ministério da Propaganda do Caudillo…

        • Carlos Almeida says:

          Correctíssimo

          Abaixo mais algumas achas

          De Riccardo Marchi *

          trechos de

          A direita radical na Universidade de Coimbra
          (1945-1974)

          Em Fevereiro de 1964, o Diário da Manhã1 entrevista um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra com o intuito de apresentar as tendências intelectuais, culturais, sociais e políticas da juventude nacionalista.
          A reportagem é acompanhada por uma fotografia dos entrevistados, reunidos à volta de uma mesa do café Brasileira de Coimbra, entre refrescos e uma cópia do jornal francês Rivarol. A legenda refere os nomes de José Valle de Figueiredo, Francisco Lucas Pires, Fernando Braga de Matos e Luís Semedo Sá Cunha. Mais do que simples estudantes com simpatias nacionalistas, estes são militantes políticos da facção mais radical das direitas da Academia de Coimbra, que se caracteriza pela sua identidade nacional-revolucionária e pela simpatia em relação ao neofascismo europeu.
          Na data da fotografia, José Valle de Figueiredo é o veterano, o líder do grupo, aquele que estabelece a ligação entre os jovens radicais de Coimbra e de Lisboa e a geração anterior do neofascismo português

          Investigador de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais, bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
          1- Diario da Manhã – Jornal Diario da PIDE
          …….
          A 17 de Abril de 1969, o presidente da República é contestado durante a inauguração do edifício de Matemática. Nos dias seguintes, o presidente e os dirigentes da AAC são objecto de sanções disciplinares e de prisão. Nesta ocasião, as direitas demonstram não ter ainda recuperado da derrota eleitoral: não conseguem promover nenhum género de reacção, nem a favor nem contra, desaparecendo frente à nascente agitação estudantil.
          A primeira reacção eclode na assembleia magna de 28 de Maio de 1969, quando esta decreta o boicote aos exames, em solidariedade com os colegas vítimas da repressão. Nesta ocasião manifestam-se publicamente dois estudantes:
          Carlos Baptista Ganho, presidente do Orfeon e elemento destacado das direitas, e José Miguel Júdice, que, a partir de então, passaria a ser uma referência central da facção nacionalista-revolucionária da Academia. Júdice expressa-se contra o boicote aos exames em nome da necessidade de evitar o choque directo com o regime, cuja reforma deve ser o objectivo dos estudantes enquanto elementos da futura classe dirigente do país. Ele evita o clássico discurso anti-subversivo, mas de facto quer proporcionar aos descontentes com a situação uma alternativa à propaganda oposicionista20.
          As duas intervenções não produzem resultados substanciais. O boicote aos exames é votado por 3500 estudantes, sendo apenas 190 os votos contra e 40 as abstenções.
          Nos dias dos exames, os estudantes que não participaram no boicote foram, de facto, uma exígua minoria que rondou os 400 jovens. Destes, a maioria não estava afecta a nenhuma militância política: tratava-se de estudantes apolíticos, preocupados com a sua carreira universitária e com as reacções que a sua eventual adesão a um boicote deste género provocariam no meio familiar, mais do que com as reivindicações do movimento estudantil.

          Para mais e muito interessante informação, basta procurar no G**** por A direita radical na Universidade de Coimbra (1945-1974)

  3. doorstep says:

    Há de facto triangulos que quase parecem mágicos: Luciano Vilhena Pereira, Gil Moreira dos Santos… e o Bruno Santos a ser “tratado” por ambos…

    Seria magia comprovada se, passados 45 anos, se constatasse que Gil Moreira dos Santos, quando procurador do Tribunal Plenário, poderia ter “tratado”/tramitado processos em que era réu (assim se chamavam nessa altura) o Vilhena Pereira?

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