Tancos e as críticas da “esquerda” a Marco António Costa

 

O “socialista” Vítor Rodrigues recebe o Primeiro-Ministro Passos Coelho, em sessão solene, a menos de um mês das eleições legislativas de 2015.

Conheci pessoalmente o Dr. Marco António Costa no dia 6 de Setembro de 2015, no gabinete do actual presidente da Câmara de Gaia, onde me foi apresentado. Faltava menos de um mês para as eleições legislativas de Outubro desse ano e o Dr. Passos Coelho era recebido na Câmara de Gaia, liderada por “socialistas”, com todas as honras devidas a um Primeiro-Ministro de Portugal. Enquanto se faziam discursos solenes e se trocavam abraços e garrafas de Vinho do Porto, o secretário-geral do PS, António Costa, distribuía bandeiras e canetas nas ruas do país, lutando pelo objectivo que daí a algum tempo viria, para desgosto e surpresa de muitos ditos homens de esquerda, a alcançar – ser primeiro-ministro de um governo do PS.

Marco António Costa

A recepção na Câmara de Gaia ao Dr. Passos Coelho e ao seu séquito, poderia ter tido lugar em qualquer outra altura. Dali a um mês, ou dois, ou mesmo três. Em nada isso alteraria o propósito da sessão solene. Mas tal não aconteceu. Os maiores putativos adversários do PS foram recebidos, a um mês de eleições, na maior Câmara socialista a norte do Tejo. Ninguém ergueu a voz. Ninguém achou estranha esta inexplicável coincidência. Nem dentro do próprio PS, nem na oposição dita de “esquerda”.

Hoje, a propósito do caso de Tancos e de uma entrevista que concedeu à TSF, ouvem-se algumas vozes criticando o Dr. Marco António Costa e lançando-lhe as mais variadas acusações sobre a herança deixada em Gaia, designadamente no que toca à famigerada dívida (ainda três doutores esclarecerão a verdade sobre essa dita dívida). Algumas dessas vozes que agora se ouvem são as mesmas que guardaram respeitoso silêncio quando o actual presidente da Câmara socialista decidiu condecorá-lo em 2016, apesar do tal passivo monstruoso que, alegadamente, deixou.

Merece mais respeito um adversário político coerente do que “camaradas de esquerda” deste calibre moral, que não merecem respeito nenhum.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    O Bruno Santos está com um bruto rancor contra o seu antigo partido. Passa a vida a dizer mal dele.
    Eu acho que o B.S. deveria esquecer esse rancor, optar por um outro partido, e passar a lutar por algo positivo (passar a dizer bem de alguém) em vez de algo negativo.
    Seria também muito mais agradável para os leitores deste blogue.

    • Bruno Santos says:

      Não tenha pressa. Até trânsito em julgado sou militante do PS. Quanto ao resto, passe à frente. Leia o CM.


  2. Como o Eng/Dr/Economista Henrique Neto (que, alegadamente, apenas terá completado o equivalente ao atual 9º ano) está a ficar velhote, ainda o vamos ver a si, mais letrado, a substitui-lo nos diversos fóruns sobre todos os temas, nomeadamente como quase comentador residente no “Negócios da Semana”.
    Condição necessária: ter sido por algum tempo filiado no PS e agora dizer deste partido o pior possível.
    Então se tiver sido expulso, é ouro sobre azul.
    Coisas positivas no CM? Positivas para quem?

    • Bruno Santos says:

      Caro Sr. Silva, é possível que venhamos ainda a viver num tipo de sociedade que não obrigue ninguém a usar uma VPN e um IP da Libéria para mandar uns palpites em blogues, sobre assuntos que desconhece. E apesar de tudo, penso que o PS ainda pode ajudar na construção dessa sociedade. Passe bem.

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