Sobre as touradas:

“quer se queira quer não, é uma tradição portuguesa.”

 

“Portanto, cuidado, quando vamos falar de civilização. Eu sei que há evolução, sou contra os maus-tratos aos animais, não haja dúvida nenhuma sobre isso. Mas sou pelas pessoas e sou por qualquer coisa de sagrado que há na corrida, qualquer coisa de sagrado muito antigo”

 

(Deputado Alves Martins, Câmara dos Senhores deputados da Nação Portuguesa, nº051, 9-07-1869)

“Qual é a outra questão do Orçamento que se fundamenta num problema de civilização? Porque de que civilização estamos nós a falar?”

(Deputado Mem Verdial, Câmara dos Deputados, I Legislatura, nº016, 24-11-1911)

“Não gosto de engenharias sociais ou artificiais messiânicas. Isso tem uma carga totalitária muito perigosa.”

 

“Tenho de lhe prestar a minha homenagem [ao PCP], não tem medo do PAN, não tem medo do politicamente correto.”

(Par do Reino, Carlos Testa, Câmara dos Pares do Reino, Nº067,  09-08-1887)

Os negritos são citações desta entrevista de Manuel Alegre.

Comments


  1. Eu ouvi o Manuel Alegre a falar que há deputados no PS que têm medo do PAN. E se calhar deviam ter mesmo medo. Porque se calhar, seria uma chatice que as pessoas se abstivessem de votar em partidos que defendem a tortura animal (PS, PSD, PCP, CDS).

    • CARLOS ALMEIDA says:

      Exactamente konigks

      Aí é que bate o ponto.
      Tudo o resto é treta para satisfazer a clientela política como no caso do PCP ou pedantice como no caso do Alegre.
      Os outros 2 não comento. Esta-lhes a tortura no ADN.

  2. chakraindigo says:

    A excisão feminina é uma tradição secular em muitos países…
    inclusivamente, as matriarcas excisadas são defensoras desta “tradição”, mutiladora e castradora.

    Qual a diferença para as touradas?

    Quem fala em cultura e tradição que se pronuncie, a indiferença perante a crueldade devia ser motivo de reflexão.

  3. JgMenos says:

    Entre os que reverenciam o estrangeiro e os acometidos de ternura senciente, não falta quem se queira ver em missão civilizacional no que julgam ser a sua colónia.

    • abaixoapadralhada says:

      Para alem de Padreca, ” És um cromo inenarrável e intragável, ó João Pires da Cruz.” como disse e muito bem Manuel Silva.

      Mas arranjaste uma palavra nova para as tua “homilias”
      Repara o que eu encontrei ao procurar a palavra “Senciente”

      https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/agendado-para-hoje-na-assembleia-da-798946

      ” Em Portugal, cada vez menos pessoas aderem a este “entretenimento”, onde o gosto pelo derramamento de sangue e pelo sofrimento de um animal senciente e completamente indefeso, demonstra o carácter sádico da afición. Torturar Touros, para os assentos vazios das arenas é já algo recorrente em Portugal. A realidade é que em 2017, o número de touradas foi o mais baixo de sempre. Então, para quê insistir em algo que só catapulta o país para o rol dos países com práticas terceiro-mundistas, dirigidas a uma minoria, cada vez mais minoria?”

      Um dia hás de ficar sozinho na bancada da praça, ó cromo paleolítico

      • Ana A. says:

        Obrigada, por me dar a conhecer o “Arco de Almedina”!

        É bom partilhar sentimentos que enobrecem o ser humano!

      • Manuel Silva says:

        O JGMenos / José / tonibler / na realidade, João Pires da Cruz, provavelmente nem gostará de touradas.
        Mas adora provocar as pessoas que, para ele, são de Esquerda, qualquer que seja o matiz.
        Por isso o tem feito ao longo de, pelo menos, uma década, no extinto blog Arrastão, agora no Ladrões de Bicicletas e no Aventar (embora este blog se defina como nem sendo de Esquerda nem de Direita).
        E aí tem usado estes 3 «nick names».que referi.
        É um provocador, tal como os toureiros ou os forcados: bem merecia uma boa cornada, mas de verdade.
        Com o corno de um boi enfiado por um buraco que tem ao fundo das costa e sacudido até lhe cair a caspa toda.

    • Paulo Marques says:

      Diz quem se baba quando Berlim manda.

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