Venezuela

Existe uma enorme comunidade portuguesa na Venezuela. Esperemos que a recente decisão do Governo português, de fazer um Ultimato ao Estado venezuelano, não traga consequências negativas aos nossos compatriotas que lá vivem. É certo que tal possibilidade foi acautelada.

É que, se não foi, não estamos apenas perante uma mistura de hipocrisia com cobardia, mas também perante uma imensa irresponsabilidade.

Oxalá que não.

Comments

  1. Ru8 Naldinho says:

    Este seu texto nem a propósito, enquadra-se naquele por si escrito, ontem, cujo título era “Bacalhau”. A razão é simples. Se em Portugal num breve prazo germinar um populismo nacionalista, do tipo “Chega”, de André Ventura, com pernas para andar, não falo do PNR, porque estamos perante um caso de polícia, estilo terrorismo, os Portugueses confrontar-se-ão com um novo processo similar ao dos retornados, dos anos 70, agora numa nova versão.
    O que temos cá dentro vindo de fora, é em número, muito menor do aquilo que temos lá fora, saído daqui da mãe Pátria.
    Não vale a pena hipervalorizarmo-nos, estilo, “dar novos mundos ao Mundo”, porque nas relações entre Estados, isso pouco conta. É bom que nunca nos esqueçamos disso. Qualquer veleidade de um Chico esperto, no topo da hierarquia desta Nação, tentando criar em espírito de lei, mecanismos segregacionistas para os nossos imigrantes, infelizmente eles já existem, mas estão encapotados, seria fatal para as nossas aspirações como povo.


    • E se em Portugal germinar um novo PREC então é certinho e direitinho. Fomeca e miséria, tal como na Venezuela.

      • Paulo Marques says:

        Não, o que germina é uma nova GFC, mas como é para sustentarmos o DB, toda a direitola tá bem com isso.

  2. Bruno Santos says:

    De acordo.

  3. Mário Reis says:
  4. Paulo Marques says:

    Estás a falar como se uma guerra civil pusesse alguém em perigo, mas as armas americanas são inteligentes e só atingem os mauzões, como se viu na Síria e no Iraque.


  5. Não me parece que o facto do nosso país se pôr ao lado da União Europeia contra o governo ilegítimo de Maduro prejudique em alguma coisa os nossos emigrantes na Venezuela.
    Afinal, o regime de Maduro, no estado em que se encontra, não poderá jamais proporcionar estabilidade à Venezuela. Então, porque não exigir, como fez Portugal, a única atitude que poderá trazer essa estabilidade que é a realização de eleições verdadeiramente livres?

    • Paulo Marques says:

      E Morcon pode proporcionar estabilidade à França? E a Hungria, é estável ou instável?


      • Não compare o incomparável!…

        • Paulo Marques says:

          Claro que não, uns matam pessoas porque são iluminadas, outros porque são o demónio. Deixar pessoas à fome por neo-liberalismo é virtuoso, afinal.

  6. ZE LOPES says:

    Os defensores das intervenções musculadas em relação a ditaduras preferem claramente umas a outras. Porquê ultimatos ao governo da Venezuela, e não a outros, a maduro e não a outros?

    Nunca os vi assim a pressionarem para ultimatos ao regime angolano do Sr. J. Eduardo dos Santos. Porquê? Não era um regime “comunista”? Era! Havia eleições? Iguais às da Venezuela! O povo morria á fome? Mais que na Venezuela!Há lá petróleo? Também na Venezuela!

    • Carlos Almeida says:

      Ainda havemos de ver a direita que durante muitos anos fez vista grossa aos crimes e vigarices da Isabelinha, que com eles fazia muitos negócios e sustentava jornais ( i por ex), comece a fazer campanha contra o actual Presidente da Republica de Angola, quando ele começar a serio a acabar com os previlégios da Isabelinha e seus campangas portugueses.
      Aguardemos pelo que fazem estes “lutadores contra as ditaduras”, quando virem que se acabou a mama da Isabelinha e Cª

      Os libertários e a restante direita só são moralistas quando tocam nos seus interesses.

  7. esteve,ayres says:

    O governo Português PS e as suas muletas PCP, BE e PAN/IRA, tutelado por Marcelo , este não o que morreu, e Assembleia da Republica , vão ser os principais responsáveis do que vier acontecer com os nossos compatriotas..
    Nem fascismo nem social-fascismo!

    • ZE LOPES says:

      Os meus cumprimentos ao camarada Arnaldo Matos! Sei que esteve em coma durante mais de 30 anos, mas recuperou a tempo de dizer que todos os que lá tinham estado a substituí-lo eram anti-comunistas primários. Veio a tempo!