Progenitor 1 nosso que estais no céu

A forma como rezam alguns cristãos que rezam tem todo o ar de segregação de género. Ou de espécie, ou lá o que é. É preciso resolver isso, Dra. Isabel.

Comments


  1. …é bem preferível ” rezarmos ” assim :

    (calcando e esquecendo essas coisices de preferências/segregação de género já patéticas )

    Por que Deus permite
    que as mães vão-se embora?
    Mãe não tem limite,
    é tempo sem hora,
    luz que não apaga
    quando sopra o vento
    e chuva desaba,
    veludo escondido
    na pele enrugada,
    água pura, ar puro,
    puro pensamento.
    Morrer acontece
    com o que é breve e passa
    sem deixar vestígio.
    Mãe, na sua graça,
    é eternidade.
    Por que Deus se lembra
    — mistério profundo —
    de tirá-la um dia?
    Fosse eu Rei do Mundo,
    baixava uma lei:
    Mãe não morre nunca,
    mãe ficará sempre
    junto de seu filho
    e ele, velho embora,
    será pequenino
    feito grão de milho.

    Carlos Drummond de Andrade, in ‘Lição de Coisas’

    • Pedro says:

      Belíssimo, boa lembrança, mas é mais um grito de dor, revolta, protesto, do que prece…
      Ah! E nada faz (antes pelo contrário!) contra o machismo, que anda aí a pretextar toda a aberração dita “inclusiva”, que é a razão do “post”.


  2. ….faz sim, Pedro, que coloca Mãe/mulher no mesmo degrau elevado e insubstituível que Pai igualmente ocupa !
    cada um per si, que não essas “aberrações inclusivas” de segregação de género que paranoicamente andam por aí !

    Foi com esse sentido que enviei este comovente poema que não é de dor/revolta como diz mas prece, sim ( Mãe não deve morrer nunca ) ! que NÃO contra qq. machismo !

    ,Assim como no mesmo sentido envio agora esta bela comovente e inteira homenagem ao Pai :

    • Pedro says:

      Mmmm
      Isabela, realmente o mais importante — tocando a poesia — é como se a sente. O meu defeito (muitas vezes) é literalidade. Não vejo pedir-se directamente algo, já não é oração/prece.
      Mas tudo bem, se para a Isabela é!
      Não sei bem porquê, mas a Balada da Neve — que literalmente também não é — parece.me “mais candidada” a prece. Talvez por mais “mansinha”…
      Quanto ao machismo…
      Parece-me que o post/artigo/… está muito bem apanhado, a gozar com as tais “aberrações” da linguagem dita inclusiva.
      O poema do Drummond, realmente, eleva a Mãe à máxima importância, mas (gozava eu, que também posso) cuidado! Há certos (ditos) feminismos capazes de lhe encontrar mil pernícias!
      Para já, mulher, mas apenas como mãe… (trabalha, escrava!)
      Depois, mulher, mas sobretudo quase etérea… (tira a mão dos assuntos de calças!)
      Entretanto, mulher, mas submetida ao que o divino (Deus-Pai, macho, claro) dispõe…
      E se o Poeta mandasse, mulher, enfim, mas a servir sempre, filho e maternidade em geral.
      Isto pode tirar o sono a muita e mui poderosa gente! Cuidado! 🙂
      Nada como conhecer, e ir tentando ajudar e — já agora, quase prece! — ser ajudado (que isto anda duro para todos).


  3. Desculpe, Pedro, não acompanho esse discurso de análise tão racional e contaminado com ideias e cautelas um pouco perversas, no meu sentir.
    …não se complique o que é tão simplesmente belo e essencial .

    Fiquemos por aqui :

    ” …o dia vindo depois da noite, esse o motivo dos passarinhos “

    • Pedro says:

      Pois parece que temos de ficar.
      Desconversar também é uma arte, ok.
      Apenas acrescento que simplesmente apontar perversidade nas ideias (ainda por cima na apresentação e no lidar com ideias alheias, que foi o que fiz) não é o melhor indicador de estarmos acima dela!
      Poesia, claro, até alienação, porque não? Mas racionalidade também é saudável (ou devia ser!). Sobertudo, confusão é que convém ter limite.


  4. Pedro, atenção que a língua portuguesa é muito traiçoeira,
    e será o seu forte :

    Não apontei nem menciono a palavra perversidade no mau sentido, erro meu ao menciona-la, que quereria significar com o sentido de perverter, retorno ás origens boas que não as ruins :

    Confusão não de ideias, mas de modo de expressão que a si terá caído mal .
    E ainda :
    Poesia, sim, emoção, sim, arte criativa, sim, e racionalidade, sim, sempre !
    ! Alienação, não !

    Partilhar ideias e companheirismo de cidadania saudável, sempre !

    Saudações.

    • Pedro says:

      Sim, o nosso “forte” na língua incluirá sempre o cuidado que temos no seu uso, porque ela, apesar de a dizermos traiçoeira, na realidade não tem culpa, coitada!
      Aproveitei a ocasião “palhaça” de relacionar o belo poema com o tópico, e realmente sei que há “feminismos” que o criticariam. Não fiquei suficientemente arrebatado para outra coisa, confesso, e não me sinto mal por isso: Há ocasiões diferentes, mas o tópico também é importante. E com piada.
      Cordiais saudações. Vamo-nos encontrando, parece…


  5. Retornando cordiais saudações e usando expressões/relax sem rigores ortográficos nem outros preciosismos ideológicos :

    ” bamo nessa ! tasse bem ! “

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