A Bíblia e a violência contra as mulheres

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O gráfico que aqui se apresenta resulta de um inquérito da FRA – European Union Agency for Fundamental Rights, realizado à escala europeia, sobre “Violência contra as mulheres”. A figura mostra a incidência, por país da União Europeia, de violência física e/ou sexual contra mulheres desde os 15 anos de idade.

Conforme se pode observar, há três grupos, divididos pela percentagem de mulheres vítimas de violência.

O grupo dos países mais violentos inclui a Finlândia, a Dinamarca e a Letónia.

Logo a seguir, no grau de violência, um grupo constituído por países como a Alemanha, a França, o Reino Unido, a Suécia, entre outros.

O último grupo, aquele que apresenta os resultados menos maus nesta estatística da violência sobre as mulheres na Europa, inclui a Polónia, a Itália, a Grécia, a Irlanda, a Espanha e Portugal. Todos abaixo da média europeia. 

Neste último grupo, todos os países são de maioria Católica, com excepção da Grécia, que é Ortodoxa.

Comments


  1. Em Portugal mais de 50% das crianças que nascem são filhos de pais não casados.

    Conclusão: Qualquer semelhança entre Portugal e um país católico é mera coincidência.


    • Sim, de facto, o resultado dos censos não interessa para nada (no último 7.281.887 disseram que eram de religião católica, ou seja, 81%). Parvoíce essa de perguntar coisas às pessoas.
      .


      • Parvoíce é uma religião parecer ter tantos crentes mas estar com as igrejas vazias, e ter tantas outras que nem sequer padres tem. Não é irónico isso? 81% da população, mas nem sequer têm padres?
        Cresce sim a maior religião em Portugal, mas essa não é opção nos censos: a Igreja Católica Apostólica Romana do Não Praticante. aquela religião daqueles que não são nada, mas, pelo sim pelo não, não vá o Diabo tecê-las, dizem que são da religião da maioria, mas que nem sabem o que diz na bíblia.


        • Felizmente há iluminados que sabem, mais do que as próprias pessoas, o que elas são e o que é bom para elas, senão o BE não tinha eleitores (gira essa de escrever diabo com maiúscula e Bíblia com minúscula, parece coisa do Bruno de Carvalho).

  2. Rui Naldinho says:

    Estas estatísticas fazem-me lembrar algumas, do PIB per capita, nalguns países do petróleo.
    É pena a estatística não referir que por cada 100 casos de incidência de violência doméstica na Finlândia ou Dinamarca, por exemplo, 90 são reportados às autoridades policiais ou às instituições judiciais, digo eu.
    Em Portugal e Espanha são reportados 10, em 100 casos. Logo, a matemática só pode dar um país de brandos costumes, por cá. Já por lá, um país muito violento.
    Noutro contexto:
    Acresce que na Finlândia também há alcoolismo. Bebem Vodka por causa do frio. Por não poderem sair à rua durante vários meses.
    Aqui bebe-se vinho e aguardente à fartura, por causa do salário baixo, do desemprego “a tempo inteiro”, ou pior ainda, do FC do Porto, do SL Benfica, ou do Sporting, que foram eliminados duma qualquer competição.
    Eu até acredito que nos países do Magrebe, por exemplo, nem haja estatísticas de violência doméstica.

    • Bruno Santos says:

      Sugiro que remeta reclamação à instituição em causa, expondo o seu ponto de vista e apontando as falhas científicas que identificou, assim como os elementos que aparentemente possui, passíveis, pelo que diz, de colocar em causa a credibilidade desta informação. Dada a gravidade do assunto – a violência sobre as mulheres -, todo o contributo sério é valioso, pelo que, certamente, o seu não deixará de ser tido em devida conta.

      • Rui Naldinho says:

        “Sugiro que remeta reclamação à instituição em causa, expondo o seu ponto de vista e apontando as falhas científicas que identificou”

        Não me vou dar a esse trabalho, Bruno. Seria uma enorme frustração, como tantas outras, vindas da CEE.
        O Mundo está cheio de estatísticas, e nem por isso vejo as coisas a melhorar.
        A Instituição em causa faz estatísticas, certo. Podem até ser 100% corretas, em números absolutos. Mas não me parece que ela, instituição, as interprete. Isso fica para outra gente.
        Tal como dizia Guterres: “os portugueses não são números”. Isto a propósito das estatísticas Cavaquistas.
        A violência de género, no qual a violência doméstica tem assento privilegiado, é uma realidade caso a caso. E é transversal. O problema está, na sua abordagem e no combate a esse flagelo. E é ai que está talvez a diferença.
        Já li alguma coisa sobre o assunto, e muito boa gente, incluído entendidos na matéria, acham que esta realidade, a dos números, tem muito a ver com a consciencialização que as mulheres do Norte da Europa, mais as escandinavas, têm desse problema. Assim sendo, partilham, queixam-se, insurgem-se, há bem mais tempo do que por aqui. O que essa estatística pode traduzir, é mais o silêncio nos países do Sul, e o alarme nos do Norte.
        Depois temos de tipificar a violência doméstica. Estamos no patamar das agressões verbais? ou das agressões físicas? Nessa violência física, qual o número de homicídios. E de suicídios? Sim, suicídios, depois de um forte bullying sobre alguém.
        Só depois de tudo muito explicado e debatido, se perceberá o que traduz essa estatística, na realidade.
        Uma outra coisa que nos leva a pensar, é que o elevado nível de escolaridade e de vida de um povo, não se reflecte de forma automática, relações sociais, emocionais e parentais, estáveis. O ciume, a bipolaridade, a desconfiança, o assédio, são questões do Homem, que extravasam o domínio da racionalidade. Muitas vezes degeneram em violência doméstica.

        • Bruno Santos says:

          A cada três dias é assassinada uma mulher na Alemanha. Mas, como diz, talvez seja só uma estatística. https://www.dw.com/en/domestic-violence-in-germany-woman-killed-every-3-days/a-46380446

          • Rui Naldinho says:

            Nao, Bruno. Não é só uma estatística. Come é óbvio, também é uma realidade.
            A violência doméstica é transversal à sociedade em geral E não depende só de aspectos sócio económicos e culturais. Depende de outros factores. Foi aquilo que eu afirmei no post anterior. Há outras razões para além dessas. Mas se às outras, ainda juntarmos essas, pioram os números.
            Por este andar, Portugal já com 12 mortos em 2019, estamos 7 de Março, não ficará assim tão longe desses números. Ainda assim, a Alemanha tem 90 milhões de habitantes. Portugal tem 10 milhões.
            Seria bom que nas estatísticas da European Union Agency for Fundamental Rights, se percebesse, por exemplo, se essa violência doméstica, no caso da Alemanha, estava mais concentrada nas populações da antiga RDA, nos fluxos migratórios (10,5 milhões de imigrantes), ou na população da antiga RFA. Nas camadas mais jovens ou nas mais velhas. É que esses dados podem explicar alguma coisa. E ajudar a combater a “doença”.
            Voltando às estatísticas:
            “Dez polícias por Esquadra, estando metade deles de baixa, não são Dez polícias numa Esquadra. São só cinco”.


    • “É pena a estatística não referir que por cada 100 casos de incidência de violência doméstica na Finlândia”

      Rui Naldinho, onde é que aqui se está a falar de violência DOMÉSTICA? Ao que me parece, a estatística é sobre violência sobre mulheres.

  3. JgMenos says:

    Um evidente sinal de atraso cultural.
    As mulheres do sul ainda não se tornaram insuportáveis, mas há forte investimento no seu caminho para a idiotia da ‘igualdade, porque sim’.

    Lá chegaremos.

    • ZE LOPES says:

      Eis JgMenos a revelar-nos que está profundamento atento à evolução social lá de casa. Em breve teremos conclusões que, certamente, serão objeto de publicação nas famosas revistas científicas “Faces”, “Mary”, “New People” e “Hello!”.

    • Paulo Marques says:

      Uma mulher insuportável é uma que diz não ao incel?
      Feliz dia 8 de Março antecipado, Cruz.

      • ZE LOPES says:

        Uma correção: Segundo JgMenos, na sua conhecida obra “As Gajas Esquerdalhas São Coirões Com Mama”, a mulher insuportável é a que diz não ao pincel. Sim, ao pincel!

        Penso que com a expressão pretende abranger as que recusam tocar piano, falar francês e pegar no pincel para pintarem quadros de flores para pendurarem na casa de banho.

  4. Luís Lavoura says:

    Isto não é uma estatística de violência doméstica, mas sim uma estatística de violência doméstica reportada às autoridades.
    Nos países católicos as mulheres aturam a violência sem a reportar, porque a consideram normal.


  5. E se não fossemos em grande parte católicos… onde é que isto ia parar!! Com juízes que citam a Bíblia mas é a de 1300 anos A.C (o Levítico) em vez de se basearem no Novo Testamento em que vemos Jeus a tramar os que queriam apedrejar a adúltera, Não ficávamos atrás da “civilizada” e rica Dinamarca ou da “exemplar” Finlândia!! Hoje, precisamente no dia do luto nacional pelas mulheres assassinadas, há o caso de uma mulher esfaqueada no Seixal, outra, estrangulada, lá para os lados de Vieira do Minho (o criminosos fez depois 40 km para se ir entregar na GNR de Braga) e, caso macabro ainda por esclarecer, surgiu uma cabeça de mulher numa praia dos arredores do Porto.

  6. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Pelo que se pode ver dos comentários acima, os trogloditas andam por paragens insuspeitas. Não é de admirar, tendo em conta a forma como advogam a aplicação da Justiça.

    E no que toca a estatísticas, quando estas dizem que já moreram onze mulheres vítimas de violência doméstica (que, não obstante, é um estatística negativa), apressam-se a brandi-la, mas quando se contextualizam os números (porque estatísticas só fazem sentido quando inseridas num contexto) já se colocam objecções, inventam-se desculpas, traçam-se cenários catastróticos, teorias da conspiração, enfim, tudo serve para defender o que não tem defesa, e justificar o injustificável, que é a abjecta e vil tentativa de condicionar e instrumentalizar a Justiça.

    Já agora, quantas vítimas já houve de assaltos violentos este ano? E onde páram os culpados desses assaltos? E os casos de corrupção? Agora já não preocupam? E as instalações de Oncologia Pediátrica do Hospital de São João?

    E se nos deixássemos de modas, e começássemos a tratar das coisas dando prioridade ao que prioritário? E a respeitar as opiniões de quem sabe mais dos assuntos do que nós? Nunca vi tantos “juízes de poltrona” como agora. Acho que já ultrapassam em número os “treinadores de bancada”.

    • Paulo Marques says:

      Segundo Paulo Rodrigues, presidente da ASPP, a criminalidade violenta é baixa, apesar do Correio da Manha e derivados.
      De qualquer forma, achar que a segurança da maioria das pessoas em Portugal na sua própria casa, que é isso que se trata, não é um problema prioritário é opinião de quem está um bocadinho privilegiado.

  7. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Só para contextualizar, para os que gostam de estatísticas (estes casos não foram “trendy” no Facebook, nem tiveram honras por parte dos comediamtes de serviço:

    https://www.publico.pt/2018/09/12/sociedade/noticia/perto-de-30-idosos-amarados-e-agredidos-em-roubos-na-zona-centro-1843905

    https://expresso.pt/sociedade/2019-02-04-Acidentes-rodoviarios-provocaram-44-mortos-em-janeiro

  8. Miguel says:

    Aceitemos a estatística aqui apresentada. Está bem, os protestantes são umas grandessíssimas bestas, até talvez sejam muito piores do que nós. Mas, tendo em conta o modo com que têm tratado os gregos (e os cipriotas, e os portugueses e os italianos), é uma pífia novidade.

    Chegados aqui, cabe perguntar: Em que é que essa estatística alivia o fenómeno da violência sobre as mulheres em Portugal? Ou: em que é que iliba as decisões e os acordãos de certos juízes portugueses que têm notavelmente contribuído para o branqueamento desses casos de violência em Portugal? Uma mulher espancada em Portugal é um caso a que devemos prestar especial atenção, quem a agrediu tem de ser julgado e devidamente punido no nosso país pelas nossas instituiçōes, e sem atenuantes espúrios, como essa curiosa descoberta de que ‘x’ ou ‘y’ mulheres foram espancadas na Finlândia.

    • Bruno Santos says:

      Temos que ter muita cautela, para que a nossa militância de sofá não acabe por matar quem pensamos proteger.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Ora bem… Em Janeiro já tinham morrido 44 portugueses na estrada. Acho que os juízes têm de parar de branquear os casos de condutores levados a Tribunal.

      As mortes na Estrada (situação em que Portugal, ao contrário da violência doméstica, ocupa os primeiros lugares da Europa, desde há muitos anos) são uma situação a que devemos prestar especial atenção. Quem mata na estrada tem de ser julgado e devidamente punido no nosso país, pelas nossas instituições, e sem atenuantes espúrios, como essa curiosa descoberta de que um condutor que vai em excesso de velocidade, executa uma manobra perigosa, ou conduz sob o efeito de substâncias que diminuem as suas capacidades “teve um acidente”.

      Que tal? Vamos a isso? É que só em Janeiro morreram 44 pessoas.

      Mas parece que essas não contam para o Totobola. Nem as vítimas de assaltos violentros, nem os idosos que morrem abandonados, nem os sem-abrigo, nem os mortos pelo fogo (a cuja família de um deles o Estado acabou de negar a indemnização).

      Só as vítimas de violência doméstica é que são dignas de atenção. Todas as outras vítimas são “portugueses de segunda”, aparentemente.

      • Paulo Marques says:

        Claro, o Aventar nunca teve nenhum post sobre esses assuntos, muito antes de hoje…

      • Miguel says:

        Muito bem. Você forma um grupo de pressão para a monitorização dos acidentes de viação; assim virá complementar o trabalho dos grupos de pressão para o combate à violência sobre as mulheres. Boa sorte a todos!

      • ZE LOPES says:

        “Ora bem… Em Janeiro já tinham morrido 44 portugueses na estrada. Acho que os juízes têm de parar de branquear os casos de condutores levados a Tribunal”.

        Discordo completa e absolutamente! Eu acho é que os juízes têm de parar de branquear a estrada! A estrada tem muita culpa! E se a branquearem a coisa ainda fica pior porque deixam de se ver os traços contínuos, e não só! É um perigo!

        Morreram 44 pessoas? E o que é isso comparado com as vítimas da aguardente? Ah! Tudo fala nos mortos da estrada mas ninguém liga aos das adegas e alambiques! Porque será? Porque há interesses poderosos! O lobby da aguardente está por todo o lado! Basta ver uma noite da Cmtv ou da Tv Record para se perceber o que estou a dizer!

      • Paulo Marques says:

        Como se o problema dos transportes fosse o excesso de velocidade… Santa Eurolândia.

  9. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Quanto às decisões judicias, quais é que precisam de ser ilibadas? E porquê?

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