Segundo a informação prestada pelo Conselho Metropolitano do Porto, o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) nos transportes públicos é um “programa estratégico ao qual a AMP aderiu através da aprovação pelo Conselho Metropolitano [do Porto] de um Memorando denominado “Passe Único”, o que exige a realização de um estudo para a sua implementação”.
É compreensível – para não dizer que é óbvio – que uma medida da importância e da complexidade do “Passe Único”, que foi apresentada como uma grande revolução nos transportes colectivos da Área Metropolitana do Porto, seja implementada após terem sido realizados os estudos relativos a essa mesma implementação. Como se sabe, por ter sido profusamente publicitado pela AMP através da comunicação social, o Passe Único da Área Metropolitana do Porto entrará em vigor no próximo dia 1 de Abril, mas em condições totalmente diferentes daquelas que foram inicialmente anunciadas.
Contudo, há várias perplexidades suscitadas pelo modo como este processo está a ser conduzido, uma das quais já aqui manifestada e que se prende com o facto de a contratação do dito “estudo” ter sido decidida há apenas dois meses. Acontece que as surpresas não ficam por aqui.
Na verdade, o contrato para a realização do “estudo para a implementação do “Passe Único”, no âmbito do Programa de Apoio à Redução Tarifária [PART] nos transportes públicos” da Área Metropolitana do Porto, foi assinado no passado dia 1 de Março de 2019, ou seja, cerca de 30 dias antes de o tal “Passe Único” entrar em vigor, a 1 de Abril de 2019. Acresce que esse contrato prevê um prazo de quatro (4) meses para a entrega do referido estudo. Ou seja, o “estudo de implementação do Passe Único” será entregue à AMP três (3) meses depois de o referido “passe” estar em utilização, lá para o próximo mês de Junho.
É notório que o presidente do Conselho Metropolitano do Porto terá muito que explicar na audição parlamentar para que foi convocado.
Ligação para o contrato assinado a 1 de Março de 2019


É
Veio a ser desmentido que se trata de Catarina Martins. O jornalismo português cada vez é menos levado a sério por culpa própria.

A primeira explicação a darem ao pais é dizerem quanto ganham os gestores e quantos são, para se perceber a razão do desiquilíbrio nas contas de gestão. A partir daqui já se pode ficar a saber o motivo da dificuldade em implementarem o passe único.