Levaram o Assange

Comments


  1. Cruamente impõem-se e vencem as forças do mal e dos mais fortes que tomam conta dos umanos, fracos humanos.
    Tempo das trevas e dos enganos, este !
    Todavia nós, aqueles que te reconheceram, e tanto, o mérito e a coragem, com a nossa profunda mágoa e indignação estaremos sempre contigo, Julian Assange !

  2. Fernando says:

    Força Assange!!

  3. Nuno M. P. Abreu says:

    Em qualquer sociedade em que a legalidade é legitimada pelo vozeirão de alguns estarão abertos os caminhos para a pior ditaduras: a da estupidez.
    Ainda, há dias, na 10.ª edição da TEDx Porto, um neurocientista, Moran Cerf, entre outras coisas afirmava:
    “Há seis países com ‘hackers’ ativos – Rússia, China, Coreia do Norte, Irão, Estados Unidos e Israel -, que procuram assim combater ataques informáticos massivos. Aqui não há bons nem maus, todos fazem o mesmo e a História há de julgá-los por isso”
    “Durante o período das nossas vidas, a próxima guerra não será como a I ou II Guerra Mundial, disputada com armas, mas talvez por alguém, por exemplo, ter carregado numa tecla e cortado a energia elétrica a um hospital ou provocado a explosão de um reator nuclear! Quando isso acontecer, finalmente teremos todos a noção do quão sério é um ciberataque. Será uma guerra entre grandes ‘hackers’”
    “Se a Espanha atacar Portugal com um míssil, o governo português responderia da mesma forma. Contudo, se a Espanha fizer um ataque informático a uma instalação portuguesa e durante dois dias a população não tiver comida não é óbvio qual será a resposta portuguesa”

    Abram a caixa de pandora de um sociedade sem lei e depois chorem sobre o leite derramado se tiverem olhos e leite.

    • Rui Naldinho says:

      O seu comentário seria excelente, se no caso em concreto estivéssemos perante um personagem que tentasse sabotar um presumível sistema de segurança nuclear. Portanto, os argumentos por si referidos estão à partida fora de contexto. Para isso utilizam-se espiões. E continuará a ser assim por algumas épocas.
      Como sabe, os sistemas de segurança de armas nucleares e ou centrais atómicas, funcionam em circuito fechado. Não podia ser de outra forma. Ou seja, não é qualquer um que acede ao sistema informático, a não ser um conjunto específico de pessoas credenciadas, e para o fazer, tem de estar dentro do circuito restrito do sistema.
      A ideia de que um jovem intruso, chame-se ele Assange, Rui Pinto ou Ali Babá, entra num sistema de segurança nuclear, só pode ser ficcional. Pode entrar sim, no sistema de rotinas de uma base militar, como por exemplo: as rondas, a informação administrativa, os fornecedores de serviços, etc, etc.
      Mas ainda assim, admitindo que Assange era esse perigoso hacker, acha mesmo que foi esse o motivo da sua detenção pela polícia inglesa?
      Desengane-se. Assange já estava preso. Estava numa espécie de prisão domiciliária, vai para sete anos. Limitado ao espaço de circulação de uma habitação, e não seriam todos os aposentos. Logo, o risco de fazer o que quer que fosse, para além de ser uma figura incómoda, nunca existiu.
      Por acaso, mas só por acaso, foi com um argumento desse género, que o Iraque foi invadido pelos Estados Unidos da América. Tudo por causa dumas armas NBQ.
      “De facto, ainda estamos à espera que Assange nos diga onde é que Saddam Hussein as escondeu. Só ele consegue aceder, por espiritismo à sua alma”.

      *Ja agora, foi com base nesse argumento, a sabotagem, que Nicolas Maduro implicou Juan Guaidó, nos cortes de energia eléctrica na Venezuela. Na realidade, há sempre uma forma de conseguirmos atingir os nossos objectivos.

      • Nuno M. P. Abreu says:

        A exigência do cumprimento da lei não tem nuances. O único comentário que fiz foi exactamente sobre essa necessidade, e está contido nas primeiras três linhas e nas últimas duas. No entremeio, citei um neurocientista que foi convidado a discorrer sobre “hackers” que levanta o problema em três situações diferenciadas: um problema nuclear; um problema alimentar; um problema de saúde. Mas referenciou outras.
        Portanto, parafraseando-o, a sua contestação está fora de contexto.
        De qualquer forma sempre lhe digo: Desconheço a tramitação do processo de Assange ou de Rui Pinto. Conheço melhor o processo do Ali Babá e dos quarenta ladrões e das palavras de código para abrir a gruta onde se escondia o tesouro que afinal fora roubado: Abre-te Sésamo.
        Desde sempre, sobre o tema, digo apenas uma coisa: A exigência pelo cumprimento da lei não deve ser referendada. A estrutura da norma penal tem uma previsão e uma sanção. À pratica de determinados actos corresponde uma determinada pena. Não posso ficar à espera que, por ventura, até surjam benefícios da prática de um acto criminalizado pela lei, para a não aplicar. Aliás é desse falta consciência penal que nasce a corrupção. “Está bem não devia. Mas com este suborno até vou poder dar um curso ao meu filho e torná-lo mais útil ao pais.”
        PS. Não percebi a invocação do Maduro. Se é possível que Guaidó tenha aliados capazes de fazer a sabotagem? Penso que sim. Se penso que Maduro, sabendo dessa possibilidade a deu como consumada? Também penso. Mas como diria ou outro: o que tem o dito cujo com as calças, ou, mais explícito, a exigência do cumprimento da lei com a simpatia que se possa ter pelo arguido?

        • Rui Naldinho says:

          “… por exemplo, ter carregado numa tecla e cortado a energia elétrica a um hospital ou provocado a explosão de um reator nuclear! …”

          Quem falou em cortar a energia eléctrica a um hospital, não fui eu.
          Já agora, a título informativo, todos os hospitais devem ter um gerador de emergência, que a funcionar de acordo com as normas exigidas, arranca no máximo, doze segundos após a quebra de energia, da rede geral. Este deverá alimentar os pontos críticos da unidade hospitalar durante algumas horas, em especial áreas cirúrgicas, ficando o ambulatório com serviços minimalistas.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Quem falou que “durante o período da nossas vidas, a próxima guerra não será como a I ou a II, disputada com armas, mas talvez por ter carregado numa tecla e cortado a energia eléctrica a um hospital ou provocado a explosão de um reactor nuclear” não foi o Rui , nem fui eu. Foi, como referi, um neurocientista, chamado Moran Cerf, ex-hacker e fundador do Human Single Neuron. Na conferência exemplificou com o corte de energia elétrica no hospital como o poderia ter feito a respeito do sistema informático do mesmo. Quis, tanto quanto percebi, exemplificar o perigo potencial de um poder descontrolado de um hacker. Citou até a possibilidade de este entrar no sistema de controlo de um carro sem condutor e dos estragos que poderia causar sem ser possível responsabiliza-lo.

            Nota. Agradeço a gentileza de me ter informado sobre grupos de emergência. Isso fez-me voltar quase cinquenta e anos atrás, a Durban quando estive aí a tirar um curso rápido de montagem de motores marítimos e grupos geradores de emergência da marca Caterpillar e onde tive o privilégio de visitar o Durban High School onde estudou Pessoa. Durante quatro anos fui o responsável por essa área na Steia, a representante da marca, na então, Lourenço Marques
            Que saudade!!!

        • Rui Naldinho says:

          Bom dia,

          Só hoje de manhã li o seu comentário.

          Conheci muito bem a STEIA, (Sociedade Técnica de Equipamentos Industriais e Agrícolas), isto se não me falha a memória.
          Na empresa do meu pai, havia por lá muito boa máquina da Caterpillar, incluindo um velhinho, DW10, com um rodado mais alto do que eu, nessa altura, entre outras máquinas de lagartas, como um D8 e um D7, para arrasto de troncos nas matas..
          Até me lembro de ver a trabalhar um “Charriot” para corte de madeira, montado em cima de uma plataforma, no qual uma máquina caterpillar D7 tinha uma polie adaptada na sua frente, para que, com uma tela de lona, fazer rodar a serra do charriot.
          Mas África é África!

          • Rui Naldinho says:

            …fizesse rodar a serra…

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Provavelmente conheci seu pai. Tive ligação com muitas serrações onde coloquei grupos geradores desde os D320, de 60 KVA, até outros bem mais potentes D340 ou D360. Havia uma serração em Maxixe, na Baía de Inhambane que tinha umas instalações para lá de Inharrime que usava um D4 de rastos como locomotiva para movimentar carruagens que transportavam toros de madeira pelo meio da floresta.
            Com a independência aderi a contribuir para o desenvolvimento de Moçambique. Assumi a gestão de uma empresa de carrocerias na Machava. Trabalhei para a consolidação da Universidade Eduardo Mondlane no curso de Direito com Aquino de Bragança, onde editava as sebentas que passava à maquina em stencil para depois as policopiar. Um dia Samora veio à empresa fazer um daqueles seus discursos sempre intercalados pelo “é ou não e?” e chamou nhoca – cobra, a um pobre coitado que não doara à Frelimo um dia de trabalho conforme o grupo dinamizador da empresa solicitara. Fiquei arrasado. Aquele moço, Mussagy de seu nome era um pobre coitado, muçulmano, com duas mulheres e sete filhos para quem cada tostão era uma fortuna. Aquela era uma revolução sem humanidade. Aconselhei-me com Aquino e vim-me embora.
            Mas que saudade eu tenho de Moçambique que conheço de lés a lés! Não consigo ver o estado em que ficou a Beira com o Idai, terra onde vivi cerca de dez meses e onde joguei futebol no Sporting da Beira com os Manacas que, entre irmãos e primos chegaram a ser sete. O presidente do Clube era o Teixeira do Pic-Nic um restaurante famoso onde jantava todos os dias.
            Peço desculpa desta lamechice mas nesta idade a saudade tem um peso importante na nossa vida e no fundo é a prova que refere em “Sapiens”, Noah Harari: a tagarelice foi aquilo que permitiu, ao homo sapiens sapiens impor-se ao de neandertal e construir uma humanidade.
            Obrigado.

    • ZE LOPES says:

      Pobre D. História que terá de julgar tanta coisa! Será que a pobrezinha tem saúde? E aguenta?

      Já agora: quem paga? Sim que a D. História tem família para sustentar! E não é poucochinha gente!

      Vá lá, o Vasco Pulido Valente aida tem uma reformazita do Estado! Mas o Rui Ramos,coitadinho! Só se o tipo dos plásticos continuar a sustentá-lo (lá no “Mirone” cada um sustenta os seus! Nada de confusões ò Portocarrero!).

    • ZE LOPES says:

      Olhos, leite…E lágrimas? Ah! Apanhei-o!

    • Paulo Marques says:

      «Aqui não há bons nem maus»
      Muito pelo contrário, no que fala são todos filhos da puta, e não só procuram falhas, como fazem para que eles cheguem ao mercado e não sejam corrigidas, pondo toda a gente em risco.
      O Assange, ao que se sabe, limitou-se a receber informação ou a entrar por meios muito mais inócuos.

  4. Luis says:

    Não vem muito a propósito mas o Lobo Xavier, do “Quadrilátero do Obtuso”, disse que “o pirata informático “Rui Pinto é um ladrão”. (sic melhor dizendo TVI).
    Xavier, comensal de abundantes mesas, um homem de leis, esqueceu as legalidades para acusar o “pirata” de “ladrão” sem haver sequer julgamento quanto mais sentença transitada em julgado.
    Quanto aos outros, os denunciados que sonegam impostos por milhões e outras histórias, o “lobo feroz” nada disse.
    O “lobo, comensal do sistema corrupto deste país, é feroz para os de baixo mas manso para os de cima”, ou seja, quem denuncia os poderosos phode-se.
    Foi o que aconteceu ao Rui Pinto e vai acontecer ao Assange.

    • Paulo Marques says:

      Para advogado também está fraquinho usar um crime completamente irrelevante para o caso.

    • Nuno M. P. Abreu says:

      O que António Lobo Xavier disse:
      “Conheci Rui Pinto como ladrão de bancos. A partir de um computador da Universidade do Porto, onde ele estudava, descobriu-se que roubou dinheiro a clientes de bancos. .. Foi possível recuperar 200 mil dos 300 mil euros que ele roubou e depois fez-se um acordo. Este homem tem este trajeto”

    • JgMenos says:

      Estamos nesta onda de idiotas: um dia destes para dizer que um tipo é um escroque é preciso invocar uma sentença transitada em julgado.

      • ZE LOPES says:

        Pois é! É por essa razão que ainda não se disse tal coisa em relação a V. Exa! Realmente, os nossos tribunais…

  5. Elvimonte says:

    Primeiro levaram os meus vizinhos e eu não disse nada. Depois levaram os meus familiares e eu não disse nada. Quando me levaram a mim já era tarde demais.

  6. João Paz says:

    Tem toda a razão Elvimonte! E os precursores de um novo Hitler (Trump, Bolsonaros etc) Já estão no terreno.


  7. Primeiro o FMI concede ao Equador um empréstimo de 4.2 mil milhões de dólares: https://www.reuters.com/article/us-ecuador-imf/ecuador-inks-4-2-billion-financing-deal-with-imf-moreno-idUSKCN1QA05Z

    Umas semanas depois, entrega o Assange à polícia britânica.

    E uns dias depois, isto: https://www.dn.pt/mundo/interior/equador-anuncia-detencao-de-individuo-ligado-ao-portal-wikileaks-10788461.html

    Coincidência?


  8. …qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade !!!

    : )