A indestrutibilidade do Espírito

Julian Assange estava há sete anos confinado a uma pequena sala, no interior da embaixada do Equador, em Londres. Não por a essa reclusão ter sido condenado por alguma entidade judicial legítima, mas em situação de asilo que ele próprio solicitou a um Estado soberano, o Equador, e que este concedeu. E o motivo pelo qual concedeu assenta no facto de Julian Assange estar a ser perseguido por aqueles cujas atrocidades expôs, sendo vítima de uma caça ao homem na qual foram violados quase todos os seus direitos como Ser Humano.

O “crime” de Julian Assange foi o de revelar os fundamentos do nosso modelo civilizacional. Ele fez Luz sobre uma boa parte dos mecanismos ocultos que fazem funcionar a “democracia”, cujas qualidades com tanto orgulho exibimos em testemunho da nossa pretensa superioridade sobre todos os povos do mundo, aos quais com tanto afã fazemos chegar “primaveras”. Ou entre os quais reconhecemos “presidentes interinos” saídos de uma sarjeta política, violando a soberania desses povos, o princípio da não ingerência e o Direito Internacional. Isto porque, recorde-se a sábia expressão do senhor ministro dos negócios estrangeiros, “nós não somos ingénuos”. É claro que não somos ingénuos. Somos indigentes bem mandados, o que é totalmente diferente.

Assange sabia que, caso decidisse sair da embaixada do Equador, lhe aconteceria o que agora acabou por acontecer, e que, tudo indica, é apenas a antecâmara de algo mais drástico e igualmente previsível. Mas independentemente do contexto em que tudo isto sucede e do que possa ainda vir a acontecer, o jornalista australiano já desempenhou um papel importantíssimo. Ele levou ao limite, ao próprio limiar da vida, a determinação, a força e a convicção com que afirma e defende aquilo que considera ser a verdade. Há poucos fins mais nobres para a existência humana. A tenacidade com que Assange busca esse fim é um raro exemplo de dignidade, e até de altruísmo, que o coloca no umbral do mito e fará dele a semente de qualquer coisa que perdurará além da sua própria existência física. É esta uma das fronteiras entre os ratos e os Homens. É aqui que também se manifesta a indestrutibilidade do Espírito.

Os verdugos, os algozes, os assassinos, prosseguirão a sua missão infernal contra a “ingenuidade” dos que entregam a própria vida nas mãos de um ideal. Esses assassinos não deixarão de governar países e erguer impérios. Isso, de certo modo, confere ao drama mitológico de Assange uma aparente inutilidade. Acontece que é nessa aparente inutilidade que reside o significado mais profundo da própria existência humana. Sem a determinação, a coragem e a entrega absoluta de Homens como Assange, por muito inúteis e ingénuas que elas possam parecer em face dos efeitos imediatos que provocam, algo de fundamental se perderia na corrente que vem do fundo do Tempo e se encaminha para o fundo do Tempo: a viagem de Rafael Hitlodeu e a indestrutibilidade do Espírito.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Já ouvimos essa detentora do facho da liberdade, que se chama Hillary Clinton falar sobre o que deveria acontecer a Assange.
    Ficarei à espera da opinião de inúmeros “democratas” seguidistas e tapetes da voz da “liberdade” que vem do outro lado do Atlântico, entre as quais a do, “não ingénuo”, ministro dos negócios estrangeiros.
    É que nós, “arautos da liberdade”, também não somos ingénuos e muito menos parvos como vocês gostam de nos considerar.

  2. Nuno M. P. Abreu says:

    Jacques Fesch, é jovem francês, condenado à prisão. Foi executado às 05h e 30min do dia 1° de Outubro de 1957, em Paris
    Nascido de um família rica, filho de um poderoso banqueiro belga, ateu e adúltero. Depois de ter prestado serviço militar, o pai arranjou-lhe um emprego com alto salário no seu banco. Mesmo assim teve-o de demitir, três meses, depois dada a vida mundana que levava. Casou-se aos 21 anos com Pierrette Polack, filha da vizinha, que engravidara. Isso não o impediu de continuar a sua vida de estroinice e ter engravidado outra jovem e de ter entregue o filho aos cuidados de um orfanato. Pediu ao pais dinheiro para comprar um barco e viajar pelo mundo. Os pais recusaram. No dia 25 de fevereiro de 1954, dirigiu-se à casa de câmbio de Alexander Silberstein , apontou o revólver ao capitalista e exigiu a entrega de dinheiro. O cambista recusou e e ele matou-o com duas coronhadas na cabeça. Um policia viúvo, pai de uma filha pequena veio em socorro do cambista, ordenou-lhe que se entregasse. Jacques atirou três vezes, sobre o policia matando-o. No julgamento, não demonstrou arrependimento. Chegou a dizer “Arrependo-me apenas de não ter usado uma metralhadora”. Foi condenado à guilhotina.
    O seu advogado era um católico fervoroso, disse-lhe que se salvaria pela fé . No dia 28 de fevereiro de 1955 sofreu uma conversão repentina. Quando foi executado exclamou: ”Senhor, não me abandone, eu confio em Ti”
    Em 1993 foi aberto um processo de beatificação que foi concluído em 2011. Qualquer dia é declarado santo estão à espera que realize um milagre. Para já é bem aventurado. Afinal matou a sangue frio um reles cambista e um polícia símbolos do poder capitalista!
    Crime segundo a lei? Isso é um pormenor. Os credos tudo legitimam


    • ????? !!

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Serei o primeiro a assinar o seu post se me provarem que Assange cometeu o crime de furto, no intuito de sacar dinheiro, como um tal Rui Pinto que por aí anda e que, alguns sectores da nossa sociedade, querem canonizar, mesmo vivo.
      Estou de acordo que Assange cometeu um crime e que, por tal deve ser julgado. Mas os crimes poderão ter atenuantes e, se for provado, repito, que Assange nunca terá sequer tentado extorquir dinheiro com o resultado do furto, entendo que isso deve ser equacionado.
      Como dizia há tempos nesta página uma outra comentadora, não é possível ser “whistleblower” – a minha convicção relativamente a Assange, sem cometer um crime, pois a sociedade mafiosa e criminosa está muito bem protegida.
      Falo de “whistleblowers” e não de “ratos de sacristia”.
      Já ouvimos Hillary Clinton. Os outros, virão a seguir como bons tapetes que são.

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Caro Ernesto:
        A contribuição que pretendo dar para este debate não é baseada em nenhuma ideologia politica ou credo religioso. Pretendo alertar apenas para a facilidade com que desculpamos alguém só porque feriu quem nós ideologicamente odiamos, nem que para isso tenha espezinhado a lei.
        Conheço algo do personagem Julien Assange. Penso que fez bem em publicar tudo aquilo que Chelsea Manning lhe forneceu . Nesse sentido deve ser considerado um whistleblowers na medida em que,como jornalista, apenas distribuiu informação que lhe chegou, embora possa tê-lo feito porque geopoliticamente lhe interessava distribuir.
        De qualquer forma, parece que já antes tinha sido condenado pela justiça australiana e a causa próxima do seu pedido de asilo na embaixada equatoriana foi a fuga à resposta perante uma acusação de um comportamento criminoso que lhe fora imputado pela justiça sueca e o não cumprimento de um mandato judicial inglês.
        Que desejo que possa, depois de resolvida a situação judicial, continuar a denúncia, dentro de estrita legalidade, dos corruptos deste mundo, desejo.
        Quanto a Rui Pinto, concordo não é figura que se lhe compare. Trata-se de um pequeno burlão que violou em proveito próprio contas bancárias, que se deu bem porque fez um acordo em que ficou com 100 mil euros do produto do roubo, que continuou a sua senda agora contratando um advogado que confessa trabalhar nas zonas cinzentas da legalidade, para transformar uma chantagem num contrato de trabalho. Descobertos, tentaram encenar o eventual crime num acto de cidadania.
        Agora não façamos destas realidade, parábolas onde se pregue uma ideologia que desprovida de todo o crédito necessite de profetas obtusos.
        O sustentáculo estrutural de qualquer civilização é a lei. A verdadeira civilização teve inicio na Mesopotâmia quando, há cerca de 3.800 anos nasceu o código de Hamurabi.

        • Bruno Santos says:

          Refere-se a esta “lei”?: https://www.youtube.com/watch?v=is9sxRfU-ik

        • Bruno Santos says:
          • Nuno M. P. Abreu says:

            Acaso escrevi encriptedado? Não dei conta que a violação da lei deve ser denunciada? Não dei conta que o mini-documentário “Collateral Murder” que Chelsea Manning forneceu a Assange e este tornou publico foi um acto de coragem?
            Mas porque razão haverá dois pesos e duas medidas. Denuncia-se ou aplaude-se a violação da lei consoante o sujeito activo que está iniciado, usando para isso critérios ideológicos?

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Caro Nuno Abreu:
          Creia que entendi perfeitamente a sua mensagem, nem nunca foi meu propósito ligar os acontecimentos, à política ou à religião.
          Compreendi perfeitamente o seu post e a prova é que refiro que seria o primeiro a assiná-lo sob a condição que lhe referi: o conhecimento do não aproveitamento financeiro daquilo a que chamei, chamo e chamarei de roubo.
          Neste contexto, partilho a sua opção pela lei em termos de alicerce civilizacional. Mas a lei tem que arranjar defesas para evitar que os crimes, posteriormente denunciados, se executem. A lei não é, nem pode ser imutável. É progressiva e adapta-se à época.
          Hoje sabemos que há inúmeros crimes financeiros que passam ao lado da lei. Então de duas uma: ou se criam novas leis que ataquem este possível buraco, ou se o quadro legal se revelar suficiente, desenvolvam-se métodos capazes que consigam fazer, de uma forma legal, o que um “hacker” ou um “whistle blower” conseguem, com o objectivo de pôr a podridão toda cá fora, sem se ter que utilizar a figura do roubo

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Caro Ernesto:
            Inteiramente de acordo. Talvez o primeiro comentário que li sobre este tema verdadeiramente construtivo. Em muitos dos comentários aqui postados elencam-se louvores a um lado e despejam-se catilinárias no outro.
            Todas as leis estão inadequadas no dia seguinte à sua promulgação. Toda a norma plasma na sua previsão uma determinada realidade e consequentemente é estática. A realidade é por natureza dinâmica. Por vezes a realidade avança a tal velocidade que desvirtua a lei. Por isso existe o estudo da hermenêutica jurídica que ensina as circunstâncias interpretativas das normas jurídicas no tempo. Eu não condeno nem absolvo Assenge, não conheço suficiente todas as circunstâncias e todos os ordenamentos jurídicos onde elas se enquadram. Mas constitui um atestado de menoridade intelectual limitar-se a intervir agitando bandeiras grupais como quem participa numa manifestação clubística.
            Um exemplo. Fui oficial de operações e informações no comando de agrupamento 1990 que dirigia os três batalhões estacionados no distrito de Tete e que tentavam impedir a penetração dos grupos da Renamo e da Frelimo que queriam impedir a construção de Cahorabassa. Corria paralela á fronteira a estrada de Dar es Salaam, então capital da Tanzânia , para Lusaka. Nela existiam algumas cantinas onde estacionavam os combatentes, em lugares diferenciados, daqueles dois movimentos independentistas
            Naturalmente que tínhamos lá informadores que comunicavam através de mensagens encriptadas possíveis ataques em emboscadas. Os critpos do agrupamento estavam protegidos por segurança e lá ninguém entrava mesmo os oficiais responsáveis. Imaginem que alguém tinha acesso a tais informações delas dava conta ao” inimigo” e como consequência eram abatidas tropas nossas. Esse crime era de traição à pátria visto do nosso lado e podendo ser visto pela Frelimo como cometido por uma boa causa. Os militantes da Frelimo fariam tudo para salvar o denunciante. As tropas portuguesas para o condenar. Será que gostava de ser juiz numa causa destas? Começava a arengar sobre o direito à emancipação dos povos ou ao direito milenar de conquista ou limita-se a apurar se a lei foi violada e por quem?

    • Paulo Marques says:

      Assange não é nenhum santo, e nem sequer é, nem nunca foi, idóneo. Mas isso não implica que não tenha feito mais bem do que mal à humanidade* e que a perseguição não corresponde ao crime. Aliás, o Reino Unido e a Suécia publicamente só o queriam deter para prestar declarações (num caso em que ele não tinha boa figura) e a deportação estava fora de questão.
      Ontem viu-se o que vale a palavra do país de Blair, para quem ainda tinha dúvidas.

      sim, mesmo com a suposta interferência na derrota da candidata da Goldman Sachs face ao resto dos intervenientes.

    • ZE LOPES says:

      Olhe nã sei que diga! Foi ó rrível, simplasmente ó rrível! Já’gora quem foi o Papão c’o beatificou-o? Essa gajo haveria de estar no reino, perdão, na República dos Infernos! Porque é ó rrível!


  3. ..” O “crime” de Julian Assange foi o de revelar os fundamentos do nosso modelo civilizacional. Ele fez Luz sobre uma boa parte dos mecanismos ocultos que fazem funcionar a “democracia”, cujas qualidades com tanto orgulho exibimos em testemunho da nossa pretensa superioridade sobre todos os povos do mundo, aos quais com tanto afã fazemos chegar “primaveras”. …

    …Ele levou ao limite, ao próprio limiar da vida, a determinação, a força e a convicção com que afirma e defende aquilo que considera ser a verdade. Há poucos fins mais nobres para a existência humana. ! ”

    Bem haja, Bruno Santos, por saber expor tão melhor do que eu a opinião que mantenho sobre J. Assange desde o início desta perversa caça ao homem em nome de valores mentirosa e hipocritamente anunciados !

    …e não nos venham apelidar levianamente de românticos e ingénuos defensores da determinação, coragem e entrega absoluta de Homens como Assange !

    Tempos estranhos estes, em que o mundo se abre mansamente cada vez mais e se verga a forças as mais vis e abjetas do ser umano !

  4. Ana A. says:

    A Lei….essa coisa sagrada escrita a fogo nas “Tábuas da Lei”…

    “Dura lex, sed lex”!

    O quê?! Chegamos ao patamar da suprema perfeição do Homem, em que as Leis vigentes serão para sempre imutáveis?!

    Afinal quem se quer vergar à Lei, a qualquer preço, está a querer camuflar o quê?!

    Ah! é verdade, os Estados na sua sapiência e integridade jamais violaram, violam ou violarão as Leis!

    Se não fosse tão trágico era risível!

  5. Nuno M. P. Abreu says:

    Mas que grande confusão vai nessa mente!!!
    Leis sagradas? Leis imutáveis? Vergar à lei? Em que sociedade vive?
    Naturalmente as leis são necessárias para regular as relações entre cidadãos numa sociedade civilizada. Numa sociedade democrática são feitas pelos mandatários dos cidadãos. Leis sagradas? Sagrados, são, para alguns, os dez mandamentos e mesmo esses são, ao que parece, inconstitucionais pois não respeitam a direito de igualdade entre o homem e a mulher. Na verdade, o nono mandamento refere apenas a proibição de cobiçar a mulher do próximo mas permite, por inação, que a mulher cobice o homem da próxima. Leis imutáveis ? Dezenas de diplomas são aprovados em cada legislatura. A própria constituição que deve ser a base de todas as leis e que tem natureza mais conservadora já sofreu sete alterações desde que foi aprovada em 2 de Abril de 1976.
    Vergar à lei? Só um criminoso se não quer vergar à lei. A consciência de cidadania impõe o cumprimento da lei.
    Os Estados não violam a Lei. Quem viola a lei, no sentido objectivo da palavra são os cidadãos, embora as consequências da violação da lei internacional possam recair sobre o estado.
    Sem dúvida e servindo-me das suas palavras a falta de consciência ético~social que este comentário revela “Se não fosse tão trágico era risível”

    • Ana A. says:

      Nem toda a gente consegue interpretar os meus comentários!

      Olhe, é como as leis! Só alguns iluminados conseguem aceder ao espírito da lei!

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Peço desculpa de não ser um iluminado, e não conseguir compreender que as palavras que escreve podem diz o contrário daquilo que etimologicamente querem dizer!

  6. Rui Naldinho says:

    Julian Assange cometeu o crime maior dos nossos dias. Não matou, nem roubou, não incendiou, não poluiu. Mas pôs a nu toda a hipocrisia e mentira com que os atuais detentores do Poder, nas suas várias vertentes, em especial os grandes Estados, nos bridam dia após dia. Para eles isso é imperdoável, mesmo vivendo nós na era das comunicações, a nossa maior conquista dos últimos cinquenta anos.
    Contudo, matar um jornalista numa embaixada a sangue frio, retalhá-lo e fazê-lo desaparecer às postas, já lhes parece um crime menor, desde que os petrodolares continuem a jorrar para os cofres das grandes petrolíferas e dos grandes bancos.
    É óbvio que a prisão de Assange foi encomendada. Um país como o Equador não se pode dar ao luxo de rejeitar o dinheiro que lhe faz falta, mesmo que grande parte da população nem beneficie com isso. “Tal como Judas, todos temos um preço. E Assange nem sequer é Cristo!”
    Entretanto já se percebeu que a melhor forma do Brexit ficar a marinar até às calendas gregas, é os ingleses e a comunidade internacional estarem entretidos com uma novela Assange, com o enredo do, extradita, não extradita, a durar o tempo necessário, até que os ingleses se entendam de vez, se querem ficar ou partir.
    O mundo das redes sociais dividir-se-á nos que “almoçaram nas Lajes e ainda buscam as armas de destruição maciça”, e aqueles que acham que Assange deve ser considerado apenas um intruso, mesmo cometendo esse crime, cujo bem maior foi o trazer à luz do dia, crimes maiores.

  7. JgMenos says:

    ‘revelar os fundamentos do nosso modelo civilizacional’

    Ajudem este coitadinho que chama ‘nosso modelo’ a toda a merda que lhe ocorre no mundo, o que inclui o Assange.

    • ZE LOPES says:

      Pois inclui, mas V. exa. não se amofine! Não só V. Exa. também tem lugar, como direito a uma sobremesa especial! Sim se “ela” lá está toda, V. Exa. não poderia estar em falta! A Humanidade correria perigo!

    • Paulo Marques says:

      Concordando ou não sobre qualquer assunto em concreto (e eu fico preocupado quando concordo), convenhamos que um modelo do mundo que não inclua a merda não é grande modelo.
      Assim como o monetarismo não explicar a dívida ou a taxa de juro japonesa, o crescimento asiático, a tépida recuperação da GFC, onde foi parar a inflação do QE e por aí adiante. Grande modelo.


  8. nesta história ninguém fala da abertura de pernas da Austrália, afinal Assange é Australiano, mas afinal de um país cujo chefe de estado é a rainha de Inglaterra não esperava outra coisa
    senão falta de coluna.

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