Marcas lapidares

Algumas pedras das igrejas e catedrais são assinadas. Essas Marcas Lapidares identificam os mestres-pedreiros que ergueram a obra, mas também o seu grau de conhecimento da Arte. A gramática das Marcas não é, normalmente, visível, e só a reconhece quem sabe “ler” para lá do que é aparente. Oculta, nessas Marcas, está geralmente uma Matriz geométrica que tem por base o Círculo e a inscrição nele do Triângulo e do Quadrado.

Todas as obras humanas têm uma Marca. Seja ela visível ou invisível. Se for visível, a identificação do seu autor é facilitada, por ser patente e notória. Se for invisível, há que buscar a matriz oculta, eminentemente simbólica, que traça com igual clareza o perfil do Mestre de Obras. Isto vale para as Catedrais góticas que buscam rasgar o céu, como para as catacumbas do Hades, onde se abre caminho para o inferno. Vale para qualquer obra humana.

O incêndio de Notre Dame também tem uma marca, uma assinatura. Ela é evidente para os que têm os olhos abertos. É uma Marca nauseabunda, infernal. Mostra-se teatral, quase angélica, mas é uma cicatriz do Mal. É o sinal de um fortíssimo inimigo da humanidade.

Comments

  1. Eles andam por aí ... says:

    Eles andam por aí …

  2. Paulo Marques says:

    «O incêndio de Notre Dame também tem uma marca, uma assinatura.»

    A TINA?

    • Bruno Santos says:

      Sim, precisamos todos de atinar. De mastigar a informação antes de a engolir. O problema maior continua a ser o de saber como reagir. Ou mesmo se vale a pena reagir.

  3. JgMenos says:

    BRRRR…que tenebrosas tenebras!

  4. Nuno M. P. Abreu says:

    Patético. Profundamente patético.
    Aquilo que mais detesto são capelas, lojas maçónicas, e postos da GNR. No fundo uma autoridade desprovida de dialética, assente em credos, exorcismos ou cassetete.
    A celebrações seguem um ritual. Têm um introito, um credo e por fim um evangelho onde são denunciados os infiéis.
    Este artigo segue aquela dinâmica. Começa-se por falar em arte, na beleza de uma determinada organização da matéria e acaba-se no misticismo invocando o inferno.
    Na matéria a uma partícula de carga positiva corresponde na antimatéria uma partícula de carga negativa ou vice-versa. A um electrão, de carga negativa,corresponde um positrão de carga positiva. Quando se encontram anulam-se. Aqui o autor a um electrão medieval que foi a inquisição contrapõe ume positrão hodierno com a mesma fúria destruidora, como se ignorasse que no universo, onde vivemos, existis a dimensão do espaço-tempo, que faz relativizar as coisas como a fotografia recente do buraco negro veio comprovar. Querer validar uma obra construída há novecentos anos com os critérios que conformam a sociedade de hoje é profundamente patético.

    • Bruno Santos says:

      Não “deteste”. Perde lucidez.

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Mais uma vez está enganado.
        Só contestando, estou construindo. Só nas seitas o sim, a reverência, e adoração são obrigatórios.
        E ai não existem ventos de mudança.
        Ai. jamais pode “AVENTAR”

    • Mário Nunes says:

      Por azar, a Inquisição é uma instituição da Renascença não da idade média. É pena, porque isso vem descompor o ramalhete da tenebrosa idade das trevas vs a luminosa renascença, que alguns gostam(se habituaram?) a invocar.

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Tem toda a razão na sua precisão. De uma maneira lata em termos ideológicos, para mim,o homem só saiu da escuridão medieval com a revolução francesa, mas não segundo os cânones históricos.


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