Excelência da gestão privada (2)

Depois dos CTT, o aeroporto de Lisboa. Em 132, conseguiu ser o pior.

Novamente, em causa está o argumento que se usou para justificar a privatização (o privado faz melhor) e não se a gestão é pública ou privada. Os maus exemplos não escolhem lados.

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Comments

  1. Luís Lavoura says:

    O problema neste argumento é que não se sabe como estaria o aeroporto de Lisboa se a sua gestão se tivesse mantido pública. O meu palpite é que estaria ainda bem pior. Naturalmente que o autor do post pode ter um palpite diferente. Seja como fôr, nada se pode demonstrar na base de palpites.

    • ZE LOPES says:

      Acabamos de ver que a Ciência Económica Liberalesca acaba de receber um novo, mas Deveras Importante (sim, com letra maiúscula!) contributo: Luís Lavoura acaba de inventar a “Teoria da Lavoura do Palpite”. Ao contrário do outro que disse que “se uma coisa puder correr mal, corre mal”, Lavoura diz: “se alguém palpitar mal, a coisa corre mal”, acompanhada do corolário “se alguma coisa corre mal é porque alguém palpitou mal”. Ou seja: “o meu palpite é que, se a coisa meter Estado, correria mais mal, ou seja, pior que mal, ou mais mal que mal, o que seria mais péssimo que mal” .

      Eis a “Teoria de Lavoura”. Em breve a Academia da Sueca irá reunir para distribuir o Bisconobel! Lavoura já ganhou!

    • j. manuel cordeiro says:

      Luís Lavoura, se não se nada se pode demonstrar com base em palpites, então porque é que se privatiza dizendo que a gestão privada é melhor? Afinal de contas, não se sabe como estaria o aeroporto de Lisboa se a sua gestão se tivesse mantido pública. O meu palpite é que não estaria pior, até porque com a gestão privada conseguiram o feito se ficarem no fim da tabela. E isto não é um palpite.

      • anónimo says:

        O aeroporto do Porto, gerido por privados (os mesmos) ganha prémios https://www.google.com/amp/s/www.publico.pt/2019/03/11/fugas/noticia/aeroporto-porto-premiado-melhor-europa-categoria-1864986/amp
        E aqui, que conclui?

        Parece-me que uma análise isenta reconhecerá que o problema do aeroporto de Lisboa é estrutural: a infraestrutura está saturada.

        Dito isto, a questão não se põe nos termos que a coloca. A gestão privada não é necessariamente melhor ou pior que a pública. Tem é mais graus de liberdade e instrumentos de gestão disponíveis. Se são ou não bem utilizados por uma gestão privada … depende da qualidade dos gestores (como em qualquer empresa).

        • j. manuel cordeiro says:

          O ponto é esse. A gestão privada não é necessariamente melhor ou pior que a pública. E vice-versa. Portanto, o argumento usado para justificar algumas privatizações foi uma falácia.

        • Paulo Marques says:

          Por “graus de liberdade” entenda-se a subcontratação de falsos recibos verdes.

          • anónimo says:

            Se gerisse um organismo público sabia o calvário que é necessário passar para comprar uma simples resma de papel!

  2. ZE LOPES says:

    Cordeiro! Peço desculpa mas estará a ser injusto! A foto, se é que existiu mas, talvez, mas não sei, e não consegui saber se existiu, mas terá existido, porque foi tirada por uma senhora que se ia despedir de uma filha que é freira mas tem um sinalzinho nas costas constitui um certo exagero. Porque correspondeu a pico de:

    Primeiro: Brasileiros em fuga do regime geringonço. Vê aquele tipo de mochila? É o Miguel Bessa! Na mochila leva o livro “Coronel Ustra: Teoria e Prática da Tortura” para ver se adormece durante o voo. Boa viagem!

    Segundo: Aquele de vermelho, de costas: é o JgMenos. Vai numa visita de estudo à Hungria para conhecer ao vivo o regime que acabou com os mamões, os coirões e os funcionários públicos. Foi um sucesso ,mas deve estar neste momento, em plena Alemanha a regressar a pé.

    [comentário editado pelo autor do post, do qual se removeu uma referência a um co-autor do Aventar]

    • ZE LOPES says:

      Pronto, está bem! Peço desculpa! Nunca esse sujeito me respodeu, a não ser por engano! Nunca mais lhe vou responder! Almeyda: podes continauar! A tua alarvice liberaleira está protegida!

      • j. manuel cordeiro says:

        Como lhe expliquei em privado, concorde eu ou não com o que escreve cada autor, não posso permitir uma canelada num post meu dada a um colega de blog.

        • ZE LOPES says:

          Olhe, tá bem! Eu é que não venho aqui mais! Com uma pequena situasão: finalmente, existem uns tipos que nos confrontam! Veja uns comentários a propósito do que diz a Ana Moreno! E eu respondi!

          Nunca mais o vou fazer!

          Viva Almeyda! Olha! Responde ó néscio!

  3. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Os do costume apressam-se a fazer um artigo a deitar abaixo, nem se lembrando de ver qual a proveniência da notícia. Trata-se de uma organização especializada em mover acções de indemnização contra companhias aéreas, valendo-se da actual legislação comunitária.

    Não há nada nesta organização que a habilite a fazer juízos de valor sobre os aeroportos, e a sua opinião não passa disso – uma opinião. Vale tanto como qualquer outra.

    É como os “estudos” citados a torto e a direito, a prpósito de tudo e de nada, cuja proveniência, amostras e metodologia nunca são revelados. Mas as conclusões são sempre brandidas como se de letra de lei se tratasse.

    Há que ser mais crítico. Anda por aí muito gato a passar por lebre.

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